quarta-feira, setembro 12, 2007

Classe média trabalha até fim de setembro para pagar impostos e serviços

Por: Patricia Alves
12/09/07 - 18h07
InfoMoney
SÃO PAULO - Brasileiros com rendimento
mensal entre R$ 3.000 e R$ 10.000 são os que mais trabalham para pagar impostos
e, também, para arcar com os gastos de despesas básicas, como plano de saúde e
educação.De acordo com o IBPT - Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, para
honrar com todos esses gastos, são necessários 272 dias de esforço, ou seja,
todo o trabalho desde o início do ano até 29 de setembro terá um único objetivo:
pagar contas. Para os brasileiros com renda mensal acima de R$ 10.000, o esforço
termina em 26 de setembro (269 dias) e, para aqueles com renda até R$ 3.000,
foram necessários 183 dias de trabalho, terminados em 2 de julho.
Educação
concentra gasto maior. Segundo o IBPT, 74,39% da renda anual do brasileiro de
classe média vai para o pagamento de tributos e serviços. Entre estes últimos,
gastos com educação exigem a maior parcela (13,29%) e tomam 49 dias de trabalho.
Os brasileiros com renda mais alta trabalham 37 dias para gastar com educação e
aqueles com rendimento mais baixo necessitam de 21 dias para este tipo de
despesa.

Pelo mundo:
Levando-se em consideração apenas o pagamento
dos tributos, na média, o brasileiro trabalha 146 dias por ano para pagar
impostos. Nos Estados Unidos, por exemplo, são necessários 102 dias trabalhados
e, na Argentina, 97 dias.

Suécia: 185 dias
França: 149 dias
Brasil: 146 dias
Espanha: 137 dias
EUA: 102 dias
Argentina: 97
dias
Chile: 92 dias
México: 91 dias


Eu não tenho nenhum comentário pra fazer; se vc tiber, fique a vontade !

quinta-feira, setembro 06, 2007

domingo, setembro 02, 2007

Para quem diz...

... que eu adoro deixar nas entrelinhas, acho que tenho o apoio de Clarice Lispector ...

“Mas já que se há de escrever que ao menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas”

segunda-feira, agosto 27, 2007

Aconteceu! E foi no Rio...

Sábado. Agosto. Santa Tereza. Rio.
Já é sabido que esse cantinho do Rio é um achado. Eu só não tinha achado ainda que, naquele dia, teríamos nossa esperança no ser humano aumentada.
O bloco passava pelas ruas do bairro e a diversidade ia atrás; gente da zona Sul, da Zona Norte, gringos e amigos da Elis; poucos instrumentos, pouca melodia mas o suficiente para estimular fotografias.
O bloco passa e entramos no Bar do Mineiro. Um feijão amigo aqui, uma cerveja ali, papo vai , papo vem; se discute carreira profissional, 3 ações para a sustentabilidade do país e algumas coisas mais. Em um dado momento, porém, nossas atenções são requisitadas por duas crianças. Pés nus, roupas surradas mas um sorriso aconchegante no rosto. Uma vende bala. A outra, amendoim. Opta-se pela bala. Com uma nota de R$2,00 é possível comprar duas drops.
A criança pede que compre apenas uma; e que, com o troco, compre um amendoim. Após relutarmos, ela vence (sorrisos de crianças tem um poder!!! Quero aprender a rir como elas!!!) e nossa atenção se volta para a outra criança.
Como ninguém queria a "iguaria", apenas foi lhe dado o dinheiro. Porém, a esperta criança das balas interviu!
- Não! Você não pegou o amendoim!
- Sim, peguei!
- Não pegou não! Devolve o dinheiro irmã!
Não precisava... era pelo bate papo, pela descontração, pelo olhar... valiam mais que R$1,00. Mas não tinha quem fizesse o menino mudar de opinião. Vencidos por sua determinação, saímos do estabelecimento com a bala e o amendoim.
Na verdade, mais que isso. Saímos com a sensação de que cada criança que nasce, trás o recadinho subliminar de que Deus ainda acredita na gente. E que valores , raízes e asas , esses sim, são distribuídos democraticamente.
Aconteceu ! E foi aqui no Rio ...

quinta-feira, agosto 16, 2007

Mexendo....testando...tentando...

Resolvi brincar com meu blog.
Fazer novas tentativas de formatação, novos textos, novos recursos...
... mas antigas propostas.
É... ainda não proponho assiduidade e regularidade. Até mesmo mais profundidade é difícil de prometer ! Só prometo continuar aprendendo...mexendo...tentando...testando...
... ainda menos que no mundo real...

terça-feira, agosto 14, 2007

Das Utopias

Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!

Mario Quintana

domingo, agosto 12, 2007

Questionando Vinícius de Moraes ? Quanta pretensão !

"(...) fundamental é mesmo o Amor, é impossível ser feliz sozinho (...)"

Estaria Vinícius com razão ? Acredito que em partes.
Não tenho a intensão de fazer um discurso feminista ou "solteirista" até porque é bom ( e não é pouco não!) ter alguém para andar de mãos dadas, ficar entrelaçando os pés debaixo do cobertor, pedir e dar opinião, fazer e receber cafuné e dar aqueles beijos onde todo o resto fica irrelevante.
Só acho que, se esse é um estado de real vontade da pessoa, uma escolha do momento ( e não uma falta desta), acho possível sim.
Acredito, pra não dizer que vejo, que há muita gente por aí com namorado (a), ficante, noivo (a), esposo (a) que está tão ou mais sozinha que os sozinhos por escolha. Já passaram da excitação inicial. " Todos os dias são iguais e todos os abraços são banais ".
E algo me diz que isso é estar um pouquinho distante da felicidade. Ainda que felicidade seja um conceito tão particular.


sexta-feira, agosto 03, 2007

Lembranças mal lembradas

Depois de ler A Alma Imoral, resolvi ler crônicas . Escolhi Martha Medeiros por já ter lido algumas coisas dela no jornal o Globo e porque encontrei na prateleira de minha irmã! rs...
Questionada se eu estava gostando, respondi que alguns textos pareciam escritos por mim, outros para mim e ainda existiam os que poderiam ter sido escritos por qq um, menos eu ! Esses últimos não serão mais comentados, mas os outros dois tipos... :P
Esse aqui me fez pensar bastante. Acho que , de fato, damos uma dimensão tão distorcida e maximizada das coisas que qdo fazemos o simples exercício de tentar achar a essência dos fatos, não achamos. Simplesmente porque eram pequenos demais...

"A maioria dos nossos tormentos não vem de fora, está alojada na nossa mente, cravada na nossa memória. Nossa sanidade (ou insanidade) se deve basicamente à maneira como nossas lembranças são assimiladas. "As pessoas procuram tratamento psicanalítico porque o modo como estão lembrando não as libera para esquecer". Frase do psicanalista Adam Phillips, publicada no livro "O flerte". Como é que não pensamos nisso antes? O que nos impede de ir em frente é uma lembrança mal lembrada que nos acorrenta no passado, estanca o tempo, não permite avanço. A gente implora a Deus para que nos ajude a esquecer um amor, uma experiência ruim, uma frase que nos feriu, quando na verdade não é esquecer que precisamos: é lembrar corretamente. Aí, sim: lembrando como se deve, a ânsia por esquecimento poderá até ser dispensada, não precisaremos esquecer de mais nada. E, não precisando, vai ver até esqueceremos. Ah, se tudo fosse assim tão simples. De qualquer maneira, já é um alento entender as razões que nos deixam tão obcecados, tristes, inquietos. São as tais lembranças mal lembradas. Você fez 5 anos, sonhava ganhar a primeira bicicleta, seu pai foi viajar e esqueceu. Uma amiga íntima, que conhecia todos os seus segredos, roubou seu namorado. Sua mãe é fria, distante, e percebe-se que ela prefere disparadamente sua irmã mais nova. E aquele amor? Quanta mágoa, quanta decepção, quanto tempo investido à toa, e você não esquece - passaram-se anos e você, droga, não esquece. Essas situações viram lembranças, e essas lembranças vão se infiltrando e ganhando forma, força e tamanho, e daqui a pouco nem sabemos mais se elas seguem condizentes com o fato ocorrido ou se evoluíram para algo completamente alheio à realidade. Nossa percepção nunca é 100% confiável. O menino de 5 anos superdimensionou uma ausência que foi emergencial, não proposital. Você nem gostava tanto assim daquele namorado que sua amiga surrupiou (aliás, eles estão casados até hoje, não foi um capricho dela). Sua mãe tratava as filhas de modo diferenciado porque cada filho é de um modo, cada um exige uma demanda de carinho e atenção diferente, o dia que você tiver filhos vai entender que isso não é desamor. E aquele cara perturba seu sono até hoje porque você segue idealizando o sujeito, recusa-se a acreditar que o amor vem e passa. Tudo parecia tão perfeito, ele era o tal príncipe do cavalo branco sem tirar nem pôr. Ajuste o foco: o coitado foi apenas o ser humano que cruzou sua vida quando você estava num momento de carência extrema. Libere-o desta fatura. São exemplos simplistas e inventados, não sou do ramo. Mas Adam Philips é, e me parece que ele tem razão. Nossas lembranças do passado precisam de eixo, correção de rota, dimensão exata, avaliação fria - pena que nada disso seja fácil. Costumamos lembrar com fúria, saudade, vergonha, lembramos com gosto pelo épico e pelo exagero. Sorte de quem lembra direito. " Martha Medeiros

terça-feira, julho 24, 2007

Muito mais perto de mim do que eu pensava ...

Todos sabem o que aconteceu. Todos lamentam o que aconteceu.
Hoje faz uma semana e a única decisão tomada foi a de parar as vendas de bilhetes aéreos para vôos com destino ou embarque em Congonhas e anunciar um provável aumento nos mesmos.
Tudo já estava enchendo muito o saco até que me deparo com um email :

Oi Anaclara! Que msg bonita a sua! Obrigado!
Veio num momento pontual... Meu melhor amigo morreu na terça no acidente daTAM.
Estamos com dificuldade de identificar o corpo. Se eu estou muito triste,
imagine a familia...
bjos e bom final de semana para vc.
Fabiano.

Simples. Forte. Bateu. Bateu forte.
Tudo isso está mais perto do que eu pensava. Há vinte e poucos dias, eu pegava um avião que aterrissou por lá; o melhor amigo do Fabiano morreu. E morreu o namorado da prima do André (meu querido amigo Dé) que está lá em Pernambuco e nem por isso indiferente ao ocorrido. Porque morreu o pai da Ana , o filho do João , a amiga da Maria e a esposa do José. Porque morreram centenas de pessoas que tinham outras tantas esperando por elas.
E, dessa vez, não temos o marginal pra acusar, não temos a epidemia pra controlar, não temos o submundo pagando o pato.
Temos apenas a classe média numa loteria. Há vinte dias poderia ter sido eu. Amanhã, pode ser você.




sexta-feira, julho 20, 2007

Preciso confessar ...

