domingo, abril 16, 2006

Frase do Domingo....


"Quando penso que decorei todas as respostas, vem o destino e muda todas as perguntas..."

sábado, abril 08, 2006

Ainda na promessa do 2º texto sobre Vr, resolvi transcrever esse....
... de Martha Medeiros.


VELHOS AMIGOS, NOVOS AMIGOS

Quem é seu melhor amigo(a)? Deixe ver se adivinho: estuda na mesma escola ou cursinho, tem a mesma idade (talvez um ano a mais ou a menos), freqüenta o mesmo clube ou a mesma praia.
Se errei, foi por pouco. Não é vidência: minha melhor amiga também foi minha colega tanto na escola quanto na faculdade e nascemos no mesmo ano. São amizades extremamente salutares, pois podemos dividir com eles angústias e alegrias próprias do momento que se está vivendo. Mas fique esperto. Fechar a porta para pessoas diferentes de você é sinal de inteligência precária.
Durante a adolescência, é vital repartir nossas experiências com pessoas que pensem como nós e que tenham o mesmo pique: é importante sentir-se incluído num grupo, de pertencer a uma turma. Perde-se, no entanto, o convívio com pessoas de outras idades e de outros "planetas", que muito poderiam lapidar a nossa visão de mundo.
Entre iguais, tudo é igual. A vida ganha movimento é na diferença. Se você é rato de biblioteca, iria se divertir ouvindo as histórias contadas por um alpinista experiente.
Se você tem muita grana, ficaria surpreso em saber como dá duro o cara que trabalha de
dia para poder estudar à noite e o quanto ele precisa economizar para tomar dois chopes no sábado. Se você curte música, seria bacana conversar com quem curte teatro.
Se você é derrotista, seria uma boa bater um papo com quem já sofreu de verdade.
Você, que se acha uma velha aos 27 anos, iria se divertir muito com os relatos de uma cinqüentona irada. E você, beirando os 60, se surpreenderia com a maturidade de um garoto de 18.
Para os de meia-idade, nada melhor do que ter amigos nos dois extremos: da garotada que lhe arrasta para dançar até aqueles que estão numa marcha mais lenta, que já viveram de tudo e de tudo podem falar.
A cabeça da gente comporta rafting e música lírica, videoclipes e dança flamenca, ficar com alguém por uma noite e ficar para sempre.
É importante cultivar afinidades, mas as desafinações ensinam bastante. No mínimo, nos fazem dar boas risadas.
Vale amizade com executivo e com office-boy, com solteiros e casados, meninas e mulheraços, gente que torce por outro time e vota em outro partido.
Vale sempre que houver troca. Vale inclusive pai e mãe.
Martha Medeiros

sábado, abril 01, 2006

“Homo volta-redondensis”

“Até que o dia chegou.
Fé e fornalha aquecidas
Correu o aço na Terra
Do Eldorado das vidas.”
(ODE AOS CICLOPES*, Canto
III Waldyr Bedê)

* Ciclopes, que na mitologia greco-romana são os
operários das forjas de Vulcano, figuram no brasão do Município de Volta
Redonda, simbolizando os trabalhadores da cidade.


