Mas como nem tudo são flores com a chegada da idade...rs... meu primeiro diagnóstico de doença crônica : DISPEPSIA FUNCIONAL.
Eis o que encontrei sobre...
obs: Sim... tem um monte de palavra com acento "´" no lugar de "^"..mas fiquei com preguiça de alterar...
" Cerca de 20% dos adultos, no mundo ocidental, têm Dispepsia Funcional. A maior parte das pessoas com queixas do estômago, submetidas a endoscopia alta em regime ambulatório, não têm nenhuma alteração endoscópica que justifique as suas queixas, o que sugere a possibilidade de terem Dispepsia Funcional. Na Dispepsia Funcional tal como nas outras doenças funcionais não existe uma alteração estrutural ou bioquímica conhecida. Os peritos reunidos em Roma, em 1990 e novamente em 1999, propuseram para a Dispepsia Funcional a seguinte definição: Dor e/ou desconforto ( sensação subjectiva não dolorosa que se caracteriza por peso epigástrico e/ou saciedade, e/ou enfartamento e/ou náuseas e/ou vómitos e/ou distensão ) persistente ou recorrente localizada na parte superior do abdómen, sem relação com os exercícios físicos, com duração mínima de 4 semanas e com sintomas ocorrendo em pelo menos 25% desse tempo. Como se vê, só muito recentemente, se chamou a atenção para a Dispepsia Funcional. Os médicos de língua inglesa chamam à Dispepsia Funcional, Dispepsia-sem-Úlcera. A designação Dispepsia Funcional utilizada na Europa, pese embora o sentido dúbio da palavra funcional parece ser mais correcto. Também se utiliza a designação de Dispepsia Idiopática para realçar que a causa é desconhecida. O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa atribui à palavra funcional o seguinte sentido médico: "que afecta funções fisiológicas ou psicológicas mas não a estrutura orgânica." "sem causa orgânica perceptível (diz-se de distúrbios funcionais)".
Qual a causa ( ou causas ) da dispepsia funcional?:
A causa (ou causas) da Dispepsia Funcional é desconhecida, mas sabemos que é frequente a partir dos 20 anos de idade, sobretudo no sexo feminino, atingindo mais de 20% da população do mundo ocidental. É uma doença crónica, recorrente. As queixas dispépticas podem ser contínuas mas geralmente são intermitentes e aparecem exclusivamente durante o dia. Durante a noite raramente incomodam. Existe uma crença arreigada, que se encontra ainda em muitos livros, de que há uma relação directa entre factores psicossociais e a dispepsia funcional mas não existem estudos que o confirmem.Embora se encontrem com frequência, factores que induzem o stress, precedendo os sintomas dispépticos, assim como ansiedade e depressão, os estudos efectuados, não têm mostrado diferenças significativas quando se comparam as pessoas com Dispepsia Funcional com a população em geral.
Discute-se se haverá alguma relação entre o Helicobacter pylori e a Dispepsia Funcional. A maior parte dos indivíduos com Dispepsia Funcional têm gastrite crónica causada pelo Helicobacter pylori mas, as queixas geralmente não desaparecem depois de se fazer a erradicação do H. pylori.
(...)
Como se trata a Dispepsia Funcional ?:
O nosso médico pode ajudar-nos muito, explicando-nos a benignidade da doença, assim como o seu carácter crónico, recorrente, intermitente. Poderá pedir a realização de alguns exames: endoscopia alta, análises ao sangue, ecografia para nos mostrar que os exames são todos normais, que não existe nenhuma alteração orgânica. Por vezes o nosso médico não pede qualquer exame sobretudo se formos jovens e os sintomas forem francamente sugestivos do diagnóstico. Quando as queixas são desencadeadas por este ou aquele alimento e, é muito frequente isso acontecer, o nosso médico recomenda-nos que durante algum tempo retiremos esse alimento ou esses alimentos da dieta. O beneficio desta atitude é com frequência temporário e de pouco valor. Sempre que possível, devemos fazer uma alimentação variada. Uma vida calma, com refeições agradáveis, sem grandes quantidades de alimento, ingeridos sem pressa pode ajudar a aliviar os sintomas. O prognóstico da Dispepsia Funcional é muito bom, embora a doença possa ser incomodativa. Se as queixas são muito ligeiras, o nosso médico, muitas vezes, não nos aconselha nenhum medicamento. Por vezes o nosso médico recomenda-nos tomar durante as crises algum medicamento. Como a doença é geralmente crónica, recorrente, é necessário fazer o tratamento quando surgir uma nova crise. A Dispepsia Funcional é desde a primeira reunião de peritos em Roma, em 1990, uma entidade individualizada mas é necessária uma melhor compreensão dos mecanismos psicossociais, das alterações motoras e das anomalias das sensações viscerais para que possa haver um melhor conhecimento desta entidade e consequentes avanços na sua terapêutica. Neste momento depositam-se esperanças em novos fármacos que estão a ser ensaiados. Apesar da sua benignidade, os sintomas da Dispepsia Funcional são com frequência causa de sofrimento, quer pelo seu carácter crónico, quer pela pouca eficácia do tratamento, o que leva por vezes, aquele que sofre, a andar de médico em médico e a recorrer a todas as medicinas alternativas, à procura duma cura que ainda ninguém conhece, ou dum alívio que nem sempre se consegue. Além da má qualidade de vida que os sintomas podem proporcionar a angustia, pode infelizmente aumentar, à medida que vão aparecendo diagnósticos sem qualquer senso ( duodenite, gastrite, gastrite nervosa, ácidos, úlcera nervosa, vesícula preguiçosa... e disparates ainda maiores ) e os exames repetidos em catadupa: as análises ao sangue, as endoscopias, as radiografias, as ecografias que por vezes mostram alterações sem significado clínico, mas que quem sofre sobrevaloriza, porque já desconfia de tudo e de todos. Apesar da sua benignidade, a Dispepsia Funcional pode ter desagradáveis consequências sociais e económicas ( custo dos medicamentos, número de consultas médicas, número de exames, ausência ao trabalho ) que, em parte, o paciente bem avisado e informado do carácter benigno da sua doença poderá evitar ou minimizar. O nosso médico, nesta como noutras circunstâncias, deve ser o nosso orientador."
sábado, janeiro 20, 2007
DISPEPSIA FUNCIONAL
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Anaclara
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8:40 PM
Aniversário !!!
Meu aniversário rendeu !!! Depois de várias comemorações ainda no ano velho, tive surpresas por agora...
Não é que tive festinha com direito a salgadinho, bolo de chocolate e refrigerante ???
Ameeeeeeeeiiiiiiiiii EI !!! Vocês são 10 !
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Anaclara
às
8:35 PM
sábado, dezembro 23, 2006
Boa Viagem!
Estava eu aqui lembrando dos meus dois últimos rèveillons: Pipa - RN e Buenos Aires ...
Eu tinha pouquíssimo tempo! Em ambos os casos peguei o avião no dia 29/12 e voltei dia 1º. No dia 2 já estava de volta a minha realidade de 8,8 horas de trabalho diário.
Tentei projetar essas viagens sendo feitas hoje. Pela TAM. Aff ! Se na volta dessa primeira eu já fiquei 4 horas esperando o avião da Companhia Aérea em crise do momento ( leia-se Vasp) imagina ficar 8 , 9h sem informação nenhuma tendo que ir de uma fila pra outra em busca de informações quase sempre desencontradas ???
Ficar sem 6 aviões por problemas de manutenção em um mercado que o preconizado são as manutenções preditivas ( estamos falando de vidas!!!) é tosco!
Papai do céu capricha ! Nos manda um fim de ano sem neve nem chuva de poeira!
E eu começo a achar que é por piedade...
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Anaclara
às
1:33 PM
domingo, novembro 26, 2006
Há excessões. Mas a excessão só vem confirmar a regra...
Mamãe Noel
Martha Medeiros
Sabe por que Papai Noel não existe? Porque é homem. Dá para acreditar que um homem vai se preocupar em escolher o presente de cada pessoa da família, ele que nem compra as próprias meias? Que vai carregar nas costas um saco pesadíssimo, ele que reclama até para colocar o lixo no corredor? Que toparia usar vermelho dos pés à cabeça, ele que só abandonou o marrom depois que conheceu o azul-marinho? Que andaria num trenó puxado por renas, sem ar-condicionado, direção hidráulica e air-bag? Que pagaria o mico de descer por uma chaminé para receber em troca o sorriso das criancinhas? Ele não faria isso nem pelo sorriso da Luana Piovani! Mamãe Noel, sim, existe.
Quem é a melhor amiga do Molocoton, quem sabe a diferença entre a Mulan e a Esmeralda, quem conhece o nome de todas as Chiquititas, quem merecia ser sócia-majoritária da Superfestas? Não é o bom velhinho.
Quem coloca guirlandas nas portas, velas perfumadas nos castiçais, arranjos e flores vermelhas pela casa? Quem monta a árvore de Natal, harmonizando bolas, anjos, fitas e luzinhas, e deixando tudo combinando com o sofá e os tapetes? E quem desmonta essa parafernália toda no dia 6 de janeiro?
Papai Noel ainda está de ressaca no Dia de Reis. Quem enche a geladeira de cerveja, coca-cola e champanhe? Quem providencia o peru, o arroz à grega, o sarrabulho, as castanhas, o musse de atum, as lentilhas, os guardanapinhos decorados, os cálices lavadinhos, a toalha bem passada e ainda lembra de deixar algum disco meloso à mão?
Quem lembra de dar uma lembrancinha para o zelador, o porteiro, o carteiro, o entregador de jornal, o cabeleireiro, a diarista? Quem compra o presente do amigo-secreto do escritório do Papai Noel? Deveria ser o próprio, tão magnânimo, mas ele não tem tempo para essas coisas. Anda muito requisitado como garoto-propaganda.
Enquanto Papai Noel distribui beijos e pirulitos, bem acomodado em seu trono no shopping, quem entra em todas as lojas, pesquisa todos os preços, carrega sacolas, confere listas, lembra da sogra, do sogro, dos cunhados, dos irmãos, entra no cheque especial, deixa o carro no sol e chega em casa sofrendo porque comprou os mesmos presentes do ano passado?