... eu simplesmente não entendo a propaganda da Ford que usa um bando de animais fantoches querendo comprar um carro !!! Alguém pode me explicar ???

domingo, julho 15, 2007

Voar, Voar ...Subir , Subir ...

Começando a falar do meu tour na Austrália por uma vontade de um tempão ...
... voar de balão !
É cedo, é quente , é delicioso , é ver canguru correndo na mata aberta, é você ouvir o sotaque caipira de um australiano de Mareeba , é... é.... é isso aí !

Mareeba !






segunda-feira, julho 09, 2007

Flip

Transformei meu blog em uma fraude. Prometo uma trilogia sobre Volta Redonda e paro no segundo texto ; um resumo sobre minha viagem por alguns países da Europa e nem chego a Itália. Agora, recém chegada da melhor viagem da minha vida - Austrália - posto sobre o fim de semana...
Mais uma vez peço licença para escrever sobre o que habita em minha mente nesse momento. E isso é fruto dessa última viagem.
Flip. Feira Literária Internacional de Parati. Há dois anos tento participar do evento e não consigo. Se por falta de companhia, grana ou inércia eu, sinceramente, não sei. Agora deu. Consegui comprar, ainda em maio, convites para a mesa 19 - Sobre meninos e Lobos :
"O que une o serra-leonês Ismael Beah – de 26 anos, o caçula da V FLIP – e o carioca Paulo Lins é usar a violência como matéria-prima do trabalho literário. Beah acaba de lançar no Brasil seu primeiro livro, o aclamado Muito longe de casa, em que narra a estarrecedora experiência como menino-soldado, no começo da década passada, durante a guerra civil que devastou seu país. Lins escreveu o marcante Cidade de Deus, publicado há dez anos, um painel da evolução da violência no conjunto habitacional onde cresceu. Reunidos em uma mesa da V FLIP, com mediação do jornalista e escritor Fernando Molica, os dois falaram sobre suas experiências de vida e de literatura."
Se você que lê esse post quiser me dar um presente, aí está uma boa pedida!rs... Simpatizei com o autor. Simples e forte...como naturalmente esperava ser...
Mas outros momentos me marcaram também... a palestrinha do Gabriel, O pensador para as crianças; escritores infantis falando sobre os livros que marcaram suas vidas, o Palavra Cantada ...
Muito bom evento. Recomendo a todos.
Para terminar , uma coisa muito legal que ouvi : para ver um filme vou à Locadora e pego o DVD. Chegando em casa, tenho que me certificar se o aparelho está funcionando. Depois, se o cabo está ligado na TV. Em seguida, pego o controle que, espero, esteja com pilhas. Se o DVD estiver arranhado ou com defeito tenho que pegar o carro e voltar à Locadora. Se já estiver tarde, espero o outro dia, SEM ASSISTIR O FILME, para tentar trocá-lo.
Quero fazer uma ligação ? Compro um celular. Coloco-o para carregar para que possa usá-lo. Carregado, tenho que verificar a existência de sinal. Em havendo, necessito de crédito no mesmo e, só então, posso ligar e, ainda assim, não garanto que vou falar com a outra pessoa.
Porém, haverá um dia em que o homem com toda a sua inteligência inventará o livro ! Não precisará de energia, nem controle ou grandes tecnologias! Bastará abrí-lo e lê-lo. E, se por acaso você perder alguma coisa no meio do caminho, é só voltar algumas páginas e se encontrar novamente... Poderá levá-lo para qualquer canto ! Será "wireless" !
Sim! O homem e tão inteligente !! Um dia ainda inventa o livro !



quarta-feira, junho 27, 2007

Tantas fotos...tantos fatos...

Gente, jah estou nostalgica! Hoje parto para Sydney... meus 'ultimos dias ...meu ultimo destino. Eu, realmente, estou amando esse lugar! A Australia eh linda como o nosso paisl e organizada e segura como o Brasil deveria ser! Tantas fotos e tantos fatos...
Colocarei tudo em ordem e pouco a pouco contarei algumas historias por aqui!
Ateh !

domingo, maio 27, 2007

Fazendo as malas...

Se meu visto chegar, sexta embarco para a Austrália. Mais precisamente, Cairns.
Algumas pessoas que sabem disso têm me perguntado porque lá se é tão longe e tem tantas coisas legais pra conhecer aqui por perto. Outros, sabendo que eu me inscrevi em um curso de inglês , lembram do sotaque bem particular do país e me sugerem o Canadá.
Deixa eu explicar uma coisa : quando tinha 14 anos e todas as meninas de minha idade sonhavam em ir pra Disney, eu sonhava em ir pra Austrália. Em meu coração, A Opera House substituia a Magic Kingdom ,
The Great Barrier Reef a Epcot e os cangurus e koalas tomavam a vez dos fofos Mickey e Minnie.
Devido às condições da época, acabei não indo nem pra um, nem pra outro. Meu destino foi Beto Carreiro Would!
Dez anos depois, me vi tirando férias e tendo que decidir entre descansar ou estudar, viajar ou comprar um carro, fazer tudo ou não fazer nada.
Já de início tinha um primeiro desafio - o tempo. Caso eu decidisse fazer um curso, eu tinha simplesmente quatro dias para ver tudo e escolher destino e escola. Os outros poderiam esperar um pouco mais. Optando por essa primeira possibilidade, várias agências começaram a me desencorajar por esses e outros motivos ( passagem cara, visto, vacina de febre amarela...)
Foi então que nesse exato momento um filme passou por minha cabeça e percebi que poderia ser a minha grande opotunidade de realizar um sonho de infância. Mais do que isso; me convencer, de uma vez por todas, que minha capacidade de realização pode ser maior que a passividade e correria diária que tentam me convencer do conrário. E que, decididamente, sonhos não envelhecem.
Mensurar sonhos ainda não posso. Talvez um dia eu consiga e esses valores serão suficientes para que todas as pessoas entendam algumas de nossas decisões.
Às pessoas que me apoiaram e acharam um máximo, - essas em número infinitamente maior - meu agradecimento e afeto. Voltarei com histórias e fotos . E possivelmente, uma pessoa melhor.



ps.: Não devo postar durante essa jornada... daqui a 45 dias, eu "julho' que volto.

terça-feira, maio 22, 2007

A Alma Imoral

Já postei por aqui sobre minha cidade natal. Agora, me encontro poucos Km´s distantes desta e , só agora, resolvi fazer o reconhecimento desse novo terreno que "escolhi" para passar meus vinte e poucos anos... Resende/ RJ. Há algumas semanas saí a noite pelas ruas do centro velho acompanhada apenas com minha câmera fotográfica . A iluminação da Matriz está (é) linda, a câmera municipal encantadora e a ponte velha preserva, de forma ímpar, lindas teias de aranha em cada uma de suas luminárias vermelhas que, de fato, são muto aconchegantes e acolhedoras. Ontem , caprichosamente, Resende me mostrou mais uma de suas agradáveis facetas; o teatro! Desde o dia 18/05 e até o dia 26/05 acontece o VII Festival de Teatro de Resende onde, por apenas 1 real, você pode assistir uma das dezenas de peças que constam na programação. Quando fiquei sabendo que "A Alma Imoral" estaria no Cine Vitória, na segunda-feira, vi que, de fato, era um evento especial. Para quem não sabe, essa peça foi muito bem aceita pela crítica. Ela começou despretensiosamente no SESC Copacabana e , com seu texto de rara profundidade e ainda assim leve e com pitadas certeiras de humor (em grande parte graças ao talento da atriz ) logo passou para o Teatro Leblon - sempre com lotação máxima. Ela é uma adaptação da atriz Clarice Niskier do livro , de mesmo nome, escrito pelo rabino Nilton Bonder. Confesso que nunca li nada dele mas tenho a impressão que isso mudará em breve! A série de reflexões é quase pagã e pode causar alguma perplexidade, mas autor e atriz conseguem iluminar o delicado equilíbrio entre a moral que nos contém e a imoral que nos impele e nos torna humanos. A peça defende que nossa alma precisa de um espaço escuro onde a luz das suas idéias e transformações lançam a única luz vestindo-nos de sentido. A atriz , após breve conversa com o público, que é convidado a deixar de lado sua análise racional demais mas ao mesmo tempo que não o faça 100% para que não se torne leviano, se despe totalmente. Mais uma confissão : ainda que já precavida de tal acontecimento, fiquei impressionada e não assimilei as primeiras duas ou três frases do monólogo. Mas, estranhamente, me vi confortável e envolvida pelo contexto e logo me voltei aos textos de temáticas polêmicas e inquietantes; traição e tradição, preservação e evolução, corpo e alma... que, pouco a pouco, transformavam conceitos de certo e errado imutáveis ...dando-os flexibilidade e fluidez assustadoras ... Ao final, além de sairmos com nossas idéias borbulhando, ficamos com a impressão de que o teatro precisa de muito pouco para acontecer de forma transformadora e ,que esse pouco , é muito.

Vendo Beleza onde quase ninguém vê... Resende - RJ




Clarice Niskier



domingo, maio 20, 2007

Hoje estou ... Amyr Klink !

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver” Amyr Klink

terça-feira, maio 08, 2007

Sonhos não envelhecem...

Preciso postar sobre isso mas amanhã tenho uma prova de Francês e...bem...chegou a hora de estudar (C´est la vie ...) ! Volto em breve pra divagar sobre esse sonho que se realizará em poucos dias...
ATÉ LÁ !
Bisos

sábado, maio 05, 2007

Para pensar ....

Esbarrei com Clarice e ela me disse isso aí ...

" Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual defeito sustenta o nosso edifício inteiro." (Clarice Lispector)

... será ?

sexta-feira, abril 27, 2007

De volta ...

Ironicamente volto a postar no meio de uma nova crise de dispepsia funcional. Se ela vier a cada trimestre, meu humor mudará de forma significativa para todo o sempre. Passar uma semana com dor cansa.
Bem, mas prefiro falar de viagens! No último feriado tive a oportunidade de conhecer a Chapada dos Guimarães com sua fascinante Gruta Aloe Jari ( Morada das Almas) , Véu da Noiva, Cidade das Pedras, Ponto Geodésico e hospitalidade ! Há muito tempo não me reencontrava com a natureza. Foi em grande estilo.
As duas fotinhos no orkut falam mais por mim.

sábado, janeiro 20, 2007

DISPEPSIA FUNCIONAL

Mas como nem tudo são flores com a chegada da idade...rs... meu primeiro diagnóstico de doença crônica : DISPEPSIA FUNCIONAL.
Eis o que encontrei sobre...

obs: Sim... tem um monte de palavra com acento "´" no lugar de "^"..mas fiquei com preguiça de alterar...