Hoje resolvi escrever sobre a história da minha cidade. Menos comprometedor e discutível mas não menos passional. A abordagem comportamental é inevitável. Farei em um segundo texto.
O estímulo para essa nova abordagem? Pois não:
Na segunda metade de março, passei cinco dias em outra unidade da empresa em que trabalho; na cidade do Rio de Janeiro. Durante a dinâmica da semana, interagi com dezenas de pessoas. Intensamente. Tratava-se de um workshop onde todos estavam, quase que full time, dedicados àquela tarefa. Não sei precisar ao certo, mas pouco tempo depois, o fato de eu ser do interior do Estado, mais precisamente da cidade de Volta Redonda, já era por todos conhecido e motivo de comentários diversos. Chacota, expressões, futebol, etc. Minha reação, abordando a violência e trânsito caótico daquela cidade fora inevitável. E a réplica das limitações de lazer e entretenimento de VR, também. Pensei em apelar porque eu era desafiada por pessoas que moravam, em sua maioria, na periferia da cidade maravilhosa que claramente não gozavam das vantagens por hora citadas. Sequer lembravam da última vez que passearam na Orla da Lagoa ou foram a um teatro (Até porque outras vidas não estavam em questão). Porém, a receptividade dessas pessoas aliada a minha vontade de estar ali para somar, me fizeram recuar nessa estratégia sórdida. Optei então por promover a minha cidade querida com seus números expressivos no tocante a pavimentação, saneamento básico e claro, meu querido Voltaço (que foi roubado mais uma vez, diga-se de passagem).
Sem surpresa alguma, isso me remeteu a uma reflexão posterior àquele workshop que era o marco de uma nova abordagem sistemática em busca da excelência de uma multinacional. E resolvi ler sobre a história dessa cidade que, há pouco mais de 60 anos, representou o marco para a Industrialização, na Era Vargas, para o Brasil.
A partir do próximo parágrafo, comentarei um pouco sobre o que encontrei. Limitarei-me a falar como foi a mudança de importância da minha querida cidade no contexto Brasil. Em um segundo texto, o qual farei com mais afinco, sobre seus agentes transformadores! Cidadãos provenientes de diversos cantos do país que ajudaram na instituição dessa cidade com sua força física e mental. Poucos números e muitas mudanças comportamentais. Quem sabe isso de origem a uma trilogia e eu ainda comente sobre a cidade pós-privatização da CSN. Isso requer futuras leituras. Enquanto isso, falemos dessa cidadezinha geograficamente pequena mas que tem em sua história grandes desafios e pessoas.

Desde o fim da Grande Guerra, o Brasil apresentava sucessivas marcas de superprodução de café – responsável por mais de 85% de nossa receita externa – mas os preços do nosso principal produto de exportação estavam em queda tanto em Londres como em Nova Iorque. Refém do imperialismo das grandes potências, sem recursos próprios para investir na indústria de base e tecnologia, estávamos condenados a uma economia primária de exportação em decadência.
Porém, com a imigração de pessoas que não eram agricultoras na sua terra natal, possuindo qualificação e algumas economias, começa-se a industrialização urbana, sobretudo em São Paulo e seus arredores (Bauru, Juiz de Fora, Barra Mansa, Valença, Caxias Do Sul, Uberaba, Sorocaba). Está criada, portanto, a burguesia nacional que financia esse começo de industrialização. Paralelamente, a construção de ferrovias e de pequenas usinas termo e hidroelétricas, linhas de transmissão de energia elétrica e dos sistemas de comunicação, implicavam a criação de grandes oficinas de manutenção, reparos e reformas de equipamentos. Junto a essas, aparecem as primeiras escolas profissionais voltadas para esses segmentos.
Como alavanca final , temos, ironicamente, a crise de 1929 que pega o Brasil no pico de sua produção cafeeira, com milhões de toneladas excedentes em estoque resultando no endividamento em massa de fazendeiros, falências de concordatas de bancos, atacadistas e empresas em razão de suas desaceleradas descapitalização.
O Brasil institui, então, um regime totalitário com intensa intervenção do Estado na busca da recuperação e desenvolvimento do país. Não vou me estender nesse assunto até por falta de conhecimento. Retenho-me apenas na orientação do governo da época, liderado por Getúlio: implantar a indústria de base como ponto de partida para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.
Tomada a decisão, listemos as dificuldades visíveis ( dispensando qualquer brainstorming):
· Deficiência dos transportes;
· Falta de capital para bancar a implantar uma siderúrgica de grande porte;
· Falta de know how ;
· Falta de tecnologia.

Para começar a resolver essa listinha de problemas, foram criados novos institutos de aposentadoria e pensão. Com isso, foi possível recolher um montante que constituiu o capital inicial da Companhia Siderúrgica Nacional, criada em 9 de abril de 1941.
Restava, ainda, a parte mais difícil: transferência de tecnologia e aparelhagem – ações que demandavam financiamento externo.
Getúlio Vargas começa, então, a negociar com o governo alemão. Negociação esta que fica, com a eclosão da Segunda Guerra Mundial e o conseqüente bloqueio no Atlântico pela Inglaterra, inviável. Entretanto, a emergência dos interesses militares dos EUA possibilita um desfecho favorável de uma segunda negociação. Bases militares americanas em Recife, Natal e Fernando de Noronha, equipamentos americanos na primeira siderúrgica nacional. Nasce Volta Redonda.