Por trás do protagonista desse megaevento chamado Natal existe alguém em quem todos deveriam acreditar mais.
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Anaclara
às
5:42 PM
domingo, novembro 19, 2006
Canto
Canto no chuveiro enquanto ensabôo as curvas e cantos. Canto da boca , canto dos olhos... canto esse de onde não sei o que é pior que saia: ruga ou lágrima.
No meu quarto, meu querido canto, idealizo viagens para os 4 cantos!
Os pensamentos vão pro canto da consciência, as roupas sujas pro canto do área; a poeira acumula no canto da parede, o abajour fica no canto da sala.
Os dias passam entre cantos, encantos e desencantos...
E eu escrevo aqui nesse canto ou canto - pra ver se os males espanto.
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Anaclara
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12:58 AM
sábado, novembro 18, 2006
sábado, novembro 04, 2006
sábado, outubro 14, 2006
Para quem está muito ocupado e sem tempo, dizem que o melhor é conseguir algum tempo para não fazer nada. Tempo, o mais precioso bem não renovável, não pode ser criado, mas pode ser encontrado. Não quando nos preocupamos com ele, mas quando nos ocupamos dele. Quando o planejamos, podemos modificá-lo. Pensava nisso quando me deparei com esse manifesto abaixo. Espero que seja útil pra vc.
por Caco de Paula
SEXTA-FEIRA FELIZ
Que fique então combinado, vez em quando a gente sai pra passear.Viajemos leves, deixando o cotidiano pra trás.
Que viajar, aqui mesmo ou lá longe, amplie o universo de todos nós.
Que os próprios caminhos sejam nossos olhos para a beleza de viajar.
Que se caminhe observando, nas ruas do seu bairro, ou numa trilha distante.
Que quem ama o trabalho perceba como a pausa pode ser produtiva
Tenha ela alguns minutos, horas, dias, semanas, férias, anos sabáticos.
Que se converse sobre folgas de maneira a que se possa programá-las
Pois planejar a viagem pode ser tão bom quanto viajar ou ter viajado.
Que se imagine tudo o que se pode fazer com um dia livre.
Que se perceba como um simples dia pode inspirar e nutrir.
Que se considere seu poder quando somado ao fim de semana: três dias
Que, seja na segunda, terça ou qualquer dia, vamos chamá-lo de sexta-feliz.
Que os colegas topem colaborar com essa idéia e se beneficiar dela
Ainda que só de vez em quando, mas pelo menos uma vez ou outra.
Que os chefes percebam como folgas são necessárias e produtivas.
Que os chefes convençam os chefes deles dessa verdade.
Que especialistas de RH nas empresas percebam a oportunidade.
Que os presidentes de empresas, funcionários, liberais, donas de casas,
Que amigos conversem sobre isso, que pais e filhos falem sobre folgas.
Que todos consigam combinar algumas folgas de vez em quando.
Que não sejam só folgas de feriadões, quando tudo está mais cheio e mais caro.
Que o beneficiário de uma sexta-feira feliz tenha o seu próprio feriadão.
Que faça com ele o que bem quiser.
Que se desapegue das amarras cotidianas, se desplugue do que sempre faz.
Que considere amanhecer em um outro lugar na sexta e passear no sábado.
Que ainda esteja desfrutando da viagem e do tempo criado para si mesmo.
Quando os sons do cotidiano de domingo tocarem aqui – e não lá,
Que o desfrute desse tempo seja pleno e produtivo, mesmo depois da viagem
Para que se encontre o tempo que tem de se dar quem não tem tempo.
Que fique então combinado, vez em quando a gente sai pra passear.
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Anaclara
às
9:33 PM
Eu tenho um amigo absurdamente talentoso que teoricamente é um redator que trabalha sempre voltado para a política . Mas, para mim, ele é um dos publicitários mais sensíveis e talentosos que existe. Além de um excelente escritor.
Mais campanhas publicitárias em www.georgeredator.kit.net


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Anaclara
às
8:51 PM
quarta-feira, outubro 11, 2006
Sábado fui à formatura das Engenharias da UFF. Entre os formandos, amigos e conhecidos em um total de 11 pessoas. Várias pessoas para parabenizar e desejar coisas boas! Para uma em especial, desejar tudo de melhor.
Março de 1997. Primeiro dia de aula da turma de eletrônica da Escola Técnica Pandiá Calógeras. Primeiro dia em que minha vida cruzava com a da maioria daquelas pessoas. Primeira vez que minha vida cruzava com a de Renatinha.
Os anos se passavam e eu ia conhecendo sua história (até onde sua discrição permitia), seus desafios, seus sonhos e sua fé. Suas dificuldades, sua realidade, suas prioridades e renúncias. Talvez ela nunca tenha tido real noção de como ela mexia comigo e fazia, por vezes, rever meus conceitos. Eu não corro o risco de morrer sem jamais ter dito. Só não sei se consegui dar a real dimensão de tudo isso.
Renatinha é meu exemplo de que criação condiciona mas não determina; que sonhos podem até ser adiados mas não envelhecem ( e nem por isso há lugar para a auto piedade) ; que acreditar em Deus é um ótimo investimento e que culpar o sistema é perder um tempo precioso demais.
Hoje, vendo mais uma vitória dessa pequena, me sinto orgulhosa de fazer parte dessa celebração.
Obrigada Rê.
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Anaclara
às
8:28 AM
quinta-feira, outubro 05, 2006
Mudanças
Devo me mudar. Quero começar pintando meu novo-apartamento-velho. As possibilidades de cores são muitas. Aliás, eu sou muitas. Tiro máscara, ponho máscara (ponho de volta antes que a verdade me amedronte!)
Devo admitir que seria mais fácil ser a mesma, levantar todas as manhãs sem conflitos e morrer sem jamais ter duvidado. Porém, devo admitir com mais veemência que a contradição e ambivalência nos salva, muitas vezes, da mesmice.
Posso falar por mim; esta que escreve de um jeito e vive de outro; profetiza certezas e fica explicando as exceções; que pensa de um jeito, mas faz diferente; que simplifica encontros e justifica os desencontros...
Mas voltemos à mudança. Já joguei um de meus sofás fora. A sala ficou mais espaçosa e harmoniosa. Quero que utopias venham sentar-se no que ainda restou quando minha razão estiver cansada ou meu coração descrente.
Vou mudar a cama também. Sai a cama de criança. Mais uma legitimação de que estou crescendo... e crescer me assusta. Aliás, sou, essencialmente, nostálgica. Uma vez fiz um desses testes de personalidade e lá disse que eu não aproveito a intensidade do momento em sua plenitude; mas que sozinha eu posso lembrar da sensação com uma fidelidade incrível e revivê-la. Não duvido. Repasso fotos, fatos e emails um tantão de vezes! Se você pudesse flagrar um desses momentos veria eu novamente rindo ou chorando; com raiva ou comoção e, claro, escrevendo as minhas fantasias, delícias, demagogias, dor, perplexidade e até mesmo sobre a palavra na hora errada e o silêncio na hora em que teria sido melhor falar.
Por fim a cozinha onde não devo fazer nada. Até porque não faço nada nela mesmo! Rs...
Ops , por enquanto ! Uma vez estimulada posso surpreender. Posso mobilizar pessoas para me ensinarem e ser uma aluna dedicada! Posso até fazer um prato que peça um vinho...
... e divagar sobre ações, omissões e, quem sabe, mudar bem mais que de apartamento.
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Anaclara
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8:52 AM
Skinny models
* Esse post eu escrevi há mais de 2 semanas. O assunto foi, inclusive, abordado no Fantástico. Mas resolvi postar mesmo assim. *
Hoje li uma matéria que foi publicada no site da BBC no dia 13/09. O título da matéria é “Skinny models”.
Sua autora, Danny Wood, relatava a inédita iniciativa dos organizadores do Madrid Fashion Week de calcular o BMI ( Body Mass Index , por nós conhecido como IMC ou ainda, Índice de Massa Corpórea, que pode ser calculado dividindo nosso peso por nossa altura ao quadrado) para escolher as modelos que desfilariam nesse ano sob o critério de estarem dentro dos níveis aceitáveis.
Essa seria a resposta à pressão do governo local e ao protesto feito no ano passado pela Associação Médica e Mulheres de Grupo de Direita que eram contra a participação das mulheres “unhealthlly skinny”.
A Associação Mundial de Saúde considera como normal uma pessoa que tem esse índice entre 18,5 e 25. Foram encontradas modelos com IMC de 14 !!! Para se ter uma noção do que isso representa, é como uma pessoa de 1,80m pesar 45,5 kg!!!
Isso me levou a refletir sobre os padrões de beleza atuais...
Acredito que há duas frentes; a primeira é a beleza esquálida da qual a matéria falava. Padrões de beleza cada vez mais exigentes (e contestáveis) fazem as mulheres se privarem de alimentos essenciais e, consequentemente, deturparem o conceito de saúde. Resultado disso é o crescente número de anorexia e bulemia registrado, pelas associações médicas, nas aspirantes a Gisele Bundchen .
A outra frente a qual me refiro é mais tupiniquim. A mulher boazuda, normalmente mais baixa, mas nem por isso menos exigente. Barriga sarada, coxa grossa, bunda e seios grandes e pele bronzeada. Lotam-se academias, clínicas de estética, salas dos endocrinologistas e, claro, psiquiatras!
E no meio desse fogo cruzado estamos nós, reles mortais, dedicando pelo menos 48h semanais para o trabalho, fazendo cursos de línguas, MBA´s ou mestrados e vendo nossas ações despencarem na bolsa e nossos sonhos desafiados pela combinação tempo X custo X obrigações X pressão social.
Eu penso que o “áureo mediocritas” ainda é a salvação para não pirar, mas por que isso? Que tal as agências, antes de formarem seu casting, visitarem a África onde os 45,5 kg são comuns e motivo de revolta para com esse sistema agressivo de distribuição de renda? E que tal as clínicas de estética serem estimuladas a identificar, como grande filão, os casos de queimaduras graves ou quelóides pós-cirúrgicas?
Então a celulite, de uma vez por todas, seria considerada mais uma característica do homem que se torna belo e interessante justamente por não ser perfeito...