" Cerca de 20% dos adultos, no mundo ocidental, têm Dispepsia Funcional. A maior parte das pessoas com queixas do estômago, submetidas a endoscopia alta em regime ambulatório, não têm nenhuma alteração endoscópica que justifique as suas queixas, o que sugere a possibilidade de terem Dispepsia Funcional. Na Dispepsia Funcional tal como nas outras doenças funcionais não existe uma alteração estrutural ou bioquímica conhecida. Os peritos reunidos em Roma, em 1990 e novamente em 1999, propuseram para a Dispepsia Funcional a seguinte definição: Dor e/ou desconforto ( sensação subjectiva não dolorosa que se caracteriza por peso epigástrico e/ou saciedade, e/ou enfartamento e/ou náuseas e/ou vómitos e/ou distensão ) persistente ou recorrente localizada na parte superior do abdómen, sem relação com os exercícios físicos, com duração mínima de 4 semanas e com sintomas ocorrendo em pelo menos 25% desse tempo. Como se vê, só muito recentemente, se chamou a atenção para a Dispepsia Funcional. Os médicos de língua inglesa chamam à Dispepsia Funcional, Dispepsia-sem-Úlcera. A designação Dispepsia Funcional utilizada na Europa, pese embora o sentido dúbio da palavra funcional parece ser mais correcto. Também se utiliza a designação de Dispepsia Idiopática para realçar que a causa é desconhecida. O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa atribui à palavra funcional o seguinte sentido médico: "que afecta funções fisiológicas ou psicológicas mas não a estrutura orgânica." "sem causa orgânica perceptível (diz-se de distúrbios funcionais)".
Qual a causa ( ou causas ) da dispepsia funcional?:
A causa (ou causas) da Dispepsia Funcional é desconhecida, mas sabemos que é frequente a partir dos 20 anos de idade, sobretudo no sexo feminino, atingindo mais de 20% da população do mundo ocidental. É uma doença crónica, recorrente. As queixas dispépticas podem ser contínuas mas geralmente são intermitentes e aparecem exclusivamente durante o dia. Durante a noite raramente incomodam. Existe uma crença arreigada, que se encontra ainda em muitos livros, de que há uma relação directa entre factores psicossociais e a dispepsia funcional mas não existem estudos que o confirmem.Embora se encontrem com frequência, factores que induzem o stress, precedendo os sintomas dispépticos, assim como ansiedade e depressão, os estudos efectuados, não têm mostrado diferenças significativas quando se comparam as pessoas com Dispepsia Funcional com a população em geral.
Discute-se se haverá alguma relação entre o Helicobacter pylori e a Dispepsia Funcional. A maior parte dos indivíduos com Dispepsia Funcional têm gastrite crónica causada pelo Helicobacter pylori mas, as queixas geralmente não desaparecem depois de se fazer a erradicação do H. pylori.
(...)
Como se trata a Dispepsia Funcional ?:
O nosso médico pode ajudar-nos muito, explicando-nos a benignidade da doença, assim como o seu carácter crónico, recorrente, intermitente. Poderá pedir a realização de alguns exames: endoscopia alta, análises ao sangue, ecografia para nos mostrar que os exames são todos normais, que não existe nenhuma alteração orgânica. Por vezes o nosso médico não pede qualquer exame sobretudo se formos jovens e os sintomas forem francamente sugestivos do diagnóstico. Quando as queixas são desencadeadas por este ou aquele alimento e, é muito frequente isso acontecer, o nosso médico recomenda-nos que durante algum tempo retiremos esse alimento ou esses alimentos da dieta. O beneficio desta atitude é com frequência temporário e de pouco valor. Sempre que possível, devemos fazer uma alimentação variada. Uma vida calma, com refeições agradáveis, sem grandes quantidades de alimento, ingeridos sem pressa pode ajudar a aliviar os sintomas. O prognóstico da Dispepsia Funcional é muito bom, embora a doença possa ser incomodativa. Se as queixas são muito ligeiras, o nosso médico, muitas vezes, não nos aconselha nenhum medicamento. Por vezes o nosso médico recomenda-nos tomar durante as crises algum medicamento. Como a doença é geralmente crónica, recorrente, é necessário fazer o tratamento quando surgir uma nova crise. A Dispepsia Funcional é desde a primeira reunião de peritos em Roma, em 1990, uma entidade individualizada mas é necessária uma melhor compreensão dos mecanismos psicossociais, das alterações motoras e das anomalias das sensações viscerais para que possa haver um melhor conhecimento desta entidade e consequentes avanços na sua terapêutica. Neste momento depositam-se esperanças em novos fármacos que estão a ser ensaiados. Apesar da sua benignidade, os sintomas da Dispepsia Funcional são com frequência causa de sofrimento, quer pelo seu carácter crónico, quer pela pouca eficácia do tratamento, o que leva por vezes, aquele que sofre, a andar de médico em médico e a recorrer a todas as medicinas alternativas, à procura duma cura que ainda ninguém conhece, ou dum alívio que nem sempre se consegue. Além da má qualidade de vida que os sintomas podem proporcionar a angustia, pode infelizmente aumentar, à medida que vão aparecendo diagnósticos sem qualquer senso ( duodenite, gastrite, gastrite nervosa, ácidos, úlcera nervosa, vesícula preguiçosa... e disparates ainda maiores ) e os exames repetidos em catadupa: as análises ao sangue, as endoscopias, as radiografias, as ecografias que por vezes mostram alterações sem significado clínico, mas que quem sofre sobrevaloriza, porque já desconfia de tudo e de todos. Apesar da sua benignidade, a Dispepsia Funcional pode ter desagradáveis consequências sociais e económicas ( custo dos medicamentos, número de consultas médicas, número de exames, ausência ao trabalho ) que, em parte, o paciente bem avisado e informado do carácter benigno da sua doença poderá evitar ou minimizar. O nosso médico, nesta como noutras circunstâncias, deve ser o nosso orientador."

Aniversário !!!

Meu aniversário rendeu !!! Depois de várias comemorações ainda no ano velho, tive surpresas por agora...
Não é que tive festinha com direito a salgadinho, bolo de chocolate e refrigerante ???
Ameeeeeeeeiiiiiiiiii EI !!! Vocês são 10 !

sábado, dezembro 23, 2006

Boa Viagem!

Estava eu aqui lembrando dos meus dois últimos rèveillons: Pipa - RN e Buenos Aires ...
Eu tinha pouquíssimo tempo! Em ambos os casos peguei o avião no dia 29/12 e voltei dia 1º. No dia 2 já estava de volta a minha realidade de 8,8 horas de trabalho diário.
Tentei projetar essas viagens sendo feitas hoje. Pela TAM. Aff ! Se na volta dessa primeira eu já fiquei 4 horas esperando o avião da Companhia Aérea em crise do momento ( leia-se Vasp) imagina ficar 8 , 9h sem informação nenhuma tendo que ir de uma fila pra outra em busca de informações quase sempre desencontradas ???
Ficar sem 6 aviões por problemas de manutenção em um mercado que o preconizado são as manutenções preditivas ( estamos falando de vidas!!!) é tosco!
Papai do céu capricha ! Nos manda um fim de ano sem neve nem chuva de poeira!
E eu começo a achar que é por piedade...

domingo, novembro 26, 2006

Há excessões. Mas a excessão só vem confirmar a regra...


Mamãe Noel

Martha Medeiros


Sabe por que Papai Noel não existe? Porque é homem. Dá para acreditar que um homem vai se preocupar em escolher o presente de cada pessoa da família, ele que nem compra as próprias meias? Que vai carregar nas costas um saco pesadíssimo, ele que reclama até para colocar o lixo no corredor? Que toparia usar vermelho dos pés à cabeça, ele que só abandonou o marrom depois que conheceu o azul-marinho? Que andaria num trenó puxado por renas, sem ar-condicionado, direção hidráulica e air-bag? Que pagaria o mico de descer por uma chaminé para receber em troca o sorriso das criancinhas? Ele não faria isso nem pelo sorriso da Luana Piovani! Mamãe Noel, sim, existe.

Quem é a melhor amiga do Molocoton, quem sabe a diferença entre a Mulan e a Esmeralda, quem conhece o nome de todas as Chiquititas, quem merecia ser sócia-majoritária da Superfestas? Não é o bom velhinho.

Quem coloca guirlandas nas portas, velas perfumadas nos castiçais, arranjos e flores vermelhas pela casa? Quem monta a árvore de Natal, harmonizando bolas, anjos, fitas e luzinhas, e deixando tudo combinando com o sofá e os tapetes? E quem desmonta essa parafernália toda no dia 6 de janeiro?

Papai Noel ainda está de ressaca no Dia de Reis. Quem enche a geladeira de cerveja, coca-cola e champanhe? Quem providencia o peru, o arroz à grega, o sarrabulho, as castanhas, o musse de atum, as lentilhas, os guardanapinhos decorados, os cálices lavadinhos, a toalha bem passada e ainda lembra de deixar algum disco meloso à mão?

Quem lembra de dar uma lembrancinha para o zelador, o porteiro, o carteiro, o entregador de jornal, o cabeleireiro, a diarista? Quem compra o presente do amigo-secreto do escritório do Papai Noel? Deveria ser o próprio, tão magnânimo, mas ele não tem tempo para essas coisas. Anda muito requisitado como garoto-propaganda.

Enquanto Papai Noel distribui beijos e pirulitos, bem acomodado em seu trono no shopping, quem entra em todas as lojas, pesquisa todos os preços, carrega sacolas, confere listas, lembra da sogra, do sogro, dos cunhados, dos irmãos, entra no cheque especial, deixa o carro no sol e chega em casa sofrendo porque comprou os mesmos presentes do ano passado?