Graças a influência política do genro de Getúlio Vargas, funcionário público do Estado do Rio de Janeiro, Volta Redonda, o 8º Distrito do Município de Barra Mansa, é escolhida para abrigar a futura Usina de Aço da Companhia Siderúrgica Nacional. Trata-se de uma escolha política, contrariando conveniências técnicas (proximidade das fontes de matéria prima ou um porto marítimo) mas possuindo eletricidade e água em abundância.
Então, o ponto no mapa do Estado do Rio de Janeiro, tão importante para a vida econômica, social e tecnológica do Brasil quanto qualquer outro vilarejo tornar-se-ia em 1941 o “marco da civilização brasileira (...) um exemplo tão convincente que afastará todas as dúvidas e apreensões acerca do seu futuro, instituindo no Brasil um novo padrão de vida e um novo futuro, digno de suas possibilidades”. (Declaração de G. Vargas a revista EM GUARDA, nº 3 – Ano III)

1941 - Vista aérea do local exato onde seria construída a CSN Posted by Picasa

terça-feira, março 28, 2006

domingo, março 26, 2006

Frase do domingo:

"O que escrevi não é nada....O que desejei é tudo"

domingo, março 19, 2006

A PRAGA

Ninguém sabe ao certo como se entenderam, mas se entenderam. E a primeira coisa que o índio deu a Colombo foi um tomate. Era o primeiro encontro, na primeira ilha, no primeiro dia, e o próprio sol parecia ter chegado mais perto para não perder a cena. Fazia calor e o tomate brilhava ao sol como uma maça dourada.
- Um pomo d´oro ! - exclamou Colombo.
- Um tomate - explicou o índio. - Para a salada. Para o molho.
- Finalmente algo para por fim à brancura do espaguete - disse Colombo emocionado. Marco Pólo só descobriu a massa. Eu descobri a macarronada.
E Colombo aceitou o tomate e deu em troca uma miçanga.
O índio deu uma batata a Colombo que a olhou com desprezo. Mas o índio descreveu (com mímica, a linguagem mágica dos encontros místicos) sua importância para história ocidental, desde a alimentação das massas camponesas da Europa até noisette, ou fritas com um Big Mac. E Colombo a aceitou e deu em troca um espelhinho.
E o índio deu a Colombo o fruto do cacaueiro e falou no que o chocolate significaria para o mundo, em especial para a Bahia e a Suiça, e nas delícias do bombom por vir. E Colombo guardou o cacau na algibeira e deu em troca um vintém.
E o índio deu a Colombo uma folha de tabaco e falou nos prazeres do fumo, e de como ele afetaria os hábitos civilizados. E se quisessem algo mais forte, tinham uma planta que dava coca, e um barato muito maior. E tudo isso Colombo aceitou ejm troca de contas. E mais uma espiga de milho. E mais um papagaio. Até que, com a algibeira cheia, Colombo disse:
- Chega de miudezas. Agora eu quero ouro.
- O quê?
-Ouro. Isso que você tem no nariz.
- E o que você me dá em troca ? - perguntou o índio antevendo algo espetacular como uma luneta. Mas Colombo apontou uma pistola para a cabeça do índio e disse "Isto". E disparou. Depois, mandou seus homens recolherem todo o ouro da ilha, nem que precisassem arrancar narizes.
No chão, antes de morrer, o índio amaldiçoou Colombo e praguejou. Que a batata tornasse sua raça obesa, que o chocolate enchesse suas artérias de colesterol, que o fumo lhe desse câncer, a cocaína o corrompesse e o ouro destruísse sua alma. E que o tomate - desejou o índio em seu último suspiro - se transformasse em catchup.
E assim aconteceu.

domingo, março 12, 2006

Tomada da galera no Carnaval ...