... e ter muito o que aprender...
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Anaclara
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8:48 AM
domingo, setembro 17, 2006
Hoje tratei de negócios...rs...
Conversei com pessoas que gosto e confio sobre investimento, previdência privada , concuros, sonhos e perspectivas. Aliás, cada um tem sua perspectiva das perspectivas né? As variáveis são muitas... experiência de vida, conservadorismo X audácia , sonhos e até mesmo frustrações projetadas em mim...
Mas no fim, rendeu algumas possibilidades, simulações e um conselho ao meu enorme rol de visitantes do blog:
Façam isso de vez enquando. Não é planejar demasiadamente o futuro... é muitas vezes viabilizar sonhos ou , pelo menos, se permitir criticar as possíveis escolhas...
... que a toda hora somos obrigados a fazer...
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Anaclara
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8:33 PM
segunda-feira, agosto 14, 2006
Dia dos pais.
Os estímulos do dia me levaram a refletir sobre a família...
Sobre a sociedade vender a imagem do pai trabalhador e legitimar sua ausência no seio familiar. Claro que até mesmo por questões biológicas a mãe tem essa presença bem mais intensa... um referencial mesmo! Por isso, salvo exceções, não são vinculadas AINDA na TV, propagandas de filhas aproximando seus celulares dos sons das coisas que a rodeiam para a "mamãe" matar a saudade ! Simplesmente porque se espera que ela esteja lá, ao seu lado.
Falo disso com propriedade e temor. Claro que sou eternamente grata pela coragem de meu pai desbravar o mundo na busca do melhor pra mim. Mas se o sou, é pq minha mãe também cumpriu o papel que dela muitos esperavam... Mas...e agora? Não se espera que as novas mães tenham o despreendimento de abdicar de suas carreiras para estar com seus filhos.
Novas relações familiares começam a despontar... falhas , mancas e vazias...
... e talvez novas propagandas surjam... com famílias inteiras fazendo áudio conferências ...
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Anaclara
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12:33 AM
sábado, agosto 12, 2006
25/05/06
Perdi a hora. Fadul bateu em meu quarto para saber se eu já estava pronta. Na verdade, e felizmente, ele me acordou ! Pulei da cama, me arrumei e fomos para o aeroporto. Já estou no avião Nantes- Bordeaux e aqui em cima há sol. Tomara que lá em Barcelona também esteja assim!!! :P
Sim!!! As previsões se confirmaram!! Sol! Para tentar tirar meu bom humor, fiquei tomando conta das malas, já no parking do terminal 2, por duas horas até desenrolar o aluguel do carro! Mas não funcionou! Eu estava animada para conhecer a cidade! Alugamos um 407 e lá fomos nós procurar o hotel.
Errando algumas entradas (normal) conseguimos chegar ao Hotel Victória Suítes ****. Devo adiantar que gatarei as próximas linhas para descrever um dos melhores quartos que já fiquei. Seu nº é o 402. Entrando pela porta, logo a esquerda, uma pequena cozinha com um frigobar cheio, armário, amendoins, batatas e copos. Mais adiante, a sala com sofá, mesa de jantar, rack com TV e uma sacada que dava para os fundos ( o que não me pareceu problema). Passando pela super porta de correr, o quarto : uma cama, sem dúvida alguma, bem maior que uma king-size-de casal-extra-gordo , dois criados com gaveta e abajour, espelhão e guarda-roupa. Por fim o banheiro: pia, jacuzzi, vaso e bide brancos, espelho, toalhas, shampoo, lâmina de barbear, pente, esponja para banho e lustrar sapatos, escova de dente e pasta. Sem falar no secador de cabelo turbo.
Como mordomia pouca é bobagem, piscina e internet grátis.
Ainda sem desfrutar do flat, tomei um banho para irmos pra rua! Com o mapa na mão, percebemos que não estávamos "centralizados" mas estávamos bastante próximos do F.C. Barcelona e resolvemos ir a pé. Chegando lá, fomos comer porque estávamos famintos! Depois, compramos o ticket (10,50 euros) para fazermos o tour no estádio e conhecer o museu. A estrutura para o turismo é boa; o estádio é muito bonito e o museu bem diversificado... ele contrasta o novo com o velho, o futebol com o basquete, o simples com o rebuscado. A taça de campeão Europeu 2006, conquistada há duas semanas, também estava lá. Vídeos de belas jogadas em TV plasma também. Aliás, não preciso nem dizer quem reinava né? Era muito curioso ver os gringos com a camisa da seleção brasileira....decididamente, o Brasil está na moda!
Ainda no complexo F.C. Barcelona, há uma grande loja de souvenirs. Comprei um Ronaldinho :).
Há ainda a sala de coletivas e entrevistas.
Tudo visitado por ali, fomos no Parc del Palau Reial de Pedralbes, onde ficam o Museu de Cerâmica e o das Artes decorativas ; fomos tb nos Jardins de Cervantes. Por fim, resolvemos passar no mercado para darmos uma economizada na comida $$. Pra variar, pão, queijo, presunto, água, nescau...
... já estou com saudades do feijão !!!
Voltamos e fomos descansar. O dia foi realmente cansativo!
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Anaclara
às
4:37 PM
domingo, agosto 06, 2006
Enquanto isso no Líbano...
...pessoas emagrecem por falta de comida. Essa já não chega mais ao seu destino porque encontra, no caminho, barreiras de violência, descaso e falta de humanismo.
Não há projeto político que justifique a matança deliberada de civis. E há uma parcela desses mesmos civis que começa a se manifestar nas ruas londrinas pedindo uma posição corajosa e desafiadora de seu representante maior. É bem certo que parece uma luz de vela no fim do túnel sem oxigênio, mas é a externalização da indignação a qual, a maioria de nós, só tem nos 60 minutos de jornais noturnos e, ainda assim, ávidos pelo início da novela dos "Retratos da Vida".
Bem, mas voltemos a guerra... lançar ataques aéreos e barreiras de artilharia contra aldeias e bairros residenciais em busca de vitórias militares é tão absurdo e inaceitável quanto explodir bombas em lanchonetes ou sair atirando descontroladamente em sessões de cinema. O resultado é sempre a morte de pessoas desarmadas e sem possibilidade de defesa. A crueldade é igual nos dois casos; a covardia é a mesma. E ao fim e ao calo, todas as causas se alvitram - todos os protagonistas se bestializam e se igualam na desumanidade e na barbárie.
E os civis?
...Viram números, se mortos; seres esquálidos, se vivos.
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Anaclara
às
12:06 PM
sexta-feira, agosto 04, 2006
Há 2 meses e 21 dias que pratico o pecado da gula.
Castigo : + 2,5 Kg
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Anaclara
às
6:22 PM
domingo, julho 23, 2006
24/05/06
O caminho já é conhecido...não demoramos a chegar na fábrica para mais uma manhã de trabalho.
Na parte da tarde, resolvemos ir ao Le Mont St. Michel, o lugar mais visitado da França depois de Paris e certamente a coisa mais linda e imponente que vi na França. Ele fica a 2h20 de Vannes.
Chegando lá precisamos de pouco tempo para perceber porque despertava tanto interesse turístico: Sua história começou em 708, quando Aubert, bispo de Avranges, mandou edificar sobre o Mont - Tombe um santuário em honra ao Arcanjo. No séc. X, os beneditinos vieram instalar-se na abadia e desenvolveram uma aldeia que se estendeu até a base do rochedo. Impenetrável durante a Guerra dos Cem Anos, o Mont-Saint Michel é tb um exemplo de arquitetura militar. As suas muralhas e fortificações resistiram a todos os assaltos ingleses e fizeram do monte um lugar simbolo de resistência e identidade nacional.
Após a dissolução da comunidade religiosa na Revolução Francesa e até 1874, foi objeto de grandes restauros. Hoje podemos apreciar o esplendor da abadia que os homens da Idade Média viam como uma representação de Jerusalém celeste sobre a terra...uma verdadeira imagem do Paraíso.
Desde 1979, o Mont-Saint Michel está inscrito como patrimônio mundial da UNESCO.
Quando chegamos, a maré estava baixa. A placa na entrada dizia que a mesma subiria às 16h30. Dali a 45min. Resolvemos entrar e explorar toda a sua extensão. Capelas, refeitório, escadas e passagens.
Saindo do Mont eis que nos deparamos com a subida da maré! O cenário era outro! Maravilhados, ficamos ali...admirando o espetáculo !
Fiquei sabendo que há um projeto para que a maré suba na altura que subia na época... algo que demoraria uns 15 anos porque seria feito induzinho a natureza a resgatar esse fenômeno e não algo feito 100% pelo homem...
Bem, quem sabe voltemos lá para conferir?? ;P
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Anaclara
às
4:48 PM
23/05/06
Novo dia. Nova jornada de trabalho. Resolvemos almoçar fora com dois colegas de trabalho da França. O restaurante ficava na região que conhecemos na noite anterior.
Já na entrada tinha um cavaleiro medieval. Meio subterrâneo, pé direito baixo, brasão na parede e pouca iluminação. Ficamos na parte externa e pedimos Gallet. É tipo um crepe salgado. Antes, porém, um aperitivo: Kir Breton. Uma cidra francesa, típica da região.
À noite fomos na Ponta de Arrandon. É bonita mas nada que chamasse muita atenção. Estava frio e ventava muito. Voltamos, lanchamos no próprio hotel e fomos dormir para enfrentar o último dia em Vannes.
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Anaclara
às
4:44 PM
domingo, julho 16, 2006
Promessas, amigos....
Prometi tentar postar mais sobre a viagem e, embora tenha me isentado de fazê-lo até o final, eu ainda farei mais vezes. Essa é apenas uma pausa pela ocorrência de um incidente: esqueci meu diário de bordo na "cidade da semana" e eu só tenho computador na "cidade do fim de semana"! Por isso, ainda vou demorar mais um pouquinho ! Vou, então, divagar sobre outros assuntos (que são muitos) e fervem nessa cabecinha ... A propósito, só mais um comentário: Obrigada pelos recadinhos que vcs mandaram comentando do blog ainda que no ORKUT. Entendo que lá é mais fácil e, na verdade, não faz diferença! Rafa Gutian, Luluka e Gê .. aguardem os próximos capítulos! ;)
Aliás, que tal falar de vocês que andaram visitando esse mundinho rosa ?