Por trás do protagonista desse megaevento chamado Natal existe alguém em quem todos deveriam acreditar mais.

domingo, novembro 19, 2006

Canto

   Canto no chuveiro enquanto ensabôo as curvas e cantos. Canto da boca , canto dos olhos... canto esse de onde não sei o que é pior que saia: ruga ou lágrima.
   No meu quarto, meu querido canto, idealizo viagens para os 4 cantos!
   Os pensamentos vão pro canto da consciência, as roupas sujas pro canto do área; a poeira acumula no canto da parede, o abajour fica no canto da sala.
   Os dias passam entre cantos, encantos e desencantos...
E eu escrevo aqui nesse canto ou canto - pra ver se os males espanto.

sábado, novembro 18, 2006

Quero conhecer o Umbigo do mundo.
Topas ?

sábado, novembro 04, 2006

Sessão desabafo

Essa semana 45 vai ser hard !
Que dê tudo certo !

sábado, outubro 14, 2006

   Para quem está muito ocupado e sem tempo, dizem que o melhor é conseguir algum tempo para não fazer nada. Tempo, o mais precioso bem não renovável, não pode ser criado, mas pode ser encontrado. Não quando nos preocupamos com ele, mas quando nos ocupamos dele. Quando o planejamos, podemos modificá-lo. Pensava nisso quando me deparei com esse manifesto abaixo. Espero que seja útil pra vc.
                              por Caco de Paula

SEXTA-FEIRA FELIZ

Que fique então combinado, vez em quando a gente sai pra passear.Viajemos leves, deixando o cotidiano pra trás.
Que viajar, aqui mesmo ou lá longe, amplie o universo de todos nós.
Que os próprios caminhos sejam nossos olhos para a beleza de viajar.
Que se caminhe observando, nas ruas do seu bairro, ou numa trilha distante.
Que quem ama o trabalho perceba como a pausa pode ser produtiva
Tenha ela alguns minutos, horas, dias, semanas, férias, anos sabáticos.
Que se converse sobre folgas de maneira a que se possa programá-las
Pois planejar a viagem pode ser tão bom quanto viajar ou ter viajado.
Que se imagine tudo o que se pode fazer com um dia livre.
Que se perceba como um simples dia pode inspirar e nutrir.
Que se considere seu poder quando somado ao fim de semana: três dias
Que, seja na segunda, terça ou qualquer dia, vamos chamá-lo de sexta-feliz.
Que os colegas topem colaborar com essa idéia e se beneficiar dela
Ainda que só de vez em quando, mas pelo menos uma vez ou outra.
Que os chefes percebam como folgas são necessárias e produtivas.
Que os chefes convençam os chefes deles dessa verdade.
Que especialistas de RH nas empresas percebam a oportunidade.
Que os presidentes de empresas, funcionários, liberais, donas de casas,
Que amigos conversem sobre isso, que pais e filhos falem sobre folgas.
Que todos consigam combinar algumas folgas de vez em quando.
Que não sejam só folgas de feriadões, quando tudo está mais cheio e mais caro.
Que o beneficiário de uma sexta-feira feliz tenha o seu próprio feriadão.
Que faça com ele o que bem quiser.
Que se desapegue das amarras cotidianas, se desplugue do que sempre faz.
Que considere amanhecer em um outro lugar na sexta e passear no sábado.
Que ainda esteja desfrutando da viagem e do tempo criado para si mesmo.
Quando os sons do cotidiano de domingo tocarem aqui – e não lá,
Que o desfrute desse tempo seja pleno e produtivo, mesmo depois da viagem
Para que se encontre o tempo que tem de se dar quem não tem tempo.
Que fique então combinado, vez em quando a gente sai pra passear.

Eu tenho um amigo absurdamente talentoso que teoricamente é um redator que trabalha sempre voltado para a política . Mas, para mim, ele é um dos publicitários mais sensíveis e talentosos que existe. Além de um excelente escritor.
Mais campanhas publicitárias em www.georgeredator.kit.net
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quarta-feira, outubro 11, 2006

Sábado fui à formatura das Engenharias da UFF. Entre os formandos, amigos e conhecidos em um total de 11 pessoas. Várias pessoas para parabenizar e desejar coisas boas! Para uma em especial, desejar tudo de melhor.
Março de 1997. Primeiro dia de aula da turma de eletrônica da Escola Técnica Pandiá Calógeras. Primeiro dia em que minha vida cruzava com a da maioria daquelas pessoas. Primeira vez que minha vida cruzava com a de Renatinha.
Os anos se passavam e eu ia conhecendo sua história (até onde sua discrição permitia), seus desafios, seus sonhos e sua fé. Suas dificuldades, sua realidade, suas prioridades e renúncias. Talvez ela nunca tenha tido real noção de como ela mexia comigo e fazia, por vezes, rever meus conceitos. Eu não corro o risco de morrer sem jamais ter dito. Só não sei se consegui dar a real dimensão de tudo isso.
Renatinha é meu exemplo de que criação condiciona mas não determina; que sonhos podem até ser adiados mas não envelhecem ( e nem por isso há lugar para a auto piedade) ; que acreditar em Deus é um ótimo investimento e que culpar o sistema é perder um tempo precioso demais.
Hoje, vendo mais uma vitória dessa pequena, me sinto orgulhosa de fazer parte dessa celebração.
Obrigada Rê.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Mudanças

Devo me mudar. Quero começar pintando meu novo-apartamento-velho. As possibilidades de cores são muitas. Aliás, eu sou muitas. Tiro máscara, ponho máscara (ponho de volta antes que a verdade me amedronte!)
Devo admitir que seria mais fácil ser a mesma, levantar todas as manhãs sem conflitos e morrer sem jamais ter duvidado. Porém, devo admitir com mais veemência que a contradição e ambivalência nos salva, muitas vezes, da mesmice.
Posso falar por mim; esta que escreve de um jeito e vive de outro; profetiza certezas e fica explicando as exceções; que pensa de um jeito, mas faz diferente; que simplifica encontros e justifica os desencontros...
Mas voltemos à mudança. Já joguei um de meus sofás fora. A sala ficou mais espaçosa e harmoniosa. Quero que utopias venham sentar-se no que ainda restou quando minha razão estiver cansada ou meu coração descrente.
Vou mudar a cama também. Sai a cama de criança. Mais uma legitimação de que estou crescendo... e crescer me assusta. Aliás, sou, essencialmente, nostálgica. Uma vez fiz um desses testes de personalidade e lá disse que eu não aproveito a intensidade do momento em sua plenitude; mas que sozinha eu posso lembrar da sensação com uma fidelidade incrível e revivê-la. Não duvido. Repasso fotos, fatos e emails um tantão de vezes! Se você pudesse flagrar um desses momentos veria eu novamente rindo ou chorando; com raiva ou comoção e, claro, escrevendo as minhas fantasias, delícias, demagogias, dor, perplexidade e até mesmo sobre a palavra na hora errada e o silêncio na hora em que teria sido melhor falar.
Por fim a cozinha onde não devo fazer nada. Até porque não faço nada nela mesmo! Rs...
Ops , por enquanto ! Uma vez estimulada posso surpreender. Posso mobilizar pessoas para me ensinarem e ser uma aluna dedicada! Posso até fazer um prato que peça um vinho...
... e divagar sobre ações, omissões e, quem sabe, mudar bem mais que de apartamento.

Skinny models

* Esse post eu escrevi há mais de 2 semanas. O assunto foi, inclusive, abordado no Fantástico. Mas resolvi postar mesmo assim. *

Hoje li uma matéria que foi publicada no site da BBC no dia 13/09. O título da matéria é “Skinny models”.
Sua autora, Danny Wood, relatava a inédita iniciativa dos organizadores do Madrid Fashion Week de calcular o BMI ( Body Mass Index , por nós conhecido como IMC ou ainda, Índice de Massa Corpórea, que pode ser calculado dividindo nosso peso por nossa altura ao quadrado) para escolher as modelos que desfilariam nesse ano sob o critério de estarem dentro dos níveis aceitáveis.
Essa seria a resposta à pressão do governo local e ao protesto feito no ano passado pela Associação Médica e Mulheres de Grupo de Direita que eram contra a participação das mulheres “unhealthlly skinny”.
A Associação Mundial de Saúde considera como normal uma pessoa que tem esse índice entre 18,5 e 25. Foram encontradas modelos com IMC de 14 !!! Para se ter uma noção do que isso representa, é como uma pessoa de 1,80m pesar 45,5 kg!!!
Isso me levou a refletir sobre os padrões de beleza atuais...
Acredito que há duas frentes; a primeira é a beleza esquálida da qual a matéria falava. Padrões de beleza cada vez mais exigentes (e contestáveis) fazem as mulheres se privarem de alimentos essenciais e, consequentemente, deturparem o conceito de saúde. Resultado disso é o crescente número de anorexia e bulemia registrado, pelas associações médicas, nas aspirantes a Gisele Bundchen .
A outra frente a qual me refiro é mais tupiniquim. A mulher boazuda, normalmente mais baixa, mas nem por isso menos exigente. Barriga sarada, coxa grossa, bunda e seios grandes e pele bronzeada. Lotam-se academias, clínicas de estética, salas dos endocrinologistas e, claro, psiquiatras!
E no meio desse fogo cruzado estamos nós, reles mortais, dedicando pelo menos 48h semanais para o trabalho, fazendo cursos de línguas, MBA´s ou mestrados e vendo nossas ações despencarem na bolsa e nossos sonhos desafiados pela combinação tempo X custo X obrigações X pressão social.
Eu penso que o “áureo mediocritas” ainda é a salvação para não pirar, mas por que isso? Que tal as agências, antes de formarem seu casting, visitarem a África onde os 45,5 kg são comuns e motivo de revolta para com esse sistema agressivo de distribuição de renda? E que tal as clínicas de estética serem estimuladas a identificar, como grande filão, os casos de queimaduras graves ou quelóides pós-cirúrgicas?
Então a celulite, de uma vez por todas, seria considerada mais uma característica do homem que se torna belo e interessante justamente por não ser perfeito...
... e ter muito o que aprender...

domingo, setembro 17, 2006

Hoje tratei de negócios...rs...
Conversei com pessoas que gosto e confio sobre investimento, previdência privada , concuros, sonhos e perspectivas. Aliás, cada um tem sua perspectiva das perspectivas né? As variáveis são muitas... experiência de vida, conservadorismo X audácia , sonhos e até mesmo frustrações projetadas em mim...
Mas no fim, rendeu algumas possibilidades, simulações e um conselho ao meu enorme rol de visitantes do blog:
Façam isso de vez enquando. Não é planejar demasiadamente o futuro... é muitas vezes viabilizar sonhos ou , pelo menos, se permitir criticar as possíveis escolhas...
... que a toda hora somos obrigados a fazer...

segunda-feira, agosto 14, 2006

Dia dos pais.