Hoje tem festa oxente uai
Vem com a gente que um mar de gente vai
Axé Brasil axé Minas Gerais Posted by Picasa

sexta-feira, março 10, 2006



"Todo brasileiro é um pouco rubro-negro. A alegria rubro-negra não se parece com nenhuma outra. Não sei se é mais funda ou mais dilacerada, ou mais santa, só sei que é diferente".

Nélson Rodrigues (tricolor)

sábado, fevereiro 25, 2006

Indo para o Carnaval...
...até a quarta-feira de cinzas!

domingo, fevereiro 12, 2006

      Frase do domingo:


"Põe amor em tudo o que fazes e as coisas terão sentido, retira delas o amor e elas tornar-se-ão vazias..." Sto. Agostinho


ps: Será possível?

      NOSSA MARCA NO MUNDO

   Temos sociedade organizadas em diferentes instituições, leis e normas morais estabelecidas, programas de ensino e produção já implantados, religiões e credos estruturados. Enfim, um mundo pronto para uso e consumo.
   MAS SERÁ QUE ISSO NOS DISPENSA DE PENSAR E CONHECER, ENTENDENDO E TRANSFORMANDO A REALIDADE ????
   Penso que NÃO. Se apenas usarmos o já pensado e definido, estamos aceitando um mundo de " segunda mão " , o mundo dos outros.
   Nossas vidas se consistirão na aceitação passiva de explicações já prontas, ofertadas pelas várias ideologias do meio social. Se apenas aceitamos as fórmulas prontas, estamos nos alienando e dando aos outros o direito de pensar por nós. Ao nos acomodarmos e reproduzirmos o que nos mandam, estamos nos adaptando, admitindo o já pronto como o melhor possível e renunciando à nossa capacidade de transformação.
   A indiferença perante o processo do mundo equivale à ignorância. Do ignorante e do indiferente, os "senhores da verdade" esperam apenas que sejam como o porco, a hiena e o canguru: um come, bebe e dorme; o outro sorri afavelmente na sociedade; e o terceiro junta as mãos em súplica...

E aí? Vc é o porco, a hiena ou o canguru? Hora de protagonizar sua história... Posted by Picasa

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Bloguinho!!! Tudo bem que quase ninguém te conhece... mas acabo de ganhar um presente por causa de você! Lembra do post sobre os sapinhos de meu Brasil, brasileiro?? Pois é... ganhei um sapinho lindo, lindo, lindo que agora mora em Resende comigo...
A Flavinha disse para eu beijá-lo ... para ver se vira príncipe.
Será???

Obs: Estou me convencendo que existem uns poucos príncipes sim! Isso não é o máximo?

domingo, janeiro 22, 2006

Amar - O verbo da vida... Posted by Picasa


Eros e Psiquê.

Para Filosofar...

O tema de hoje, nas filosofadas de domingo que insistem em acontecer em minha mente, é :

AMAR, o verbo da vida


Se você prestar atenção, não é a primeira vez que falo sobre. E pode ter certeza que não será a última. Talvez seja normal ocuparmos nossa mente com assuntos que não dominamos... deve ser por nossa mania humana de querer saber sempre mais...rs... enfim, comecemos com alguns dizeres de pessoas infinitamente mais sábias que eu!

" Mundo! Que és tu para um coração sem amor?" - Goethe


" Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura" - Guimarães Rosa (ops...passivo de discussão)