Rafa... que fraude que nós somos hein??? Durante a semana ficamos tão próximos mas nunca nos vemos! Guardo, até hoje, com mto carinho, o CD do Neural. E não duvide, sei cantar pelo menos um trecho de todas as músicas! Aproveitando o ensejo (gente, eu achei lugar para essa expressão ??) compositor de mão cheia, seu blog com suas músicas e reflexões acabou de vez??? De qualquer forma, o carinho permanece. Afinidade né?
Luluka... pequena grande mulher cuja cabeça ferve e a mão quase acompanha ... encontra-se, já há algum tempo, em uma fase "abrir os braços para novas idéias sem abrir mão dos valores" e isso é bom porque daí a gente passa por essa fase juntas! Sempre atenciosa e solícita, creio que será uma amizade para a posteridade...
Gê. Mais um precioso amigo que tem o dom das palavras. E como tem. Faz delas complemento de sua profissão e está aí... fazendo matérias para o site do governo, jornais regionais e propagandas publicitárias inspiradíssimas ! Desconfio que ele tem um esquema com a Embratel e alguma companhia aérea porque um dia ele escreve de Natal, outro de Portugal e quando resolve ligar, o faz de Brasilia! Sotaque gostoso da porra ... ;) Conheci de forma inusitada e assim a amizade permanece. Respeito, carinho e admiração são apenas algumas palavras que elucidam essa relação. Qualquer dia amigo a gente vai se encontrar...
Postado por
Anaclara
às
1:11 AM
22/05/06
Seis horas e dez minutos da manhã de segunda-feira. É preciso encarar a realidade e lembrar que estamos aqui para trabalhar! Levantamos, tomamos café e, às 7:30 a.m, fomos para a fábrica.
Não vou postar sobre o dia de trabalho porque são coisas bem específicas; mas devo dizer o seguinte: todos foram muito simpáticos e solícitos! O medo da língua logo foi superado pelo conforto de ser compreendida. :) Muito boa a sensação!!!
À noite fomos conhecer a parte antiga da cidade. Muito tempo atrás, ela era um feudo, toda cercada (ainda é possível encontrar uma parte do Renpart que não foi demolida) e sua única entrada e saída era por um grande portão, de frente para o mar, que ainda existe também. As ruas bem estreitas viraram a parte charmosa da cidade e, como dita o capitalismo, se encheram de boutiques e lojas de souvenirs.
As construções das redondezas nos remetem a era medieval; todas cinzentas e cheias de pontas. Um casal, sob o efeito do álcool ( um tanto oportuno para ps 8ºC), cantava e se abraçava certo de que a noite se resumiria àquelas ruas desertas.
Mais a frente, achamos uma ponte que atravessava o renpart e nos apresentava a parte nova da cidade. Jardins lindos e floridos nos faziam lembrar que, apesar de tudo, era primavera!
Voltamos para a parte velha. Voltamos para o hotel. Afinal, amanhã é dia de ralação.
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Anaclara
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1:06 AM
domingo, julho 02, 2006
O despertador não funciona e eu acordo sozinha. Tomo um banho e vou para o meu primeiro petit dejeuner . Hoje seguimos viagem para Vannes dando uma pequena desviada e conhecendo o Vale do Loire. Esse vale é bastante conhecido por ter muitos castelos onde os reis passavam o verão. As autoroutes são muito boas e com um Scénic fica mais fácil ainda. :P
Resolvemos escolher um único castelo porque além de termos que voltar a rota que nos leva a Vannes, todos os castelos ficam em cidadelas que exigem novos desvios da route principal. Isso consome muito tempo.
Seguindo a dica recebida ainda no Brasil, fomos para o Chateau de Chenonceau que fica sobre o rio Le Cher e fora construído no séc. XVI por Thomas Bohier. Esse castelo fora, mais tarde, habitado por Francisco I, rei da França, e sua esposa Claude. Comprando o ticket com Ipod® (13,50 euros) pode-se ter a visita guiada em português e ter acesso aos detalhes! Cada quarto tem tudo explicado!
Já na posse de Henrique II que tinha uma amante, Diane de Poitiers, o mesmo, possivelmente apaixonado ...rs..., deu o grande castelo para esta que, rapidamente, tratou de construir um belo jardim em seu exterior que, até hoje, pode ser visto e desfrutado por nós, turistas. Porém, quando ele morreu a oficial, Catherine de Medice, exigiu sua posse e, uma vez conseguida, construi um jardim do lado oposto. É interessante observar como esse último é menor (limitações geográficas mesmo) e, principalmente, como a esposa não mandou destruir o jardim da amante. Isso que é civilidade (!). Ainda falando delas, duas curiosidades:
1º: Catherine é sempre pintada, nos quadros, de preto, com meia idade e séria. Já Diane, feliz, jovem e com cores claras;
2º: Há uma espécie de logomarca em diversos cômodos do castelo que representam as letras "H" ( de Henrique) e "C" ( de Catherine) entrelaçadas que dão a letra "D" !
Por fim, um cometário: É clara a preferência de Henrique II por Diane. Aqui está o comentário embaixo de sua foto:
Diane de Poitiers est la favorite du roi de France Henri II qui lui offre le chat em 1547. Elle fait construite le pont sur Le Cher et le jardin qui port son nom. (1499-1566)
Diane de Poitiers é a favorida do rei da França Henrique II que lhe oferece o castelo em 1547. Ela constrói a ponte sobre o Le Cher e o jardim que leva seu nome.
Após sessão de fotos, ainda fomos no museu de Ceras, Galeria das damas e, por fim, o Labirinto. Às 16:00 pegamos, novamente, a estrada. Passamos por Amboise, Tour, etc... e, enfim, chegamos a Vannes. Meu quarto é muito bom: cama de casal, TV tela plana ( vi muita coisa mesmo!) , banheiro limpinnho e, claro, um sistema de calefação.
Deixamos as malas e fomos direto para a rua. O frio e o vento eram intensos mas, mais uma vez, insuficientes para vencerem nossa vontade de conhecer mais coisas e lugares. De histórico, vimos apenas o Hotel de Ville ( a prefeitura); muito bonito por sinal. Resolvemos, então, para para comer. Escolhemos o Le Moulin à Poivre. O garçon era muito simpático e a comida gostosa.
Barriga cheia, hora de dormir! Aliás, já passava da hora! Quase meia noite e um dia de trabalho pela frente!!!
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Anaclara
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5:28 PM
19/05/06
A aventura começa ! Escrevo minhas primeiras palavras de dentro de um Boeing 747 - 400 da Air France. Deixo para trás minha zona de conforto e o colo dos que amo para ficar 30 dias no Mundo Velho. Estou no 2º andar, poltrona 64 - janela. Minha bagagem de mão não coube no compartimento destinado a ela e cá está, debaixo dos meus pés, já descalços, aumentando ainda mais o desconforto.
O avião está lotado de franceses mas, felizmente, o cheiro está agradável. A aeromoça dá as boas-vindas e primeiras instruções. Francês , português e inglês. Ok... na verdade o que ela quer é que todos apertem os cintos.
O avião decola... estou , literalmente, nas nuvens! Resolvo validar um filme na minha TV de bordo. Escolho Brokeback Montain porque Match Point eu já vi. Não preciso de muito tempo para perceber que ver um filme bom 2 vezes pode ser uma boa opção. Resolvo, ainda sim, ver o que escolhi até o fim; pacientemente. E pacientemente também, opto por jogar paciência logo em seguida.
A assim as horas vão passando... tento cochilar mas consigo poucas vezes; vira e mexe ( e como viro e mexo!) coloco no canal onde posso ver a altitude, velocidade (950 km/h!) , tempo de viagem, tempo restante e localização atual... Estou na África! Mais uma vez... ;P .
Um pouco mais de 10 horas da partida, o monitor acusa 45 min restantes. Acerto meu relógio para o horário local - 5 horas a mais - e me preparo pra descer.
(...)
Chegamos. Paris nos recebe como faria São Paulo. Chuva e frio. Desembarcamos e fomos procurar a locadora de veículos. Um Renault Scenic. A moça aqui não participa das burocracias para o aluguel. Apenas da que proíbe menores de 25 anos a alugarem um carro por aqui... :/
Acertar o caminho do hotel não foi difícil. Isso é uma grande vitória porque, afinal de contas, estamos falando de Paris! Mas como todo brasileiro precisa de um mico por aquelas bandas, cá está o nosso, bem no primeiro dia : O Augusto passa um sinal no amarelo bem devagar . Isso é suficiente para o policial pedir que encostássemos e mostrássemos os documentos. O cenário erá invejável: exatamente na frente do Arco do Triunfo - provavelmente o culpado pela velocidade tão reduzida!
Documentos apresentados e advertência verbal dada, seguimos. O dia prometia. Deixamos a bagagem no hotel e fomos para a rua. O check in erá só às 14:00 e avançavam os primeiros minutos das 9h da matina...
Em poucos minutos estávamos na tão aclamada Tour Eiffel com seus 324 metros e 1665 degraus!! Éramos, eu, Augusto e Fadul, apenas mais três entre a multidão que transitava no Parc du Champ de Mars . Todos vivendo - e fotografando- o sonho de milhões de pessoas em todo o mundo ! Um parenteses para um filosofada de botequim : A vida é fascinante! Simplesmente estou no lugar mais visitado do planeta, onde não pensava estar tão cedo há bem pouco tempo e com todo um volume de imagens e informações por vir! Isso dá duas sensações que chegam a ser divergentes. Por um lado vejo que não temos domínio de quase nada. Que podemos sim, planejar e traçar alguns objetivos... mas que não podemos ligar muito se isso der um giro de 180º! Mas ao mesmo tempo, percebo que posso mais. Que posso fazer o impensável de hj, ali... amanhã. E que medos, angústias, certezas estão sempre mudando... Acho que tem muito a ver com a frase que já postei por aqui... que quando vc pensa que achou a resposta para todas as perguntas , as perguntas mudam!