   Os estímulos do dia me levaram a refletir sobre a família...
   Sobre a sociedade vender a imagem do pai trabalhador e legitimar sua ausência no seio familiar. Claro que até mesmo por questões biológicas a mãe tem essa presença bem mais intensa... um referencial mesmo! Por isso, salvo exceções, não são vinculadas AINDA na TV, propagandas de filhas aproximando seus celulares dos sons das coisas que a rodeiam para a "mamãe" matar a saudade ! Simplesmente porque se espera que ela esteja lá, ao seu lado.
   Falo disso com propriedade e temor. Claro que sou eternamente grata pela coragem de meu pai desbravar o mundo na busca do melhor pra mim. Mas se o sou, é pq minha mãe também cumpriu o papel que dela muitos esperavam...    Mas...e agora? Não se espera que as novas mães tenham o despreendimento de abdicar de suas carreiras para estar com seus filhos.
   Novas relações familiares começam a despontar... falhas , mancas e vazias...
   ... e talvez novas propagandas surjam... com famílias inteiras fazendo áudio conferências ...

sábado, agosto 12, 2006

25/05/06

   Perdi a hora. Fadul bateu em meu quarto para saber se eu já estava pronta. Na verdade, e felizmente, ele me acordou ! Pulei da cama, me arrumei e fomos para o aeroporto. Já estou no avião Nantes- Bordeaux e aqui em cima há sol. Tomara que lá em Barcelona também esteja assim!!! :P
   Sim!!! As previsões se confirmaram!! Sol! Para tentar tirar meu bom humor, fiquei tomando conta das malas, já no parking do terminal 2, por duas horas até desenrolar o aluguel do carro! Mas não funcionou! Eu estava animada para conhecer a cidade! Alugamos um 407 e lá fomos nós procurar o hotel.
   Errando algumas entradas (normal) conseguimos chegar ao Hotel Victória Suítes ****. Devo adiantar que gatarei as próximas linhas para descrever um dos melhores quartos que já fiquei. Seu nº é o 402. Entrando pela porta, logo a esquerda, uma pequena cozinha com um frigobar cheio, armário, amendoins, batatas e copos. Mais adiante, a sala com sofá, mesa de jantar, rack com TV e uma sacada que dava para os fundos ( o que não me pareceu problema). Passando pela super porta de correr, o quarto : uma cama, sem dúvida alguma, bem maior que uma king-size-de casal-extra-gordo , dois criados com gaveta e abajour, espelhão e guarda-roupa. Por fim o banheiro: pia, jacuzzi, vaso e bide brancos, espelho, toalhas, shampoo, lâmina de barbear, pente, esponja para banho e lustrar sapatos, escova de dente e pasta. Sem falar no secador de cabelo turbo.
   Como mordomia pouca é bobagem, piscina e internet grátis.
   Ainda sem desfrutar do flat, tomei um banho para irmos pra rua! Com o mapa na mão, percebemos que não estávamos "centralizados" mas estávamos bastante próximos do F.C. Barcelona e resolvemos ir a pé. Chegando lá, fomos comer porque estávamos famintos! Depois, compramos o ticket (10,50 euros) para fazermos o tour no estádio e conhecer o museu. A estrutura para o turismo é boa; o estádio é muito bonito e o museu bem diversificado... ele contrasta o novo com o velho, o futebol com o basquete, o simples com o rebuscado. A taça de campeão Europeu 2006, conquistada há duas semanas, também estava lá. Vídeos de belas jogadas em TV plasma também. Aliás, não preciso nem dizer quem reinava né? Era muito curioso ver os gringos com a camisa da seleção brasileira....decididamente, o Brasil está na moda!
   Ainda no complexo F.C. Barcelona, há uma grande loja de souvenirs. Comprei um Ronaldinho :).
   Há ainda a sala de coletivas e entrevistas.
   Tudo visitado por ali, fomos no Parc del Palau Reial de Pedralbes, onde ficam o Museu de Cerâmica e o das Artes decorativas ; fomos tb nos Jardins de Cervantes. Por fim, resolvemos passar no mercado para darmos uma economizada na comida $$. Pra variar, pão, queijo, presunto, água, nescau...
   ... já estou com saudades do feijão !!!
   Voltamos e fomos descansar. O dia foi realmente cansativo!

domingo, agosto 06, 2006

Enquanto isso no Líbano...

...pessoas emagrecem por falta de comida. Essa já não chega mais ao seu destino porque encontra, no caminho, barreiras de violência, descaso e falta de humanismo.
Não há projeto político que justifique a matança deliberada de civis. E há uma parcela desses mesmos civis que começa a se manifestar nas ruas londrinas pedindo uma posição corajosa e desafiadora de seu representante maior. É bem certo que parece uma luz de vela no fim do túnel sem oxigênio, mas é a externalização da indignação a qual, a maioria de nós, só tem nos 60 minutos de jornais noturnos e, ainda assim, ávidos pelo início da novela dos "Retratos da Vida".
Bem, mas voltemos a guerra... lançar ataques aéreos e barreiras de artilharia contra aldeias e bairros residenciais em busca de vitórias militares é tão absurdo e inaceitável quanto explodir bombas em lanchonetes ou sair atirando descontroladamente em sessões de cinema. O resultado é sempre a morte de pessoas desarmadas e sem possibilidade de defesa. A crueldade é igual nos dois casos; a covardia é a mesma. E ao fim e ao calo, todas as causas se alvitram - todos os protagonistas se bestializam e se igualam na desumanidade e na barbárie.
E os civis?
...Viram números, se mortos; seres esquálidos, se vivos.

sexta-feira, agosto 04, 2006

Há 2 meses e 21 dias que pratico o pecado da gula.
Castigo : + 2,5 Kg

domingo, julho 23, 2006

24/05/06

   O caminho já é conhecido...não demoramos a chegar na fábrica para mais uma manhã de trabalho.
   Na parte da tarde, resolvemos ir ao Le Mont St. Michel, o lugar mais visitado da França depois de Paris e certamente a coisa mais linda e imponente que vi na França. Ele fica a 2h20 de Vannes.
   Chegando lá precisamos de pouco tempo para perceber porque despertava tanto interesse turístico: Sua história começou em 708, quando Aubert, bispo de Avranges, mandou edificar sobre o Mont - Tombe um santuário em honra ao Arcanjo. No séc. X, os beneditinos vieram instalar-se na abadia e desenvolveram uma aldeia que se estendeu até a base do rochedo. Impenetrável durante a Guerra dos Cem Anos, o Mont-Saint Michel é tb um exemplo de arquitetura militar. As suas muralhas e fortificações resistiram a todos os assaltos ingleses e fizeram do monte um lugar simbolo de resistência e identidade nacional.
   Após a dissolução da comunidade religiosa na Revolução Francesa e até 1874, foi objeto de grandes restauros. Hoje podemos apreciar o esplendor da abadia que os homens da Idade Média viam como uma representação de Jerusalém celeste sobre a terra...uma verdadeira imagem do Paraíso.
   Desde 1979, o Mont-Saint Michel está inscrito como patrimônio mundial da UNESCO.
   Quando chegamos, a maré estava baixa. A placa na entrada dizia que a mesma subiria às 16h30. Dali a 45min. Resolvemos entrar e explorar toda a sua extensão. Capelas, refeitório, escadas e passagens.
   Saindo do Mont eis que nos deparamos com a subida da maré! O cenário era outro! Maravilhados, ficamos ali...admirando o espetáculo !
   Fiquei sabendo que há um projeto para que a maré suba na altura que subia na época... algo que demoraria uns 15 anos porque seria feito induzinho a natureza a resgatar esse fenômeno e não algo feito 100% pelo homem...
Bem, quem sabe voltemos lá para conferir?? ;P

Le Mont Saint Michel Posted by Picasa

23/05/06

   Novo dia. Nova jornada de trabalho. Resolvemos almoçar fora com dois colegas de trabalho da França. O restaurante ficava na região que conhecemos na noite anterior.
   Já na entrada tinha um cavaleiro medieval. Meio subterrâneo, pé direito baixo, brasão na parede e pouca iluminação. Ficamos na parte externa e pedimos Gallet. É tipo um crepe salgado. Antes, porém, um aperitivo: Kir Breton. Uma cidra francesa, típica da região.
   À noite fomos na Ponta de Arrandon. É bonita mas nada que chamasse muita atenção. Estava frio e ventava muito. Voltamos, lanchamos no próprio hotel e fomos dormir para enfrentar o último dia em Vannes.

domingo, julho 16, 2006



Promessas, amigos....

   Prometi tentar postar mais sobre a viagem e, embora tenha me isentado de fazê-lo até o final, eu ainda farei mais vezes. Essa é apenas uma pausa pela ocorrência de um incidente: esqueci meu diário de bordo na "cidade da semana" e eu só tenho computador na "cidade do fim de semana"! Por isso, ainda vou demorar mais um pouquinho ! Vou, então, divagar sobre outros assuntos (que são muitos) e fervem nessa cabecinha ... A propósito, só mais um comentário: Obrigada pelos recadinhos que vcs mandaram comentando do blog ainda que no ORKUT. Entendo que lá é mais fácil e, na verdade, não faz diferença! Rafa Gutian, Luluka e Gê .. aguardem os próximos capítulos! ;)
   Aliás, que tal falar de vocês que andaram visitando esse mundinho rosa ?
   Rafa... que fraude que nós somos hein??? Durante a semana ficamos tão próximos mas nunca nos vemos! Guardo, até hoje, com mto carinho, o CD do Neural. E não duvide, sei cantar pelo menos um trecho de todas as músicas! Aproveitando o ensejo (gente, eu achei lugar para essa expressão ??) compositor de mão cheia, seu blog com suas músicas e reflexões acabou de vez??? De qualquer forma, o carinho permanece. Afinidade né?
    Luluka... pequena grande mulher cuja cabeça ferve e a mão quase acompanha ... encontra-se, já há algum tempo, em uma fase "abrir os braços para novas idéias sem abrir mão dos valores" e isso é bom porque daí a gente passa por essa fase juntas! Sempre atenciosa e solícita, creio que será uma amizade para a posteridade...
   Gê. Mais um precioso amigo que tem o dom das palavras. E como tem. Faz delas complemento de sua profissão e está aí... fazendo matérias para o site do governo, jornais regionais e propagandas publicitárias inspiradíssimas ! Desconfio que ele tem um esquema com a Embratel e alguma companhia aérea porque um dia ele escreve de Natal, outro de Portugal e quando resolve ligar, o faz de Brasilia! Sotaque gostoso da porra ... ;) Conheci de forma inusitada e assim a amizade permanece. Respeito, carinho e admiração são apenas algumas palavras que elucidam essa relação. Qualquer dia amigo a gente vai se encontrar...

