quarta-feira, setembro 26, 2007

Voltando a falar da Austrália...

Sem seguir nenhuma cronologia, vou postar sobre algumas curiosidades , percepções, sentimentos, informações, surpresas , belezas e fatos sobre esse país continente...
Começo por... albergues ! É incrível a estrutura que esses têm ! Foge a qq pré - conceito sobre como os mesmos são.
Apesar da péssima ( hj engraçada) experiência em albergue na Itália - mais precisamente Florença porque o de Roma era bem bacaninha - resolvi encarar, na viagem pela costa leste da Austrália, esse esquema "economiza-aqui-pra-gastar-ali". Feliz decisão ! Mochileiros de toda parte do mundo interagindo num clima super bacana, limpo e organizado ! Destaque para os da rede YHA em Noosa Heads ( q showzinhos legais! ) e Sydney !
Se vc está pensando em ir pra ficar em albergues e ainda tem dúvidas... DESENCANA !
Seguem as fotos q podem dizer mais q mil palavras...



segunda-feira, setembro 24, 2007

Não é o que vc queria ler...

... e tão pouco o que eu desejava postar. Mas vale a leitura; desperta
sentimentos que vão da passividade a indignação...

20/9/2007 16:54:03

A privatização do setor elétrico está (sorrateiramente) de volta?

Por Frei Betto - Adital - de São Paulo

Não há dúvida de que, no governo Lula, a malha de transmissão de
energia elétrica cresceu muito mais do que em qualquer outro. "Nunca na
história deste pais" se investiu tanto no setor. Isso é positivo e garante
o fornecimento de energia elétrica às diversas regiões do país.

O consumidor, hoje, ganha. Ganhará sempre?

O governo federal promove, via ANEEL, leilões para expandir o sistema de transmissão elétrica do país. Nos cinco leilões entre 2000 e 2002 (eraFHC), o deságio baixíssimo assegurou altos rendimentos às empresas privadas. Em média, lucravam 20% sobre o valor do investimento. E não se permitia que empresas estatais, como Furnas, participassem dos leilões. O governo impediu Furnas de participar dos leilões das linhas de transmissão Ouro Preto-Vitória, Norte-Sul2, Itumbiara-Marimbondo etc... Quando Furnas obteve permissão de participar foi porque não houve interesse do capital privado. E a estatal saiu no lucro.

Agora, no governo Lula, os ágios dos seis leilões subiram de 30 a 50%,esfriando a farra dos elevados ganhos do setor privado. As empresas arremataram linhas a serem construídas por preços bem menores do que se fazia no passado, e muito abaixo do preço de referência da ANEEL.Bom para o consumidor brasileiro que, todo mês, paga na conta os custos de geração, transmissão e distribuição de energia, e mais os impostos embutidos. O que também favorece a competição entre as empresas do setor.

Entretanto, o filé mignon fica com as grandes empresas espanholas (Abengoa,Isolux, Elecnor, Cobra e Cymi), e a colombiana Isa. No setor de transmissão os riscos do investidor são pequenos. Em média, as grandes linhas de transmissão leiloadas são construídas em cerca de 20 meses. É rápido o retorno do capital investido. Já as hidrelétricas exigem anos de estudos, questões complexas de compensação ambiental, e tempo de construção de três anos, para as pequenas, e cinco para as médias; ou mais,para as gigantes, como a do Rio Madeira.

Este retorno financeiro, calculado, está embutido no lance do leilão. O ganhador, a curtíssimo prazo, já começa a receber seu capital de volta, em prestações mensais garantidas por 30 anos (antes corrigidas pelo IGPM e,agora, pelo IPCA). Daí a entrada maciça de empresas
estrangeiras. Essas empresas podem ser financiadas diretamente pelo BNDES (desde 2003 jácaptaram cerca de R$ 5,5 bilhões); contratar a si mesmas na execução das obras e negociar preços; refinanciar o capital próprio (equity) investindo no empreendimento (o BNDES financia cerca de 70%; a empresa entra com 30% -podendo obter financiamento
fora do Brasil); atuar em bloco (quem vai controlá-las?) e, se desejarem, não operar as linhas ganhas, negociando-as.