Bom chegar a essa conclusão porque ainda tenho toda uma rotina de trabalho e uma semana na Itália, sozinha, pela frente.
Continuando nossa caminhada, atravessamos a Pont d´Iéna, sobre o rio Siena, em direção ao belo Pallais de Chaillot. A chuva aperta e procuramos abrigo em seu interior. Mais especificamente no Museum d´homme. São necessários 20 min para que a chuva dê uma trégua e possamos sair. Fotos , tradicionais e engraçadinhas, da torre são tiradas e dá-se a hora de fazer o check in. Resolvemos, então, fazer o caminho de volta com direito a um pequeno desvio: Hôtel dos Invalides. Um jardim lindo, todo verdinho e bem cuidado com estátuas e bustos de pessoas importantes (para eles!) da guerra...
Entramos e pudemos ter uma aula de história: canhões, relógios, meios de transporte e afins. Comprando o ingresso é possível visitar o "duomo" onde fica os restos mortais de Napoleão. Cruzando sua extensão, passamos pelo Musée de L´Armée e, complementando a voltinha a mais, pudemos entrar na Igreja de Saint-Louis. Em seu interior, uma curiosidade: várias bandeiras. A explicação: as bandeiras dos inimigos eram tomadas como "prova" da vitória ! Antigamente elas ficavam na Igreja de Notre Dame mas, depois do incêndio desta, as que sobraram vieram para cá.
Saimos da Igreja. Saímos do Hotel dos Invalides. Fomos para o nosso hotel. Hotel de France. Meu quarto? 301. Banheiro com banheira ...ahhhhhhhh que banho gostoso! Depois um cochilo de 30 min.
Sem perder mais tempo, rua de novo! Resolvemos, dessa vez, ir mais longe : Balisique du Sacré Coeur, em Montmartre. Seguimos , então, para o metro e compramos o passe de 1 dia. Estação École Militaire - Concorde - Abbesses, chegamos lá! A região é bastante simpática. Mal comparando, Santa Teresa de Paris; ou em Buenos Aires, Caminito. Vários barzinhos, tabacarias, feiras, pequenas exposições, degustação de petiscos e vinhos. Paramos para um lanche e seguimos para a Igreja que, para variar, era linda! Em seu interior há vários santos, os momentos que antecedem a morte de Jesus Cristo, lustres super trabalhados e, claro, centenas de turistas. Voltamos para a parte de fora e apreciamos a vista de toda Paris. Jovens tocavam violão em suas escadas e a chuva parecia ter dado mesmo uma trégua.
Próximo destino: Citté. Lá fica a Igreja de Notre Dame. Antigamente, a cidade era só aquele miolinho. Com o tempo, ela foi crescrendo, crescendo, crescendo até virar isso que é hj ( e que estamos tentando desbravar!). Para chegar lá descemos na estação Chateau Rouge - a única que me chamou atenção até agora. Era notória a predominância de negros naquela região. Tive a impressão de estar em um daqueles guetos de filme americano. As pessoas falavam alto e tinha até comércio ambulante.
Chegando na citté, fomos em direção a Igreja. Não tenho ceteza mas acho que seu estilo é gótico. A riqueza de detalhes e a perfeição dos mesmos, fascina! Entramos e a parte interna não deixava a desejar - igualmente linda e rica! Na parte de trás havia um jardim, a square Jean XXII, onde sentamos para decidir nossa próxima aventura! Passava das 18:00h e ainda era dia. Nossa empolgação para conhecer mais e mais coisas era maior que nosso cansaço de uma noite só de cochilos. Decidimos pegar novamente um metrô e ir para o Jardin du Luxembourg. Descendo na estação, ainda fizemos um bom trecho a pé pelas ruas do Vº arrondissement. Antes do jardim, uma parada do Panthéon. Essa igreja, concebida em 1764 por Luís XV em agradecimento a Sainte Genevière por sua recuperação de uma grave doença, foi concluída em 1789. Três anos depois ela foi dedicada à memória dos grandes nomes da Revolução. Sua fachada é inspirada no Panteon Romano e sua frente é muito bonita; seu pórtico tem 22 colunas.
Chegamos no jardim e, em dois minutos, já descobrimos porque os parisienses gostam de morar nessa redondeza. Bonitas alamedas, várias esculturas, o jardim inglês com flores multicoloridas e o pomar com centenas de árvores diferentes dão charme ao lugar! Passamos pela Fontaine de Médicis, Grand Bassin, um lago octogonal e pelo Palais du Luxembourg que foi feito , na época, para que a viúva de Henrique IV se recordasse de sua cidade natal, Firenze, na Itália ( seu estilo é igual ao do palácio Pitti, em Florença). Hoje ele é sede do Senado mas, após ser palácio real, ele ainda serviu como prisão e, na 2ª guerra, como QG; com vários abrigos anti-aéreos construídos sob seus jardins.
Notamos então que era hora de descansar! Uma bela jornada para um primeiro dia, não? De volta ao hotel coloquei minha roupa molhada atrás do frigobar e fui dormir...
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Anaclara
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5:24 PM
Não vou prometer que vou postar até o fim porque há uma grande possibilidade de eu não cumprir com a palavra...
De qualquer forma, vou começar...
Durante minha viagem pela Europa, resolvi escrever algumas coisas que vivi. Aos poucos estou passando para o computador (aos poucos mesmo!)
Vou, portanto, transcrever meu dia-a-dia pra cá... por isso, não se ligue na data de postagem e sim na do próprio texto!
Aperte os cintos! Boa, mas muito boa viagem !
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Anaclara
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5:10 PM
Viramos fregueses da França !
Sim. É verdade que amei conhecer Paris. É verdade tb que amei conhecer Le Mont Saint Michel, Strasbourg e o Vale do Loire. Mas pera lá; não precisava dessa empatia toda para reconhecer que a França mereceu, e muito, a classificação em cima da seleção brasileira. Apática, antes tivesse uma convulção Ronaldística para tentar justificar o injustificável. Zidane segue sua carreira vitoriosa com excelentes recordações do Brasil... tem mais 2 jogos pela frente e o sonho de ser campeão - que para ele ainda não acabou.
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Anaclara
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2:53 AM
quarta-feira, junho 28, 2006
OLHAR PRA TUDO E DIZER: "VALEU A PENA!"
Quero chegar lá na frente, viver muito, e em certo instante parar, eu quero olhar pra trás e ver tudo que construi através do amor, do trabalho honesto, da solidariedade, do perdão, da fraternidade, das lições retiradas dos meus erros mais profundos; ver o mundo por onde percorri e concluir que:
Valeu a pena o esforço, minha vida fez valer a pena, sem mim muita coisa seria diferente!
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Anaclara
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2:14 AM
Frase da Terça :
" Mas se tem dúvida se amo, posso responder, AMO, do meu jeito, e sem palavras para representar o sentir, vivo. "
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Anaclara
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12:42 AM
sábado, junho 24, 2006
Olá pessoas que amo!!!
Estou em clima de nostalgia ... vendo e revendo as fotos de minha última viagem uma centena de vezes ! Seguem algumas...
Ps: Vamos comigo na próxima ?
Ps 2: Por falar em fotos, lembro-me de alguém ter me dito que fotos eram legais... dão a sensação de que só temos momentos bons na vida. De fato não é muito comum tirarmos e guardarmos fotos de fatos que nos remetem à algo que n gostamos...
... para pensar....
bjk´s
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Anaclara
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2:41 PM
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Anaclara
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2:37 PM
A capacidade do homem surpreende nas adversidades ... Le Mont Saint Michel. I-m-p-r-e-s-s-i-o-n-a-n-t-e. 

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Anaclara
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2:36 PM
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Anaclara
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2:31 PM
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Anaclara
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2:29 PM
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Anaclara
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2:28 PM
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Anaclara
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2:25 PM
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Anaclara
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2:23 PM
quarta-feira, junho 07, 2006
Longe de casa , há mais de uma semana ...
Olá pessoas queridas e curiosas !
Estou na França e resolvi entrar aqui rapidinho...
Vi os comentários da última frase e farei os meus ...rs...
Mas por enquanto quero apenas dizer que estou muito feliz com as novas coisas que estou vendo e vivendo !
Já são mais de 500 fotos... q talvez fale um pouco por mim!
Mas o que mais está me fascinando ? A riqueza que há nas diferenças...
Até mais!
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Anaclara
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6:37 AM
quarta-feira, maio 17, 2006
Frase da quarta feira ...
Vou deixar uma frase para vocês não perderem o costume de lê-las. Ela merece uma discussão (pra variar) porque pode ser interpretada sob vários aspectos. Se você quiser deixar seu ponto de vista a partir de alguma interpretação fique a vontade. "Replicarei" se eu me sentir confortável para isso.
Aproveito ainda para dizer que viajarei logo logo e, possivelmente, os próximos posts serão sobre esse novo desafio. Aguardem!!
"Nenhuma pessoa é lugar de repouso" Nei Duclós
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Anaclara
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4:48 PM
domingo, abril 16, 2006
Frase do Domingo....
"Quando penso que decorei todas as respostas, vem o destino e muda todas as perguntas..."
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Anaclara
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12:13 AM
sábado, abril 08, 2006
Ainda na promessa do 2º texto sobre Vr, resolvi transcrever esse....
... de Martha Medeiros.
VELHOS AMIGOS, NOVOS AMIGOS
Se errei, foi por pouco. Não é vidência: minha melhor amiga também foi minha colega tanto na escola quanto na faculdade e nascemos no mesmo ano. São amizades extremamente salutares, pois podemos dividir com eles angústias e alegrias próprias do momento que se está vivendo. Mas fique esperto. Fechar a porta para pessoas diferentes de você é sinal de inteligência precária.
Durante a adolescência, é vital repartir nossas experiências com pessoas que pensem como nós e que tenham o mesmo pique: é importante sentir-se incluído num grupo, de pertencer a uma turma. Perde-se, no entanto, o convívio com pessoas de outras idades e de outros "planetas", que muito poderiam lapidar a nossa visão de mundo.
Entre iguais, tudo é igual. A vida ganha movimento é na diferença. Se você é rato de biblioteca, iria se divertir ouvindo as histórias contadas por um alpinista experiente.