22/05/06

Seis horas e dez minutos da manhã de segunda-feira. É preciso encarar a realidade e lembrar que estamos aqui para trabalhar! Levantamos, tomamos café e, às 7:30 a.m, fomos para a fábrica.
Não vou postar sobre o dia de trabalho porque são coisas bem específicas; mas devo dizer o seguinte: todos foram muito simpáticos e solícitos! O medo da língua logo foi superado pelo conforto de ser compreendida. :) Muito boa a sensação!!!
À noite fomos conhecer a parte antiga da cidade. Muito tempo atrás, ela era um feudo, toda cercada (ainda é possível encontrar uma parte do Renpart que não foi demolida) e sua única entrada e saída era por um grande portão, de frente para o mar, que ainda existe também. As ruas bem estreitas viraram a parte charmosa da cidade e, como dita o capitalismo, se encheram de boutiques e lojas de souvenirs.
As construções das redondezas nos remetem a era medieval; todas cinzentas e cheias de pontas. Um casal, sob o efeito do álcool ( um tanto oportuno para ps 8ºC), cantava e se abraçava certo de que a noite se resumiria àquelas ruas desertas.
Mais a frente, achamos uma ponte que atravessava o renpart e nos apresentava a parte nova da cidade. Jardins lindos e floridos nos faziam lembrar que, apesar de tudo, era primavera!
Voltamos para a parte velha. Voltamos para o hotel. Afinal, amanhã é dia de ralação.

domingo, julho 02, 2006

   O despertador não funciona e eu acordo sozinha. Tomo um banho e vou para o meu primeiro petit dejeuner . Hoje seguimos viagem para Vannes dando uma pequena desviada e conhecendo o Vale do Loire. Esse vale é bastante conhecido por ter muitos castelos onde os reis passavam o verão. As autoroutes são muito boas e com um Scénic fica mais fácil ainda. :P
   Resolvemos escolher um único castelo porque além de termos que voltar a rota que nos leva a Vannes, todos os castelos ficam em cidadelas que exigem novos desvios da route principal. Isso consome muito tempo.
   Seguindo a dica recebida ainda no Brasil, fomos para o Chateau de Chenonceau que fica sobre o rio Le Cher e fora construído no séc. XVI por Thomas Bohier. Esse castelo fora, mais tarde, habitado por Francisco I, rei da França, e sua esposa Claude. Comprando o ticket com Ipod® (13,50 euros) pode-se ter a visita guiada em português e ter acesso aos detalhes! Cada quarto tem tudo explicado!
   Já na posse de Henrique II que tinha uma amante, Diane de Poitiers, o mesmo, possivelmente apaixonado ...rs..., deu o grande castelo para esta que, rapidamente, tratou de construir um belo jardim em seu exterior que, até hoje, pode ser visto e desfrutado por nós, turistas. Porém, quando ele morreu a oficial, Catherine de Medice, exigiu sua posse e, uma vez conseguida, construi um jardim do lado oposto. É interessante observar como esse último é menor (limitações geográficas mesmo) e, principalmente, como a esposa não mandou destruir o jardim da amante. Isso que é civilidade (!). Ainda falando delas, duas curiosidades:
1º: Catherine é sempre pintada, nos quadros, de preto, com meia idade e séria. Já Diane, feliz, jovem e com cores claras;
2º: Há uma espécie de logomarca em diversos cômodos do castelo que representam as letras "H" ( de Henrique) e "C" ( de Catherine) entrelaçadas que dão a letra "D" !

   Por fim, um cometário: É clara a preferência de Henrique II por Diane. Aqui está o comentário embaixo de sua foto:

Diane de Poitiers est la favorite du roi de France Henri II qui lui offre le chat em 1547. Elle fait construite le pont sur Le Cher et le jardin qui port son nom. (1499-1566)
Diane de Poitiers é a favorida do rei da França Henrique II que lhe oferece o castelo em 1547. Ela constrói a ponte sobre o Le Cher e o jardim que leva seu nome.


   Após sessão de fotos, ainda fomos no museu de Ceras, Galeria das damas e, por fim, o Labirinto. Às 16:00 pegamos, novamente, a estrada. Passamos por Amboise, Tour, etc... e, enfim, chegamos a Vannes. Meu quarto é muito bom: cama de casal, TV tela plana ( vi muita coisa mesmo!) , banheiro limpinnho e, claro, um sistema de calefação.
   Deixamos as malas e fomos direto para a rua. O frio e o vento eram intensos mas, mais uma vez, insuficientes para vencerem nossa vontade de conhecer mais coisas e lugares. De histórico, vimos apenas o Hotel de Ville ( a prefeitura); muito bonito por sinal. Resolvemos, então, para para comer. Escolhemos o Le Moulin à Poivre. O garçon era muito simpático e a comida gostosa.
   Barriga cheia, hora de dormir! Aliás, já passava da hora! Quase meia noite e um dia de trabalho pela frente!!!

19/05/06
   A aventura começa ! Escrevo minhas primeiras palavras de dentro de um Boeing 747 - 400 da Air France. Deixo para trás minha zona de conforto e o colo dos que amo para ficar 30 dias no Mundo Velho. Estou no 2º andar, poltrona 64 - janela. Minha bagagem de mão não coube no compartimento destinado a ela e cá está, debaixo dos meus pés, já descalços, aumentando ainda mais o desconforto.
   O avião está lotado de franceses mas, felizmente, o cheiro está agradável. A aeromoça dá as boas-vindas e primeiras instruções. Francês , português e inglês. Ok... na verdade o que ela quer é que todos apertem os cintos.
   O avião decola... estou , literalmente, nas nuvens! Resolvo validar um filme na minha TV de bordo. Escolho Brokeback Montain porque Match Point eu já vi. Não preciso de muito tempo para perceber que ver um filme bom 2 vezes pode ser uma boa opção. Resolvo, ainda sim, ver o que escolhi até o fim; pacientemente. E pacientemente também, opto por jogar paciência logo em seguida.
   A assim as horas vão passando... tento cochilar mas consigo poucas vezes; vira e mexe ( e como viro e mexo!) coloco no canal onde posso ver a altitude, velocidade (950 km/h!) , tempo de viagem, tempo restante e localização atual... Estou na África! Mais uma vez... ;P .
   Um pouco mais de 10 horas da partida, o monitor acusa 45 min restantes. Acerto meu relógio para o horário local - 5 horas a mais - e me preparo pra descer.
(...)
   Chegamos. Paris nos recebe como faria São Paulo. Chuva e frio. Desembarcamos e fomos procurar a locadora de veículos. Um Renault Scenic. A moça aqui não participa das burocracias para o aluguel. Apenas da que proíbe menores de 25 anos a alugarem um carro por aqui... :/
   Acertar o caminho do hotel não foi difícil. Isso é uma grande vitória porque, afinal de contas, estamos falando de Paris! Mas como todo brasileiro precisa de um mico por aquelas bandas, cá está o nosso, bem no primeiro dia : O Augusto passa um sinal no amarelo bem devagar . Isso é suficiente para o policial pedir que encostássemos e mostrássemos os documentos. O cenário erá invejável: exatamente na frente do Arco do Triunfo - provavelmente o culpado pela velocidade tão reduzida!
   Documentos apresentados e advertência verbal dada, seguimos. O dia prometia. Deixamos a bagagem no hotel e fomos para a rua. O check in erá só às 14:00 e avançavam os primeiros minutos das 9h da matina...
   Em poucos minutos estávamos na tão aclamada Tour Eiffel com seus 324 metros e 1665 degraus!! Éramos, eu, Augusto e Fadul, apenas mais três entre a multidão que transitava no Parc du Champ de Mars . Todos vivendo - e fotografando- o sonho de milhões de pessoas em todo o mundo ! Um parenteses para um filosofada de botequim : A vida é fascinante! Simplesmente estou no lugar mais visitado do planeta, onde não pensava estar tão cedo há bem pouco tempo e com todo um volume de imagens e informações por vir! Isso dá duas sensações que chegam a ser divergentes. Por um lado vejo que não temos domínio de quase nada. Que podemos sim, planejar e traçar alguns objetivos... mas que não podemos ligar muito se isso der um giro de 180º! Mas ao mesmo tempo, percebo que posso mais. Que posso fazer o impensável de hj, ali... amanhã. E que medos, angústias, certezas estão sempre mudando... Acho que tem muito a ver com a frase que já postei por aqui... que quando vc pensa que achou a resposta para todas as perguntas , as perguntas mudam!
Bom chegar a essa conclusão porque ainda tenho toda uma rotina de trabalho e uma semana na Itália, sozinha, pela frente.
   Continuando nossa caminhada, atravessamos a Pont d´Iéna, sobre o rio Siena, em direção ao belo Pallais de Chaillot. A chuva aperta e procuramos abrigo em seu interior. Mais especificamente no Museum d´homme. São necessários 20 min para que a chuva dê uma trégua e possamos sair. Fotos , tradicionais e engraçadinhas, da torre são tiradas e dá-se a hora de fazer o check in. Resolvemos, então, fazer o caminho de volta com direito a um pequeno desvio: Hôtel dos Invalides. Um jardim lindo, todo verdinho e bem cuidado com estátuas e bustos de pessoas importantes (para eles!) da guerra...
   Entramos e pudemos ter uma aula de história: canhões, relógios, meios de transporte e afins. Comprando o ingresso é possível visitar o "duomo" onde fica os restos mortais de Napoleão. Cruzando sua extensão, passamos pelo Musée de L´Armée e, complementando a voltinha a mais, pudemos entrar na Igreja de Saint-Louis. Em seu interior, uma curiosidade: várias bandeiras. A explicação: as bandeiras dos inimigos eram tomadas como "prova" da vitória ! Antigamente elas ficavam na Igreja de Notre Dame mas, depois do incêndio desta, as que sobraram vieram para cá.
   Saimos da Igreja. Saímos do Hotel dos Invalides. Fomos para o nosso hotel. Hotel de France. Meu quarto? 301. Banheiro com banheira ...ahhhhhhhh que banho gostoso! Depois um cochilo de 30 min.
   Sem perder mais tempo, rua de novo! Resolvemos, dessa vez, ir mais longe : Balisique du Sacré Coeur, em Montmartre. Seguimos , então, para o metro e compramos o passe de 1 dia. Estação École Militaire - Concorde - Abbesses, chegamos lá! A região é bastante simpática. Mal comparando, Santa Teresa de Paris; ou em Buenos Aires, Caminito. Vários barzinhos, tabacarias, feiras, pequenas exposições, degustação de petiscos e vinhos. Paramos para um lanche e seguimos para a Igreja que, para variar, era linda! Em seu interior há vários santos, os momentos que antecedem a morte de Jesus Cristo, lustres super trabalhados e, claro, centenas de turistas. Voltamos para a parte de fora e apreciamos a vista de toda Paris. Jovens tocavam violão em suas escadas e a chuva parecia ter dado mesmo uma trégua.
   Próximo destino: Citté. Lá fica a Igreja de Notre Dame. Antigamente, a cidade era só aquele miolinho. Com o tempo, ela foi crescrendo, crescendo, crescendo até virar isso que é hj ( e que estamos tentando desbravar!). Para chegar lá descemos na estação Chateau Rouge - a única que me chamou atenção até agora. Era notória a predominância de negros naquela região. Tive a impressão de estar em um daqueles guetos de filme americano. As pessoas falavam alto e tinha até comércio ambulante.
   Chegando na citté, fomos em direção a Igreja. Não tenho ceteza mas acho que seu estilo é gótico. A riqueza de detalhes e a perfeição dos mesmos, fascina! Entramos e a parte interna não deixava a desejar - igualmente linda e rica! Na parte de trás havia um jardim, a square Jean XXII, onde sentamos para decidir nossa próxima aventura! Passava das 18:00h e ainda era dia. Nossa empolgação para conhecer mais e mais coisas era maior que nosso cansaço de uma noite só de cochilos. Decidimos pegar novamente um metrô e ir para o Jardin du Luxembourg. Descendo na estação, ainda fizemos um bom trecho a pé pelas ruas do Vº arrondissement. Antes do jardim, uma parada do Panthéon. Essa igreja, concebida em 1764 por Luís XV em agradecimento a Sainte Genevière por sua recuperação de uma grave doença, foi concluída em 1789. Três anos depois ela foi dedicada à memória dos grandes nomes da Revolução. Sua fachada é inspirada no Panteon Romano e sua frente é muito bonita; seu pórtico tem 22 colunas.
   Chegamos no jardim e, em dois minutos, já descobrimos porque os parisienses gostam de morar nessa redondeza. Bonitas alamedas, várias esculturas, o jardim inglês com flores multicoloridas e o pomar com centenas de árvores diferentes dão charme ao lugar! Passamos pela Fontaine de Médicis, Grand Bassin, um lago octogonal e pelo Palais du Luxembourg que foi feito , na época, para que a viúva de Henrique IV se recordasse de sua cidade natal, Firenze, na Itália ( seu estilo é igual ao do palácio Pitti, em Florença). Hoje ele é sede do Senado mas, após ser palácio real, ele ainda serviu como prisão e, na 2ª guerra, como QG; com vários abrigos anti-aéreos construídos sob seus jardins.
   Notamos então que era hora de descansar! Uma bela jornada para um primeiro dia, não? De volta ao hotel coloquei minha roupa molhada atrás do frigobar e fui dormir...