Bem, pensei em começar definindo o que é o amor...mas percebi que, no máximo, sou capaz de relativá-lo com outros sentimentos... tipo: mais que paixão.
Depois pensei em dividí-lo em tipos. E acho que há uma certa coerência nisso : Amor Erótico e Amor Fraterno. Mas acho que o nome já define suficientemente suas diferenças.
Achei então o ponto que me estimulou a pensar mais: O MICROCOSMO DO AMOR - A RELAÇÃO HOMEM- MULHER !! Hahaha bonito nome né? Vejamos...
Em tudo o que se observa na natureza, percebem-se as forças de atração e repulsão. No átomo, por exemplo, a força de atração o mantém em permanente movimento em direção a outro átomo, na busca eterna de novas combinações moleculares.
Nas plantas, a força atrativa explode nas cores e pergumes das flores, preparando-se para a geração dos frutos e sementes.
Entre os animais, essa força se expressa em rituais, danças e disputas que culminam no acasalamento. No animal, a função sexual é instintiva; no homem, se transforma em erotismo. Existe um filme, o qual eu nunca vi, que dizem contextualizar bem isso. CHama-se " A guerra do Fogo". Em determinado momento, o hominídeo, que tomava sua fêmea ainda em um ritual animal, é surpreendido por ela que gira, coloca-se em uma nova posição, face a face com seu parceiro, fitando-o nos olhos. No filme, esse gesto simboliza o primeiro passo para a humanização da relação homem- mulher. Representa o abandono da genitalidade, do puro instinto, e o início da sexualidade erótica. A mulher, com esse gesto, posiciona-se como igual ao homem; são parceiros, companheiros que se enrquecem no convívio mútuo: igualdade humana e diferença de sexos.
Hum... o link que eu precisava para falar de algo que gosto muito: A relação homem e mulher nos tempos atuais! Com essa nova ordem mundial de igualdade e etc...

A beleza da relação está no encontro de seres autônomos e independentes em que não há superior e inferior. Muitos homens apegam-se de tal forma as mulheres, e vice-versa, que acabam criando relações imaturas, em que a necessidade e a dependência fragilizam a união. Um procura no outro o que lhe falta ou o que gostaria de ser, em detrimento do desenvolvimento máximo das próprias potencialidades. O amor é, então, reduzido a "ser complementar" quando sua possibilidade é "ser suplementar".
Aqui vai o texto inspiração dessa "filosofia" extraído do livro Utopia e paixão
de Roberto Freire e Fausto Brito.

"É dos mais neuróticos e parasitários o amor que leva uma pessoa a achar a outra um pedaço de si mesma. (...)
   O saudável, nas relações amorosas, seria, primeiro, que as pessoas já tivessem conseguido crescer até o tamanho total de si própria. Depois, aprendesse a viver por si mesma e de si mesma. Só então acasalasse com alguém que tivesse tido igual desenvolvimento e soubesse viver de si mesma também. Assim, inteiros e juntos, começariam a viver sensações inéditas, extraordinárias, impossíveis de se viver sozinho e que não existem em nós nem sequer em semente. É o amor suplementar de que falamos. Nesse ponto, é bom proclamar o que se constitui em nossa ética fundamental: o amor não deve servir para coisa alguma, a não ser apenas para se amar.
      Quando, por uma razão qualquer, a relação amorosa se desfaz, o que se desfaz de fato é só a relação amorosa e não as vidas e a integridade de cada um. E o que se tem observado é que, por mais denso que tenha sido o amor, quando ele se desfaz nas relações sadias (suplementares), surgem logo novos encontros, novos namoros e seduções; o amor pode se refazer. É outro, original, porém com intensidade e qualidade semelhante ao anterior."