Se você tem muita grana, ficaria surpreso em saber como dá duro o cara que trabalha de
dia para poder estudar à noite e o quanto ele precisa economizar para tomar dois chopes no sábado. Se você curte música, seria bacana conversar com quem curte teatro.
Se você é derrotista, seria uma boa bater um papo com quem já sofreu de verdade.
Você, que se acha uma velha aos 27 anos, iria se divertir muito com os relatos de uma cinqüentona irada. E você, beirando os 60, se surpreenderia com a maturidade de um garoto de 18.
Para os de meia-idade, nada melhor do que ter amigos nos dois extremos: da garotada que lhe arrasta para dançar até aqueles que estão numa marcha mais lenta, que já viveram de tudo e de tudo podem falar.
A cabeça da gente comporta rafting e música lírica, videoclipes e dança flamenca, ficar com alguém por uma noite e ficar para sempre.
É importante cultivar afinidades, mas as desafinações ensinam bastante. No mínimo, nos fazem dar boas risadas.
Vale amizade com executivo e com office-boy, com solteiros e casados, meninas e mulheraços, gente que torce por outro time e vota em outro partido.
Vale sempre que houver troca. Vale inclusive pai e mãe.
Martha Medeiros
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Anaclara
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2:17 PM
sábado, abril 01, 2006
“Homo volta-redondensis”
“Até que o dia chegou.
Fé e fornalha aquecidas
Correu o aço na Terra
Do Eldorado das vidas.”
(ODE AOS CICLOPES*, Canto
III Waldyr Bedê)
* Ciclopes, que na mitologia greco-romana são os
operários das forjas de Vulcano, figuram no brasão do Município de Volta
Redonda, simbolizando os trabalhadores da cidade.
Hoje resolvi escrever sobre a história da minha cidade. Menos comprometedor e discutível mas não menos passional. A abordagem comportamental é inevitável. Farei em um segundo texto.
O estímulo para essa nova abordagem? Pois não:
Na segunda metade de março, passei cinco dias em outra unidade da empresa em que trabalho; na cidade do Rio de Janeiro. Durante a dinâmica da semana, interagi com dezenas de pessoas. Intensamente. Tratava-se de um workshop onde todos estavam, quase que full time, dedicados àquela tarefa. Não sei precisar ao certo, mas pouco tempo depois, o fato de eu ser do interior do Estado, mais precisamente da cidade de Volta Redonda, já era por todos conhecido e motivo de comentários diversos. Chacota, expressões, futebol, etc. Minha reação, abordando a violência e trânsito caótico daquela cidade fora inevitável. E a réplica das limitações de lazer e entretenimento de VR, também. Pensei em apelar porque eu era desafiada por pessoas que moravam, em sua maioria, na periferia da cidade maravilhosa que claramente não gozavam das vantagens por hora citadas. Sequer lembravam da última vez que passearam na Orla da Lagoa ou foram a um teatro (Até porque outras vidas não estavam em questão). Porém, a receptividade dessas pessoas aliada a minha vontade de estar ali para somar, me fizeram recuar nessa estratégia sórdida. Optei então por promover a minha cidade querida com seus números expressivos no tocante a pavimentação, saneamento básico e claro, meu querido Voltaço (que foi roubado mais uma vez, diga-se de passagem).
Sem surpresa alguma, isso me remeteu a uma reflexão posterior àquele workshop que era o marco de uma nova abordagem sistemática em busca da excelência de uma multinacional. E resolvi ler sobre a história dessa cidade que, há pouco mais de 60 anos, representou o marco para a Industrialização, na Era Vargas, para o Brasil.
A partir do próximo parágrafo, comentarei um pouco sobre o que encontrei. Limitarei-me a falar como foi a mudança de importância da minha querida cidade no contexto Brasil. Em um segundo texto, o qual farei com mais afinco, sobre seus agentes transformadores! Cidadãos provenientes de diversos cantos do país que ajudaram na instituição dessa cidade com sua força física e mental. Poucos números e muitas mudanças comportamentais. Quem sabe isso de origem a uma trilogia e eu ainda comente sobre a cidade pós-privatização da CSN. Isso requer futuras leituras. Enquanto isso, falemos dessa cidadezinha geograficamente pequena mas que tem em sua história grandes desafios e pessoas.
Desde o fim da Grande Guerra, o Brasil apresentava sucessivas marcas de superprodução de café – responsável por mais de 85% de nossa receita externa – mas os preços do nosso principal produto de exportação estavam em queda tanto em Londres como em Nova Iorque. Refém do imperialismo das grandes potências, sem recursos próprios para investir na indústria de base e tecnologia, estávamos condenados a uma economia primária de exportação em decadência.
Porém, com a imigração de pessoas que não eram agricultoras na sua terra natal, possuindo qualificação e algumas economias, começa-se a industrialização urbana, sobretudo em São Paulo e seus arredores (Bauru, Juiz de Fora, Barra Mansa, Valença, Caxias Do Sul, Uberaba, Sorocaba). Está criada, portanto, a burguesia nacional que financia esse começo de industrialização. Paralelamente, a construção de ferrovias e de pequenas usinas termo e hidroelétricas, linhas de transmissão de energia elétrica e dos sistemas de comunicação, implicavam a criação de grandes oficinas de manutenção, reparos e reformas de equipamentos. Junto a essas, aparecem as primeiras escolas profissionais voltadas para esses segmentos.
Como alavanca final , temos, ironicamente, a crise de 1929 que pega o Brasil no pico de sua produção cafeeira, com milhões de toneladas excedentes em estoque resultando no endividamento em massa de fazendeiros, falências de concordatas de bancos, atacadistas e empresas em razão de suas desaceleradas descapitalização.
O Brasil institui, então, um regime totalitário com intensa intervenção do Estado na busca da recuperação e desenvolvimento do país. Não vou me estender nesse assunto até por falta de conhecimento. Retenho-me apenas na orientação do governo da época, liderado por Getúlio: implantar a indústria de base como ponto de partida para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.
Tomada a decisão, listemos as dificuldades visíveis ( dispensando qualquer brainstorming):
· Deficiência dos transportes;
· Falta de capital para bancar a implantar uma siderúrgica de grande porte;
· Falta de know how ;
· Falta de tecnologia.
Para começar a resolver essa listinha de problemas, foram criados novos institutos de aposentadoria e pensão. Com isso, foi possível recolher um montante que constituiu o capital inicial da Companhia Siderúrgica Nacional, criada em 9 de abril de 1941.
Restava, ainda, a parte mais difícil: transferência de tecnologia e aparelhagem – ações que demandavam financiamento externo.
Getúlio Vargas começa, então, a negociar com o governo alemão. Negociação esta que fica, com a eclosão da Segunda Guerra Mundial e o conseqüente bloqueio no Atlântico pela Inglaterra, inviável. Entretanto, a emergência dos interesses militares dos EUA possibilita um desfecho favorável de uma segunda negociação. Bases militares americanas em Recife, Natal e Fernando de Noronha, equipamentos americanos na primeira siderúrgica nacional. Nasce Volta Redonda.
Graças a influência política do genro de Getúlio Vargas, funcionário público do Estado do Rio de Janeiro, Volta Redonda, o 8º Distrito do Município de Barra Mansa, é escolhida para abrigar a futura Usina de Aço da Companhia Siderúrgica Nacional. Trata-se de uma escolha política, contrariando conveniências técnicas (proximidade das fontes de matéria prima ou um porto marítimo) mas possuindo eletricidade e água em abundância.
Então, o ponto no mapa do Estado do Rio de Janeiro, tão importante para a vida econômica, social e tecnológica do Brasil quanto qualquer outro vilarejo tornar-se-ia em 1941 o “marco da civilização brasileira (...) um exemplo tão convincente que afastará todas as dúvidas e apreensões acerca do seu futuro, instituindo no Brasil um novo padrão de vida e um novo futuro, digno de suas possibilidades”. (Declaração de G. Vargas a revista EM GUARDA, nº 3 – Ano III)
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Anaclara
às
6:21 PM
Postado por
Anaclara
às
6:10 PM
terça-feira, março 28, 2006
domingo, março 26, 2006
domingo, março 19, 2006
A PRAGA
Postado por
Anaclara
às
11:53 AM
domingo, março 12, 2006
Tomada da galera no Carnaval ...
Hoje tem festa oxente uai
Vem com a gente que um mar de gente vai
Axé Brasil axé Minas Gerais 

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Anaclara
às
2:13 PM
sexta-feira, março 10, 2006
"Todo brasileiro é um pouco rubro-negro. A alegria rubro-negra não se parece com nenhuma outra. Não sei se é mais funda ou mais dilacerada, ou mais santa, só sei que é diferente".
Nélson Rodrigues (tricolor)
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Anaclara
às
9:40 PM
sábado, fevereiro 25, 2006
domingo, fevereiro 12, 2006
Frase do domingo:
"Põe amor em tudo o que fazes e as coisas terão sentido, retira delas o amor e elas tornar-se-ão vazias..." Sto. Agostinho
ps: Será possível?
Postado por
Anaclara
às
6:42 PM
NOSSA MARCA NO MUNDO
MAS SERÁ QUE ISSO NOS DISPENSA DE PENSAR E CONHECER, ENTENDENDO E TRANSFORMANDO A REALIDADE ????
Penso que NÃO. Se apenas usarmos o já pensado e definido, estamos aceitando um mundo de " segunda mão " , o mundo dos outros.
Nossas vidas se consistirão na aceitação passiva de explicações já prontas, ofertadas pelas várias ideologias do meio social. Se apenas aceitamos as fórmulas prontas, estamos nos alienando e dando aos outros o direito de pensar por nós. Ao nos acomodarmos e reproduzirmos o que nos mandam, estamos nos adaptando, admitindo o já pronto como o melhor possível e renunciando à nossa capacidade de transformação.
A indiferença perante o processo do mundo equivale à ignorância. Do ignorante e do indiferente, os "senhores da verdade" esperam apenas que sejam como o porco, a hiena e o canguru: um come, bebe e dorme; o outro sorri afavelmente na sociedade; e o terceiro junta as mãos em súplica...