   Não vou prometer que vou postar até o fim porque há uma grande possibilidade de eu não cumprir com a palavra...
   De qualquer forma, vou começar...
   Durante minha viagem pela Europa, resolvi escrever algumas coisas que vivi. Aos poucos estou passando para o computador (aos poucos mesmo!)
   Vou, portanto, transcrever meu dia-a-dia pra cá... por isso, não se ligue na data de postagem e sim na do próprio texto!
   Aperte os cintos! Boa, mas muito boa viagem !

Viramos fregueses da França !

Sim. É verdade que amei conhecer Paris. É verdade tb que amei conhecer Le Mont Saint Michel, Strasbourg e o Vale do Loire. Mas pera lá; não precisava dessa empatia toda para reconhecer que a França mereceu, e muito, a classificação em cima da seleção brasileira. Apática, antes tivesse uma convulção Ronaldística para tentar justificar o injustificável. Zidane segue sua carreira vitoriosa com excelentes recordações do Brasil... tem mais 2 jogos pela frente e o sonho de ser campeão - que para ele ainda não acabou.

quarta-feira, junho 28, 2006



OLHAR PRA TUDO E DIZER: "VALEU A PENA!"

Quero chegar lá na frente, viver muito, e em certo instante parar, eu quero olhar pra trás e ver tudo que construi através do amor, do trabalho honesto, da solidariedade, do perdão, da fraternidade, das lições retiradas dos meus erros mais profundos; ver o mundo por onde percorri e concluir que:

Valeu a pena o esforço, minha vida fez valer a pena, sem mim muita coisa seria diferente!

Frase da Terça :

" Mas se tem dúvida se amo, posso responder, AMO, do meu jeito, e sem palavras para representar o sentir, vivo. "

sábado, junho 24, 2006

Olá pessoas que amo!!!
Estou em clima de nostalgia ... vendo e revendo as fotos de minha última viagem uma centena de vezes ! Seguem algumas...
Ps: Vamos comigo na próxima ?
Ps 2: Por falar em fotos, lembro-me de alguém ter me dito que fotos eram legais... dão a sensação de que só temos momentos bons na vida. De fato não é muito comum tirarmos e guardarmos fotos de fatos que nos remetem à algo que n gostamos...
... para pensar....

bjk´s

Esse negócio de pôr do sol é bonito mesmo hein?? Vannes - Bretagne - França Posted by Picasa

A capacidade do homem surpreende nas adversidades ... Le Mont Saint Michel. I-m-p-r-e-s-s-i-o-n-a-n-t-e. Posted by Picasa

Dando uma conferida se a taça do Campeonato Europeu de 2006 ficou com o Barça mesmo... Posted by Picasa

O mundo é grande ... e vc pode viajar para perto ou longe... Posted by Picasa

Strasbourg. E a noite dá seu espetáculo ... Posted by Picasa

No jardim lá de casa... rs... - Palais de Versalles Posted by Picasa

Um pôr de sol é algo maravilhoso por si só... na cidade luz, é fenomenal ! Junho/06 Posted by Picasa

quarta-feira, junho 07, 2006

Longe de casa , há mais de uma semana ...

Olá pessoas queridas e curiosas !
Estou na França e resolvi entrar aqui rapidinho...
Vi os comentários da última frase e farei os meus ...rs...
Mas por enquanto quero apenas dizer que estou muito feliz com as novas coisas que estou vendo e vivendo !
Já são mais de 500 fotos... q talvez fale um pouco por mim!
Mas o que mais está me fascinando ? A riqueza que há nas diferenças...

Até mais!

quarta-feira, maio 17, 2006

Frase da quarta feira ...

Vou deixar uma frase para vocês não perderem o costume de lê-las. Ela merece uma discussão (pra variar) porque pode ser interpretada sob vários aspectos. Se você quiser deixar seu ponto de vista a partir de alguma interpretação fique a vontade. "Replicarei" se eu me sentir confortável para isso.
Aproveito ainda para dizer que viajarei logo logo e, possivelmente, os próximos posts serão sobre esse novo desafio. Aguardem!!


"Nenhuma pessoa é lugar de repouso" Nei Duclós



domingo, abril 16, 2006

Frase do Domingo....


"Quando penso que decorei todas as respostas, vem o destino e muda todas as perguntas..."

sábado, abril 08, 2006

Ainda na promessa do 2º texto sobre Vr, resolvi transcrever esse....
... de Martha Medeiros.


VELHOS AMIGOS, NOVOS AMIGOS

Quem é seu melhor amigo(a)? Deixe ver se adivinho: estuda na mesma escola ou cursinho, tem a mesma idade (talvez um ano a mais ou a menos), freqüenta o mesmo clube ou a mesma praia.
Se errei, foi por pouco. Não é vidência: minha melhor amiga também foi minha colega tanto na escola quanto na faculdade e nascemos no mesmo ano. São amizades extremamente salutares, pois podemos dividir com eles angústias e alegrias próprias do momento que se está vivendo. Mas fique esperto. Fechar a porta para pessoas diferentes de você é sinal de inteligência precária.
Durante a adolescência, é vital repartir nossas experiências com pessoas que pensem como nós e que tenham o mesmo pique: é importante sentir-se incluído num grupo, de pertencer a uma turma. Perde-se, no entanto, o convívio com pessoas de outras idades e de outros "planetas", que muito poderiam lapidar a nossa visão de mundo.
Entre iguais, tudo é igual. A vida ganha movimento é na diferença. Se você é rato de biblioteca, iria se divertir ouvindo as histórias contadas por um alpinista experiente.
Se você tem muita grana, ficaria surpreso em saber como dá duro o cara que trabalha de
dia para poder estudar à noite e o quanto ele precisa economizar para tomar dois chopes no sábado. Se você curte música, seria bacana conversar com quem curte teatro.
Se você é derrotista, seria uma boa bater um papo com quem já sofreu de verdade.
Você, que se acha uma velha aos 27 anos, iria se divertir muito com os relatos de uma cinqüentona irada. E você, beirando os 60, se surpreenderia com a maturidade de um garoto de 18.
Para os de meia-idade, nada melhor do que ter amigos nos dois extremos: da garotada que lhe arrasta para dançar até aqueles que estão numa marcha mais lenta, que já viveram de tudo e de tudo podem falar.
A cabeça da gente comporta rafting e música lírica, videoclipes e dança flamenca, ficar com alguém por uma noite e ficar para sempre.
É importante cultivar afinidades, mas as desafinações ensinam bastante. No mínimo, nos fazem dar boas risadas.
Vale amizade com executivo e com office-boy, com solteiros e casados, meninas e mulheraços, gente que torce por outro time e vota em outro partido.
Vale sempre que houver troca. Vale inclusive pai e mãe.
Martha Medeiros

sábado, abril 01, 2006

“Homo volta-redondensis”

“Até que o dia chegou.
Fé e fornalha aquecidas
Correu o aço na Terra
Do Eldorado das vidas.”
(ODE AOS CICLOPES*, Canto
III Waldyr Bedê)

* Ciclopes, que na mitologia greco-romana são os
operários das forjas de Vulcano, figuram no brasão do Município de Volta
Redonda, simbolizando os trabalhadores da cidade.