   Apesar de o amor ser uma relação entre iguais, culturalmente tem-se manifestado quase sempre como dependência e dominação. A origem de tudo isso está na luta da sobrevivência desde os primeiros tempos. Fisicamente mais forte, o homem caçava, pescava, defendia seu grupo de perigos naturais. A gravidez e o cuidado com os filhos além da própria constituição física mais delicada, limitava a mulher.
   Porém, a história mostra que, na ausência do homem, nas guerras, por exemplo, a mulher sempre teve um desempenho ativo, cuidado da lavoura, filhos e protegendo a casa.
   Após séculos de dominação, a mulher passou a lutar com maior afinco para conquistar uma posição de igualdade com os homens, na sociedade, onde era vista como imatura e inferior. ENTRETANTO, as mulheres lutavam com as armas e ideais masculinos, sem perceber um direito maior: o de ter a sua própria visão de mundo. Ao lutar com as armas masculinas, a mulher passou a ser um "homem inferior".
   Hoje, a mulher percebe que a sociedade ficou aleijada porque ignorou a perspectiva das mulheres. Sentem-se agora no dever de tornar mais sensíveis as instiuições, a ciência, a política, enfim, toda convivência humana. Assume seu papel, não de "homem de saias", mas de verdadeira mulher: com direitos iguais aos do homem, como ser humano livre e diferente, como parceria. Após décadas de luta, já não se quer apenas a igualdade, mas também a diferença, porque só a diferença dá encanto às relações - só ela é erótica e criativa.
   Homem e mulher defrontam-se com o desafio de equilibrar os aspectos masculinos e femininos de suas personalidades. O equilíbrio é precário e não há fórmulas prontas para garantí-lo. Em cada contexto, em cada momento, em cada casal, cumpre inventá-lo - seria esse o papel do erotismo??
   Essa relação é difícil: se por um lado o machismo com a total submissão da mulher, impede uma relação autêntica, por outro, o conflito dos papéis sexuais e sociais onde a mulher se insere nas mais variadas funções, gerou um clima de competição com os homens que passaram a vê-las como rivais.
   Homens e mulheres ficaram extremamente exigentes uns com os outros. Querem dos companheiros novos papéis e modos de ser, aos quais ainda não estão adaptados culturalmente. Por exemplo: a mulher espera que o homem seja, ao mesmo tempo, provedor, amigo, amante; que seja sensível, terno com ela e seus filhos, bem-sucedido e agressivo na lura pela vida. Por sua vez, o homem espera que a mulher divida com ele as responsabilidades econômicas da família, ao mesmo tempo que sonha com uma parceira disponível, submissa, amante fogosa e esposa recatada.
   A ascensão da mulher como ser autônomo confundiu o homem provocando insegurança na identidade masculina: estava acostumado ao poder e à hegemonia, e de repente é solicitado a dividi-los com a mulher. Esta, acostumada à submissão, agora é obrigada a competir na luta pela sobrevivência.


E aí, vai encarar?

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Para filosofar - Cordi, Santos, Bório et. al. - Ed. Scipione
Utopia e Paixão - Roberto Freire e Fausto Brito