Postado por
Anaclara
às
1:19 PM
Postado por
Anaclara
às
1:00 PM
segunda-feira, janeiro 30, 2006
Bloguinho!!! Tudo bem que quase ninguém te conhece... mas acabo de ganhar um presente por causa de você! Lembra do post sobre os sapinhos de meu Brasil, brasileiro?? Pois é... ganhei um sapinho lindo, lindo, lindo que agora mora em Resende comigo...
A Flavinha disse para eu beijá-lo ... para ver se vira príncipe.
Será???
Obs: Estou me convencendo que existem uns poucos príncipes sim! Isso não é o máximo?
Postado por
Anaclara
às
3:27 PM
domingo, janeiro 22, 2006
Postado por
Anaclara
às
3:20 PM
O tema de hoje, nas filosofadas de domingo que insistem em acontecer em minha mente, é :
AMAR, o verbo da vida
Se você prestar atenção, não é a primeira vez que falo sobre. E pode ter certeza que não será a última. Talvez seja normal ocuparmos nossa mente com assuntos que não dominamos... deve ser por nossa mania humana de querer saber sempre mais...rs... enfim, comecemos com alguns dizeres de pessoas infinitamente mais sábias que eu!
" Mundo! Que és tu para um coração sem amor?" - Goethe
" Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura" - Guimarães Rosa (ops...passivo de discussão)
Bem, pensei em começar definindo o que é o amor...mas percebi que, no máximo, sou capaz de relativá-lo com outros sentimentos... tipo: mais que paixão.
Depois pensei em dividí-lo em tipos. E acho que há uma certa coerência nisso : Amor Erótico e Amor Fraterno. Mas acho que o nome já define suficientemente suas diferenças.
Achei então o ponto que me estimulou a pensar mais: O MICROCOSMO DO AMOR - A RELAÇÃO HOMEM- MULHER !! Hahaha bonito nome né? Vejamos...
Em tudo o que se observa na natureza, percebem-se as forças de atração e repulsão. No átomo, por exemplo, a força de atração o mantém em permanente movimento em direção a outro átomo, na busca eterna de novas combinações moleculares.
Nas plantas, a força atrativa explode nas cores e pergumes das flores, preparando-se para a geração dos frutos e sementes.
Entre os animais, essa força se expressa em rituais, danças e disputas que culminam no acasalamento. No animal, a função sexual é instintiva; no homem, se transforma em erotismo. Existe um filme, o qual eu nunca vi, que dizem contextualizar bem isso. CHama-se " A guerra do Fogo". Em determinado momento, o hominídeo, que tomava sua fêmea ainda em um ritual animal, é surpreendido por ela que gira, coloca-se em uma nova posição, face a face com seu parceiro, fitando-o nos olhos. No filme, esse gesto simboliza o primeiro passo para a humanização da relação homem- mulher. Representa o abandono da genitalidade, do puro instinto, e o início da sexualidade erótica. A mulher, com esse gesto, posiciona-se como igual ao homem; são parceiros, companheiros que se enrquecem no convívio mútuo: igualdade humana e diferença de sexos.
Hum... o link que eu precisava para falar de algo que gosto muito: A relação homem e mulher nos tempos atuais! Com essa nova ordem mundial de igualdade e etc...
A beleza da relação está no encontro de seres autônomos e independentes em que não há superior e inferior. Muitos homens apegam-se de tal forma as mulheres, e vice-versa, que acabam criando relações imaturas, em que a necessidade e a dependência fragilizam a união. Um procura no outro o que lhe falta ou o que gostaria de ser, em detrimento do desenvolvimento máximo das próprias potencialidades. O amor é, então, reduzido a "ser complementar" quando sua possibilidade é "ser suplementar".
Aqui vai o texto inspiração dessa "filosofia" extraído do livro Utopia e paixão
de Roberto Freire e Fausto Brito.
"É dos mais neuróticos e parasitários o amor que leva uma pessoa a achar a outra um pedaço de si mesma. (...)
O saudável, nas relações amorosas, seria, primeiro, que as pessoas já tivessem conseguido crescer até o tamanho total de si própria. Depois, aprendesse a viver por si mesma e de si mesma. Só então acasalasse com alguém que tivesse tido igual desenvolvimento e soubesse viver de si mesma também. Assim, inteiros e juntos, começariam a viver sensações inéditas, extraordinárias, impossíveis de se viver sozinho e que não existem em nós nem sequer em semente. É o amor suplementar de que falamos. Nesse ponto, é bom proclamar o que se constitui em nossa ética fundamental: o amor não deve servir para coisa alguma, a não ser apenas para se amar.
Quando, por uma razão qualquer, a relação amorosa se desfaz, o que se desfaz de fato é só a relação amorosa e não as vidas e a integridade de cada um. E o que se tem observado é que, por mais denso que tenha sido o amor, quando ele se desfaz nas relações sadias (suplementares), surgem logo novos encontros, novos namoros e seduções; o amor pode se refazer. É outro, original, porém com intensidade e qualidade semelhante ao anterior."
Apesar de o amor ser uma relação entre iguais, culturalmente tem-se manifestado quase sempre como dependência e dominação. A origem de tudo isso está na luta da sobrevivência desde os primeiros tempos. Fisicamente mais forte, o homem caçava, pescava, defendia seu grupo de perigos naturais. A gravidez e o cuidado com os filhos além da própria constituição física mais delicada, limitava a mulher.
Porém, a história mostra que, na ausência do homem, nas guerras, por exemplo, a mulher sempre teve um desempenho ativo, cuidado da lavoura, filhos e protegendo a casa.
Após séculos de dominação, a mulher passou a lutar com maior afinco para conquistar uma posição de igualdade com os homens, na sociedade, onde era vista como imatura e inferior. ENTRETANTO, as mulheres lutavam com as armas e ideais masculinos, sem perceber um direito maior: o de ter a sua própria visão de mundo. Ao lutar com as armas masculinas, a mulher passou a ser um "homem inferior".
Hoje, a mulher percebe que a sociedade ficou aleijada porque ignorou a perspectiva das mulheres. Sentem-se agora no dever de tornar mais sensíveis as instiuições, a ciência, a política, enfim, toda convivência humana. Assume seu papel, não de "homem de saias", mas de verdadeira mulher: com direitos iguais aos do homem, como ser humano livre e diferente, como parceria. Após décadas de luta, já não se quer apenas a igualdade, mas também a diferença, porque só a diferença dá encanto às relações - só ela é erótica e criativa.
Homem e mulher defrontam-se com o desafio de equilibrar os aspectos masculinos e femininos de suas personalidades. O equilíbrio é precário e não há fórmulas prontas para garantí-lo. Em cada contexto, em cada momento, em cada casal, cumpre inventá-lo - seria esse o papel do erotismo??
Essa relação é difícil: se por um lado o machismo com a total submissão da mulher, impede uma relação autêntica, por outro, o conflito dos papéis sexuais e sociais onde a mulher se insere nas mais variadas funções, gerou um clima de competição com os homens que passaram a vê-las como rivais.
Homens e mulheres ficaram extremamente exigentes uns com os outros. Querem dos companheiros novos papéis e modos de ser, aos quais ainda não estão adaptados culturalmente. Por exemplo: a mulher espera que o homem seja, ao mesmo tempo, provedor, amigo, amante; que seja sensível, terno com ela e seus filhos, bem-sucedido e agressivo na lura pela vida. Por sua vez, o homem espera que a mulher divida com ele as responsabilidades econômicas da família, ao mesmo tempo que sonha com uma parceira disponível, submissa, amante fogosa e esposa recatada.
A ascensão da mulher como ser autônomo confundiu o homem provocando insegurança na identidade masculina: estava acostumado ao poder e à hegemonia, e de repente é solicitado a dividi-los com a mulher. Esta, acostumada à submissão, agora é obrigada a competir na luta pela sobrevivência.
E aí, vai encarar?
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Para filosofar - Cordi, Santos, Bório et. al. - Ed. Scipione
Utopia e Paixão - Roberto Freire e Fausto Brito
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Anaclara
às
3:17 PM
sexta-feira, janeiro 06, 2006
Feliz 2006
Olha! Evoluções!!! Não faz muito tempo que eu postei minha última filosofada! Hahaha Aproveito para agradecer a todos! Foram muitas manifestações de carinho e bons desejos no meu aniversário! (Nada como um orkut para avisar!!!!)
Bem, meu aniversário foi P-e-r-f-e-i-t-o! Comecei o dia em Volta Redonda, minha cidade querida e recebi o primeiro " Feliz Aniversário" do Ricardo. Logo depois, Vera, minha mãe e meu pai (com um empurrãozinho de mama... rs...) . Tomei um banho, café, passei na Lou e fui para o Aeroporto. As seis da matina já estávamos no terminal despachando as malas. Não foi difícil encontrar Talita. Enrolamos um pouquinho e embarcamos 7:25h.
Sim, a comida do avião continua intragável. E o guaraná ainda é Kuat. Não iria ser tudo perfeito mesmo...
Distraí-me com O Globo, Ícaro e o filme The Good Woman nas quase três horas de vôo. Tudo correu muito bem! Chegando no aeroporto de Bs As, fomos atendidas por um Sr. muito simpático (releia com ironia). Sim, precisávamos testar o humor da Talita já no início! Hihihi.
No caminho para o hotel já foi possível perceber algumas características da cidade: carros antigos, avenidas largas, ruas estreitas, monumentos para todos os acontecimentos e muitos, muitos táxis. Estou falando de 40000. Nossos bolsos agradecem!
¡ Hola ! ¿Que tal ? Foram os 1º cumprimentos do simpático "Chico" da recepção. Muito bem Juan! Conversando com ele descobri que seu aniversário tinha sido naquela semana. Parabéns pra você também viu? (ele me confessou seu trauma de infância, qdo também ganhava só um presente de aniversário! Hahaha muito bom!)