Hoje resolvi escrever sobre a história da minha cidade. Menos comprometedor e discutível mas não menos passional. A abordagem comportamental é inevitável. Farei em um segundo texto.
O estímulo para essa nova abordagem? Pois não:
Na segunda metade de março, passei cinco dias em outra unidade da empresa em que trabalho; na cidade do Rio de Janeiro. Durante a dinâmica da semana, interagi com dezenas de pessoas. Intensamente. Tratava-se de um workshop onde todos estavam, quase que full time, dedicados àquela tarefa. Não sei precisar ao certo, mas pouco tempo depois, o fato de eu ser do interior do Estado, mais precisamente da cidade de Volta Redonda, já era por todos conhecido e motivo de comentários diversos. Chacota, expressões, futebol, etc. Minha reação, abordando a violência e trânsito caótico daquela cidade fora inevitável. E a réplica das limitações de lazer e entretenimento de VR, também. Pensei em apelar porque eu era desafiada por pessoas que moravam, em sua maioria, na periferia da cidade maravilhosa que claramente não gozavam das vantagens por hora citadas. Sequer lembravam da última vez que passearam na Orla da Lagoa ou foram a um teatro (Até porque outras vidas não estavam em questão). Porém, a receptividade dessas pessoas aliada a minha vontade de estar ali para somar, me fizeram recuar nessa estratégia sórdida. Optei então por promover a minha cidade querida com seus números expressivos no tocante a pavimentação, saneamento básico e claro, meu querido Voltaço (que foi roubado mais uma vez, diga-se de passagem).
Sem surpresa alguma, isso me remeteu a uma reflexão posterior àquele workshop que era o marco de uma nova abordagem sistemática em busca da excelência de uma multinacional. E resolvi ler sobre a história dessa cidade que, há pouco mais de 60 anos, representou o marco para a Industrialização, na Era Vargas, para o Brasil.
A partir do próximo parágrafo, comentarei um pouco sobre o que encontrei. Limitarei-me a falar como foi a mudança de importância da minha querida cidade no contexto Brasil. Em um segundo texto, o qual farei com mais afinco, sobre seus agentes transformadores! Cidadãos provenientes de diversos cantos do país que ajudaram na instituição dessa cidade com sua força física e mental. Poucos números e muitas mudanças comportamentais. Quem sabe isso de origem a uma trilogia e eu ainda comente sobre a cidade pós-privatização da CSN. Isso requer futuras leituras. Enquanto isso, falemos dessa cidadezinha geograficamente pequena mas que tem em sua história grandes desafios e pessoas.

Desde o fim da Grande Guerra, o Brasil apresentava sucessivas marcas de superprodução de café – responsável por mais de 85% de nossa receita externa – mas os preços do nosso principal produto de exportação estavam em queda tanto em Londres como em Nova Iorque. Refém do imperialismo das grandes potências, sem recursos próprios para investir na indústria de base e tecnologia, estávamos condenados a uma economia primária de exportação em decadência.
Porém, com a imigração de pessoas que não eram agricultoras na sua terra natal, possuindo qualificação e algumas economias, começa-se a industrialização urbana, sobretudo em São Paulo e seus arredores (Bauru, Juiz de Fora, Barra Mansa, Valença, Caxias Do Sul, Uberaba, Sorocaba). Está criada, portanto, a burguesia nacional que financia esse começo de industrialização. Paralelamente, a construção de ferrovias e de pequenas usinas termo e hidroelétricas, linhas de transmissão de energia elétrica e dos sistemas de comunicação, implicavam a criação de grandes oficinas de manutenção, reparos e reformas de equipamentos. Junto a essas, aparecem as primeiras escolas profissionais voltadas para esses segmentos.
Como alavanca final , temos, ironicamente, a crise de 1929 que pega o Brasil no pico de sua produção cafeeira, com milhões de toneladas excedentes em estoque resultando no endividamento em massa de fazendeiros, falências de concordatas de bancos, atacadistas e empresas em razão de suas desaceleradas descapitalização.
O Brasil institui, então, um regime totalitário com intensa intervenção do Estado na busca da recuperação e desenvolvimento do país. Não vou me estender nesse assunto até por falta de conhecimento. Retenho-me apenas na orientação do governo da época, liderado por Getúlio: implantar a indústria de base como ponto de partida para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.
Tomada a decisão, listemos as dificuldades visíveis ( dispensando qualquer brainstorming):
· Deficiência dos transportes;
· Falta de capital para bancar a implantar uma siderúrgica de grande porte;
· Falta de know how ;
· Falta de tecnologia.

Para começar a resolver essa listinha de problemas, foram criados novos institutos de aposentadoria e pensão. Com isso, foi possível recolher um montante que constituiu o capital inicial da Companhia Siderúrgica Nacional, criada em 9 de abril de 1941.
Restava, ainda, a parte mais difícil: transferência de tecnologia e aparelhagem – ações que demandavam financiamento externo.
Getúlio Vargas começa, então, a negociar com o governo alemão. Negociação esta que fica, com a eclosão da Segunda Guerra Mundial e o conseqüente bloqueio no Atlântico pela Inglaterra, inviável. Entretanto, a emergência dos interesses militares dos EUA possibilita um desfecho favorável de uma segunda negociação. Bases militares americanas em Recife, Natal e Fernando de Noronha, equipamentos americanos na primeira siderúrgica nacional. Nasce Volta Redonda.

Graças a influência política do genro de Getúlio Vargas, funcionário público do Estado do Rio de Janeiro, Volta Redonda, o 8º Distrito do Município de Barra Mansa, é escolhida para abrigar a futura Usina de Aço da Companhia Siderúrgica Nacional. Trata-se de uma escolha política, contrariando conveniências técnicas (proximidade das fontes de matéria prima ou um porto marítimo) mas possuindo eletricidade e água em abundância.
Então, o ponto no mapa do Estado do Rio de Janeiro, tão importante para a vida econômica, social e tecnológica do Brasil quanto qualquer outro vilarejo tornar-se-ia em 1941 o “marco da civilização brasileira (...) um exemplo tão convincente que afastará todas as dúvidas e apreensões acerca do seu futuro, instituindo no Brasil um novo padrão de vida e um novo futuro, digno de suas possibilidades”. (Declaração de G. Vargas a revista EM GUARDA, nº 3 – Ano III)

1941 - Vista aérea do local exato onde seria construída a CSN Posted by Picasa

terça-feira, março 28, 2006

domingo, março 26, 2006

Frase do domingo:

"O que escrevi não é nada....O que desejei é tudo"

domingo, março 19, 2006

A PRAGA

Ninguém sabe ao certo como se entenderam, mas se entenderam. E a primeira coisa que o índio deu a Colombo foi um tomate. Era o primeiro encontro, na primeira ilha, no primeiro dia, e o próprio sol parecia ter chegado mais perto para não perder a cena. Fazia calor e o tomate brilhava ao sol como uma maça dourada.
- Um pomo d´oro ! - exclamou Colombo.
- Um tomate - explicou o índio. - Para a salada. Para o molho.
- Finalmente algo para por fim à brancura do espaguete - disse Colombo emocionado. Marco Pólo só descobriu a massa. Eu descobri a macarronada.
E Colombo aceitou o tomate e deu em troca uma miçanga.
O índio deu uma batata a Colombo que a olhou com desprezo. Mas o índio descreveu (com mímica, a linguagem mágica dos encontros místicos) sua importância para história ocidental, desde a alimentação das massas camponesas da Europa até noisette, ou fritas com um Big Mac. E Colombo a aceitou e deu em troca um espelhinho.
E o índio deu a Colombo o fruto do cacaueiro e falou no que o chocolate significaria para o mundo, em especial para a Bahia e a Suiça, e nas delícias do bombom por vir. E Colombo guardou o cacau na algibeira e deu em troca um vintém.
E o índio deu a Colombo uma folha de tabaco e falou nos prazeres do fumo, e de como ele afetaria os hábitos civilizados. E se quisessem algo mais forte, tinham uma planta que dava coca, e um barato muito maior. E tudo isso Colombo aceitou ejm troca de contas. E mais uma espiga de milho. E mais um papagaio. Até que, com a algibeira cheia, Colombo disse:
- Chega de miudezas. Agora eu quero ouro.
- O quê?
-Ouro. Isso que você tem no nariz.
- E o que você me dá em troca ? - perguntou o índio antevendo algo espetacular como uma luneta. Mas Colombo apontou uma pistola para a cabeça do índio e disse "Isto". E disparou. Depois, mandou seus homens recolherem todo o ouro da ilha, nem que precisassem arrancar narizes.
No chão, antes de morrer, o índio amaldiçoou Colombo e praguejou. Que a batata tornasse sua raça obesa, que o chocolate enchesse suas artérias de colesterol, que o fumo lhe desse câncer, a cocaína o corrompesse e o ouro destruísse sua alma. E que o tomate - desejou o índio em seu último suspiro - se transformasse em catchup.
E assim aconteceu.

domingo, março 12, 2006

Tomada da galera no Carnaval ...

Hoje tem festa oxente uai
Vem com a gente que um mar de gente vai
Axé Brasil axé Minas Gerais Posted by Picasa

sexta-feira, março 10, 2006



"Todo brasileiro é um pouco rubro-negro. A alegria rubro-negra não se parece com nenhuma outra. Não sei se é mais funda ou mais dilacerada, ou mais santa, só sei que é diferente".

Nélson Rodrigues (tricolor)

sábado, fevereiro 25, 2006

Indo para o Carnaval...
...até a quarta-feira de cinzas!

domingo, fevereiro 12, 2006

      Frase do domingo:


"Põe amor em tudo o que fazes e as coisas terão sentido, retira delas o amor e elas tornar-se-ão vazias..." Sto. Agostinho


ps: Será possível?

      NOSSA MARCA NO MUNDO

   Temos sociedade organizadas em diferentes instituições, leis e normas morais estabelecidas, programas de ensino e produção já implantados, religiões e credos estruturados. Enfim, um mundo pronto para uso e consumo.
   MAS SERÁ QUE ISSO NOS DISPENSA DE PENSAR E CONHECER, ENTENDENDO E TRANSFORMANDO A REALIDADE ????
   Penso que NÃO. Se apenas usarmos o já pensado e definido, estamos aceitando um mundo de " segunda mão " , o mundo dos outros.
   Nossas vidas se consistirão na aceitação passiva de explicações já prontas, ofertadas pelas várias ideologias do meio social. Se apenas aceitamos as fórmulas prontas, estamos nos alienando e dando aos outros o direito de pensar por nós. Ao nos acomodarmos e reproduzirmos o que nos mandam, estamos nos adaptando, admitindo o já pronto como o melhor possível e renunciando à nossa capacidade de transformação.
   A indiferença perante o processo do mundo equivale à ignorância. Do ignorante e do indiferente, os "senhores da verdade" esperam apenas que sejam como o porco, a hiena e o canguru: um come, bebe e dorme; o outro sorri afavelmente na sociedade; e o terceiro junta as mãos em súplica...

E aí? Vc é o porco, a hiena ou o canguru? Hora de protagonizar sua história... Posted by Picasa