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Feliz 2006


Olha! Evoluções!!! Não faz muito tempo que eu postei minha última filosofada! Hahaha Aproveito para agradecer a todos! Foram muitas manifestações de carinho e bons desejos no meu aniversário! (Nada como um orkut para avisar!!!!)
Bem, meu aniversário foi P-e-r-f-e-i-t-o! Comecei o dia em Volta Redonda, minha cidade querida e recebi o primeiro " Feliz Aniversário" do Ricardo. Logo depois, Vera, minha mãe e meu pai (com um empurrãozinho de mama... rs...) . Tomei um banho, café, passei na Lou e fui para o Aeroporto. As seis da matina já estávamos no terminal despachando as malas. Não foi difícil encontrar Talita. Enrolamos um pouquinho e embarcamos 7:25h.
Sim, a comida do avião continua intragável. E o guaraná ainda é Kuat. Não iria ser tudo perfeito mesmo...
Distraí-me com O Globo, Ícaro e o filme The Good Woman nas quase três horas de vôo. Tudo correu muito bem! Chegando no aeroporto de Bs As, fomos atendidas por um Sr. muito simpático (releia com ironia). Sim, precisávamos testar o humor da Talita já no início! Hihihi.
No caminho para o hotel já foi possível perceber algumas características da cidade: carros antigos, avenidas largas, ruas estreitas, monumentos para todos os acontecimentos e muitos, muitos táxis. Estou falando de 40000. Nossos bolsos agradecem!
¡ Hola ! ¿Que tal ? Foram os 1º cumprimentos do simpático "Chico" da recepção. Muito bem Juan! Conversando com ele descobri que seu aniversário tinha sido naquela semana. Parabéns pra você também viu? (ele me confessou seu trauma de infância, qdo também ganhava só um presente de aniversário! Hahaha muito bom!)
Subimos para o quarto, trocamos de roupa e já para a rua! Começamos pela calle Florida onde fomos convidadas a comprar roupas de couro por uma dezena de pessoas! Trocamos nosso $$ para pesos e fomos andar a toa . Acatando a sugestão do Fadul e da Revista Boa Viagem ® fomos a Galeria Pacífico e tomamos o sorvete de dulche de leche granizado Freddo. Putz, não gostei! Muuuuuuuuito doce. Andando mais um pouco, chegamos a Casa Rosada. Pausa para fotos. Logo depois, La Imprensa. As pixações passam a chamar atenção. Todas são manifestações políticas. Voltamos para o Hotel para tomar banho e ligar para o Brasil. Minha mãe me disse que várias pessoas me ligaram e que ela não agüentava mais anotar! Que fofa! Aproveitei e entrei no orkut para ler um pouco das mensagens que postaram pra mim.
Conversando no hall do hotel, resolvemos ir a um Show de Tango! (afinal, ir a Bs As e não assistir um tango é quase um crime!) Compramos o show + jantar + transporte. Tomamos banho e 8 horas já estávamos prontas para o espetáculo. Chegamos lá e ficamos na 1ª fileira! O maître perguntou se importávamos em dividir a mesa. Claro que não! Sentamos com 3 chilenas muito legais!!! Maria Izabel, Bárbara e Lucita são de Santiago e tinham chegado naquele mesmo dia. Quando souberam que era meu aniversário, começaram a cantar em castelhano com direito à vela da mesa! Umas fofas!!! Eis que o show começa e a vibração dessas chicas contagia! - Bravo! Bravo! - gritava Maria com entusiasmo. Fim do show. Hora de ir embora. Fora um dia maravilhoso.
Segundo dia. Acordamos bem cedo para tomar café e fazer o city tour. Obelisco, Catedral, Casa Rosada, Plaza de Mayo, A flor ,La Bombonera, Caminito, Puerto Madero, Cemitério da Recoleta… de volta ao centro, resolvemos fazer umas comprinhas para presentear pai, mãe e irmãs. Achamos uma galeria em uma transversal da calle Florida onde tinha muita coisa legal com preços ótimos! Compramos ainda os tradicionais alfajores de dulche de leche. Encontramos novamente as chilenas e combinamos de sair para bailar às 23:30h. Chegamos ao hotel e fomos descansar meia hora para tomar banho e sair novamente porque tínhamos o encontro do orkut na praça San Martin às 22h. É sério! As pessoas da comunidade do réveillon em Bs As marcaram esse encontro e lá estávamos em 20 pessoas de todo o Brasil! Após várias discussões de o que fazer na virada, decidimos que passaríamos em um albergue onde alguns deles estavam hospedados. Lá haveria DJ e ceia. Em seguida iríamos para a Opera Bay dependendo do preço. Após resolvermos, decidimos sair junto naquele dia também. Na verdade foi um pouco pra cada lado porque uns queriam ir a Pubs, outros em boate... Como eu fui ao hotel buscar as chilenas e elas queriam "bailar", fui com a galera da segunda opção. Decidimos por Recoleta (baixo Gávea... hahahah) e entramos em um lugar que se chamava Barneys. Tiramos onda porque éramos 10 e negociamos para 8 pagarem com