Subimos para o quarto, trocamos de roupa e já para a rua! Começamos pela calle Florida onde fomos convidadas a comprar roupas de couro por uma dezena de pessoas! Trocamos nosso $$ para pesos e fomos andar a toa . Acatando a sugestão do Fadul e da Revista Boa Viagem ® fomos a Galeria Pacífico e tomamos o sorvete de dulche de leche granizado Freddo. Putz, não gostei! Muuuuuuuuito doce. Andando mais um pouco, chegamos a Casa Rosada. Pausa para fotos. Logo depois, La Imprensa. As pixações passam a chamar atenção. Todas são manifestações políticas. Voltamos para o Hotel para tomar banho e ligar para o Brasil. Minha mãe me disse que várias pessoas me ligaram e que ela não agüentava mais anotar! Que fofa! Aproveitei e entrei no orkut para ler um pouco das mensagens que postaram pra mim.
Conversando no hall do hotel, resolvemos ir a um Show de Tango! (afinal, ir a Bs As e não assistir um tango é quase um crime!) Compramos o show + jantar + transporte. Tomamos banho e 8 horas já estávamos prontas para o espetáculo. Chegamos lá e ficamos na 1ª fileira! O maître perguntou se importávamos em dividir a mesa. Claro que não! Sentamos com 3 chilenas muito legais!!! Maria Izabel, Bárbara e Lucita são de Santiago e tinham chegado naquele mesmo dia. Quando souberam que era meu aniversário, começaram a cantar em castelhano com direito à vela da mesa! Umas fofas!!! Eis que o show começa e a vibração dessas chicas contagia! - Bravo! Bravo! - gritava Maria com entusiasmo. Fim do show. Hora de ir embora. Fora um dia maravilhoso.
Segundo dia. Acordamos bem cedo para tomar café e fazer o city tour. Obelisco, Catedral, Casa Rosada, Plaza de Mayo, A flor ,La Bombonera, Caminito, Puerto Madero, Cemitério da Recoleta… de volta ao centro, resolvemos fazer umas comprinhas para presentear pai, mãe e irmãs. Achamos uma galeria em uma transversal da calle Florida onde tinha muita coisa legal com preços ótimos! Compramos ainda os tradicionais alfajores de dulche de leche. Encontramos novamente as chilenas e combinamos de sair para bailar às 23:30h. Chegamos ao hotel e fomos descansar meia hora para tomar banho e sair novamente porque tínhamos o encontro do orkut na praça San Martin às 22h. É sério! As pessoas da comunidade do réveillon em Bs As marcaram esse encontro e lá estávamos em 20 pessoas de todo o Brasil! Após várias discussões de o que fazer na virada, decidimos que passaríamos em um albergue onde alguns deles estavam hospedados. Lá haveria DJ e ceia. Em seguida iríamos para a Opera Bay dependendo do preço. Após resolvermos, decidimos sair junto naquele dia também. Na verdade foi um pouco pra cada lado porque uns queriam ir a Pubs, outros em boate... Como eu fui ao hotel buscar as chilenas e elas queriam "bailar", fui com a galera da segunda opção. Decidimos por Recoleta (baixo Gávea... hahahah) e entramos em um lugar que se chamava Barneys. Tiramos onda porque éramos 10 e negociamos para 8 pagarem com direito a um trago para cada (trago = drink). Chegando lá... éramos os únicos 10 !!! hauhauah Ficamos mais um tempo e resolvemos ir embora quando éramos 18 (!). No caminho para pegar o táxi, passamos pela entrada do Loco Del Futibol e resolvemos olhar na porta. Para nossa surpresa tocava: "Segura o tchan, amarra o tchan, segura o tchan, tchan, tchan tchan tchan !" Não resisti e quis entrar. Talita relutou um pouco, mas convenci com um " ah, só um pouquinho". Disse para o cara da porta que eu tinha uns amigos brasileiros que estavam lá dentro e perguntei se eu poderia dar uma olhada para confirmar se ainda estavam por lá. Ele deixou! (fiquei malandra rapidinho...) Não é que 4 pessoas do orkontro estavam mesmo??? Hahah ficamos na mesa deles até às 2h da manhã...
Terceiro dia. 31 de dezembro. Eu e Talita resolvemos conhecer Palermo. É a área verde de Buenos Aires. Porém, como era véspera de feriado, os Jardins Botânico e Japonês estavam fechados. O zôo também. Ficamos então na parte aberta. Sentamos embaixo de uma árvore e conversamos durante horas. Voltamos a andar e descobrimos uma loja de roupas super baratinhas! Comprei duas saias lindas!!! Mais uma vez pegamos um táxi e fomos para o hotel. Enchi a banheira e fiquei lá... achando que era meu "dia de princesa"! A mamata acabou cedo porque tínhamos que sair às 21:30h porque os táxis paravam. As meninas do 615 (que conhecemos no aeroporto) ligaram para saírem conosco. Claro! Mais gente, mais animação! Pegamos um táxi da Av. Córdoba e pedimos para nos deixar na Milhouse. - ¿Como? - perguntou o taxista. M-I-L-H-O-U-S-E. Tatiane tinha dito que era super famoso...todo mundo sabia onde ficava e eu não tinha endereço! Rodamos 1h e o taxista já estava nervoso! (nós também) Decidimos voltar para Puerto Madero, onde já tínhamos passado para procurar o albergue. Para nossa surpresa, andando um pouco mais, encontramos muita gente reunida na frente da Ponte da Mulher. A todo momento chegavam mais e mais pessoas! Como não tínhamos ceia, compramos cheetos e Sprite em um quiosque e esperamos ansiosas pelos fogos (sem saber se os mesmos existiam!!!) Um pouco antes da meia noite chegam Cris e Taíssa que também conhecemos em Bs As. Cariocas muito gente boa!!!
10...9...8...7...6...5...4...3...2...1 ... Feliz Ano Novo!!! Literalmente nessa língua! Éramos muitos brasileiros!!! Abrimos a champagne quente e nos abraçamos... ah, tinha fogos sim!!!! :P
Resolvemos atravessar a ponte porque ouvíamos música do outro lado. Tinha um restaurante que a pista de dança era do lado de fora. Then... emburacamos nessa e fomos dançar música Argentina!! Uns argentinos nos chamaram para bailar e eu e Taíssa fomos! Rimos um bocado! Duas da matina resolvemos ir andando para a Ópera Bay. No caminho, 3 irlandeses começaram a brincar conosco e Cris acabou convidando-os para ir também! Boa idéia Cris!!! O Grec (??) era o mais engraçado: camisa xadrez de botão, óculos de proteção (hihi...) e que falava absurdamente rápido. Eu não entendia nada do que ele falava, mas interagimos quando eu resolvi imitá-lo dançando. Muito figura! O David era muito simpático e o Jonh era de um humor, simplicidade e inteligência surpreendente. Chegando lá, vimos aquela fila enorme e Cris deu a idéia de entrarmos logo. Foi então que Jonh disse que não a enfrentaríamos. Ele saiu e 3 minutos depois ele nos chama para entrar pela lateral. Hum... colamos com Jonh, nos demos bem! :D
Sei lá quantos m², nada quadrados, tem essa boate! Vários ambientes, 3 telões, fonte com luz indireta, área aberta, vista privilegiada ...parecia criação de Oscar Niemayer!
Lá dentro ainda encontramos Fabiano. Um garoto "supergente" fina de BH que também foi ao Orkontro do dia 30/12. Lá ficamos até as 7:30 da manhã...
Um misto de felicidade e nostalgia tomou conta de mim... fui andando para o hotel com a sensação de estar viva embora lamentando a necessidade do retorno para o Brasil (que amo muito viu??)... Era tudo tão novo, as pessoas, as paisagens, a língua que eu estava em alfa!
Agora resta-me fotos, fatos, souvenires, bilhetes com o email das pessoas que conheci e promessas de reencontros...
... que venha 2006.
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Anaclara
às
11:51 PM
Postado por
Anaclara
às
11:50 PM
segunda-feira, dezembro 26, 2005
Natal
Deus abençõe e conforte o coração das pessoas que hoje
comem menos que eu;
vestem menos que eu;
conhecem menos que eu;
e perdoem a mediocridade das pessoas que hoje
sonham menos que eu;
perdoam menos que eu;
têm menos fé que eu;
amam menos que eu;
Postado por
Anaclara
às
4:27 AM
sábado, dezembro 24, 2005
Estava eu aqui com meus botões a pensar... ( e qdo isso acontece, é foda!!!! rs...) e me deu vontade de postar algumas dessas reflexões.
Vou tentar organizá-las porque se eu fizer um ctrl +c , ctrl + v é bem possível que não façam sentido! Os pensamentos vem, mudam, voltam, e se vão de novo! Tenho que recorrer por diversas vezes ao código 9 ! ( não repare.... é michelanês)
(...)
Lembro-me como, nos tempos de escola, eu odiava fazer aniversário... era sempre a mesma coisa : pouquíssimas pessoas lembravam, algumas que lembravam não podiam me dar um abraço porque estavam em Angra ou Cabo Frio ( seria esse o motivo de eu não gostar muito desses lugares??? rs...), não tinha festinha na escola e , para finalizar, aquele pensamento pequeno de um único presente para natal e aniversário....
Hahaha me veio em mente o Dudu agora! Ele era um grande amigo do meu 1º namorado. Quando chegou essa época e ele descobriu essa terrível coincidência disse sem constrangimento algum:
- Putz, eu não namoraria você nunca!
Que pena... você era tão bonitinho.
Mas voltando a minha reflexão, hoje as coisas mudaram um pouco.
Para os esquecidos, o orkut;
Para os praianos, meus sinceros desejos que vcs aproveitem bastante porque ralaram o ano inteiro;
Para quem me deu um só presente, obrigada de coração! Quem não deu nenhum, deseje saúde e amor. Basta.
Estou aflita demais com minha idade que está aumentando e com ela vem uma carga de cobranças (sociais e próprias) e esses problemas são os menores... seguindo a linha de Oswaldo Montenegro, o que antes era um problema, agora não é mais...
( hoje a esposa de um primo me ligou e disse que já está sabendo que eu vou voar de novo no meu aniversário... ano passado fui para Recife no exato dia e passei o réveillon com duas pessoas que eu amava absurdamente e, nesse ano, viajo novamente. Perguntou se eu estava fugindo ! Não...estou vivendo, eu acho)
Postado por
Anaclara
às
12:59 AM