direito a um trago para cada (trago = drink). Chegando lá... éramos os únicos 10 !!! hauhauah Ficamos mais um tempo e resolvemos ir embora quando éramos 18 (!). No caminho para pegar o táxi, passamos pela entrada do Loco Del Futibol e resolvemos olhar na porta. Para nossa surpresa tocava: "Segura o tchan, amarra o tchan, segura o tchan, tchan, tchan tchan tchan !" Não resisti e quis entrar. Talita relutou um pouco, mas convenci com um " ah, só um pouquinho". Disse para o cara da porta que eu tinha uns amigos brasileiros que estavam lá dentro e perguntei se eu poderia dar uma olhada para confirmar se ainda estavam por lá. Ele deixou! (fiquei malandra rapidinho...) Não é que 4 pessoas do orkontro estavam mesmo??? Hahah ficamos na mesa deles até às 2h da manhã...
Terceiro dia. 31 de dezembro. Eu e Talita resolvemos conhecer Palermo. É a área verde de Buenos Aires. Porém, como era véspera de feriado, os Jardins Botânico e Japonês estavam fechados. O zôo também. Ficamos então na parte aberta. Sentamos embaixo de uma árvore e conversamos durante horas. Voltamos a andar e descobrimos uma loja de roupas super baratinhas! Comprei duas saias lindas!!! Mais uma vez pegamos um táxi e fomos para o hotel. Enchi a banheira e fiquei lá... achando que era meu "dia de princesa"! A mamata acabou cedo porque tínhamos que sair às 21:30h porque os táxis paravam. As meninas do 615 (que conhecemos no aeroporto) ligaram para saírem conosco. Claro! Mais gente, mais animação! Pegamos um táxi da Av. Córdoba e pedimos para nos deixar na Milhouse. - ¿Como? - perguntou o taxista. M-I-L-H-O-U-S-E. Tatiane tinha dito que era super famoso...todo mundo sabia onde ficava e eu não tinha endereço! Rodamos 1h e o taxista já estava nervoso! (nós também) Decidimos voltar para Puerto Madero, onde já tínhamos passado para procurar o albergue. Para nossa surpresa, andando um pouco mais, encontramos muita gente reunida na frente da Ponte da Mulher. A todo momento chegavam mais e mais pessoas! Como não tínhamos ceia, compramos cheetos e Sprite em um quiosque e esperamos ansiosas pelos fogos (sem saber se os mesmos existiam!!!) Um pouco antes da meia noite chegam Cris e Taíssa que também conhecemos em Bs As. Cariocas muito gente boa!!!
10...9...8...7...6...5...4...3...2...1 ... Feliz Ano Novo!!! Literalmente nessa língua! Éramos muitos brasileiros!!! Abrimos a champagne quente e nos abraçamos... ah, tinha fogos sim!!!! :P
Resolvemos atravessar a ponte porque ouvíamos música do outro lado. Tinha um restaurante que a pista de dança era do lado de fora. Then... emburacamos nessa e fomos dançar música Argentina!! Uns argentinos nos chamaram para bailar e eu e Taíssa fomos! Rimos um bocado! Duas da matina resolvemos ir andando para a Ópera Bay. No caminho, 3 irlandeses começaram a brincar conosco e Cris acabou convidando-os para ir também! Boa idéia Cris!!! O Grec (??) era o mais engraçado: camisa xadrez de botão, óculos de proteção (hihi...) e que falava absurdamente rápido. Eu não entendia nada do que ele falava, mas interagimos quando eu resolvi imitá-lo dançando. Muito figura! O David era muito simpático e o Jonh era de um humor, simplicidade e inteligência surpreendente. Chegando lá, vimos aquela fila enorme e Cris deu a idéia de entrarmos logo. Foi então que Jonh disse que não a enfrentaríamos. Ele saiu e 3 minutos depois ele nos chama para entrar pela lateral. Hum... colamos com Jonh, nos demos bem! :D
Sei lá quantos m², nada quadrados, tem essa boate! Vários ambientes, 3 telões, fonte com luz indireta, área aberta, vista privilegiada ...parecia criação de Oscar Niemayer!
Lá dentro ainda encontramos Fabiano. Um garoto "supergente" fina de BH que também foi ao Orkontro do dia 30/12. Lá ficamos até as 7:30 da manhã...
Um misto de felicidade e nostalgia tomou conta de mim... fui andando para o hotel com a sensação de estar viva embora lamentando a necessidade do retorno para o Brasil (que amo muito viu??)... Era tudo tão novo, as pessoas, as paisagens, a língua que eu estava em alfa!
Agora resta-me fotos, fatos, souvenires, bilhetes com o email das pessoas que conheci e promessas de reencontros...
... que venha 2006.


Casa Rosada - Sede do Governo Argentino Posted by Picasa

R�veillon 2006 - Puerto Madero Posted by Picasa

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Natal

Deus abençõe e conforte o coração das pessoas que hoje

têm menos que eu;
comem menos que eu;
vestem menos que eu;
conhecem menos que eu;


e perdoem a mediocridade das pessoas que hoje


sonham menos que eu;
perdoam menos que eu;
têm menos fé que eu;
amam menos que eu;