Já as empresas do setor elétrico estatal não têm liberdade para negociar com seus fornecedores de serviços e equipamentos, pois se regem pela lei delicitações, a Lei 8666. Tudo que fazem deve ser público e transparente. EFurnas, Eletronorte, Eletrosul e Chesf estão proibidas, pelo governo, deserem financiadas diretamente pelo BNDES.
Se quiserem obter financiamentodo BNDES, devem se associar a empresas privadas na proporção de 49% para asestatais e 51% para as privadas!É a desestatização anunciada, a prazo, mas certa, do setor detransmissão, a espinha dorsal do setor elétrico brasileiro. As linhas ficarão em mãos de empresas privadas ou mistas (sob controle do capital privado).Já as pequenas linhas estão ao alcance das estatais, que podem adquiri-las com capital próprio. Um fenômeno curioso: uma estatal federal pode se associar a uma estatal estadual - desde que esta detenha 51%. A Cemig,majoritária, e Furnas, minoritária, ganharam juntas a
pequena linha detransmissão (75 km) entre a usina de Furnas e a cidade de Pimenta (MG). É oque resta às estatais. Com capital próprio, Furnas controla apenas linhas de transmissão pequenas, como a de Campos-Macaé (92 km) e a TijucoPreto-Itapeti-Nordeste (50 km).A privatização soma-se à desnacionalização.

O que o consumidor gostaria de entender é por que as estatais federais são minoritárias nas grandes linhas? A resposta, simples, é de fazer corar quem esperava do PT um governo minimamente nacionalista: não se permite que sejam financiadas pelo
BNDES. E não podem captar dinheiro fora do país,como fazem as transnacionais. Assim, sobra às empresas federais apenas a possibilidade de, nos leilões, fazerem lances, com capital próprio, em linhas pequenas.

Entre 2000 e 2002, foram realizados investimentos no setor de transmissãoda ordem de R$ 3,8 bilhões, com deságios mínimos. À época, empresas estrangeiras obtiveram 49% das linhas leiloadas; as empresas privadas brasileiras, 36%; as parcerias estatais/privadas, 15%. As estatais,sozinhas, abocanharam apenas 13,5% dos
trechos leiloados. Já entre 2003 e 2006, quando os investimentos
totalizaram cerca de R$ 9,5bilhões, as empresas estrangeiras avançaram para 65% dos trechos leiloados. As associações de empresas estatais e privadas (estas sempre majoritárias) alcançaram 25% das linhas. As estatais recuaram e as empresas nacionais não agüentaram a concorrência.Uma análise dos leilões de 2006, onde os investimentos foram de R$ 1,8bilhão, mostra que as empresas estrangeiras
conseguiram vencer em 84% dostrechos de linhas de transmissão
leiloados.Ora, graças às estatais, o Brasil construiu, com absoluto sucesso,
um dos maiores sistemas de produção, transmissão e distribuição de
energia elétrica do mundo. A concorrência, como está agora, é desigual. As estatais concorrem com as empresas privadas sem igualdade de condições.
Estão perdendo terreno. Tudo indica que, a prazo, as estrangeiras dominarão o setor. O reflexo disso aparecerá no bolso do consumidor e na soberania do país: energia mais cara, e mais riqueza produzida aqui levada para o exterior pelas transnacionais.

terça-feira, setembro 18, 2007

Itatiaia...


... o belo logo ali ...

domingo, setembro 16, 2007

Três irmãos de Sangue

Ir ao cinema quase sempre é bom. Porém, há momentos em que é ótimo.
Três irmãos de Sangue foi um filme que proporcionou um desses momentos.
Um amigo muito querido definiu essa sensação; ele dizia que, ao contrário de filmes hollywoodianos, dos quais saimos pesados de tanto empanturramo-nos com pipoca, Três irmãos de Sangue faz a maioria das pessoas sair leve e pensante. Se pesadas, são em detrimento de suas consciências.
Henfil, sempre de bom humor e boas palavras, fazia de suas tirinhas sua arma; Chico Mário, tímido e comedido, externalizava seus sentimentos e inquietude interna em belas canções; por fim, Betinho, um amante da vida e exemplo de intensidade e perdão (tendo a pátria lhe dado as costas, a abraçou novamente, de peito aberto e ainda com uma enorme vontade de fazer diferença).
A hemofilia não os abateu. Pelo contrário. Os fez perceber que não havia tempo a perder. Intensos e serenos... como é muito difícil ser.
De fato não há como sair da sala de projeção da mesma maneira que se entrou; se sai de coração desarmado e acreditando em super heróis. Ainda que de carne e osso.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Classe média trabalha até fim de setembro para pagar impostos e serviços

Por: Patricia Alves
12/09/07 - 18h07
InfoMoney
SÃO PAULO - Brasileiros com rendimento
mensal entre R$ 3.000 e R$ 10.000 são os que mais trabalham para pagar impostos
e, também, para arcar com os gastos de despesas básicas, como plano de saúde e
educação.De acordo com o IBPT - Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, para
honrar com todos esses gastos, são necessários 272 dias de esforço, ou seja,
todo o trabalho desde o início do ano até 29 de setembro terá um único objetivo:
pagar contas. Para os brasileiros com renda mensal acima de R$ 10.000, o esforço
termina em 26 de setembro (269 dias) e, para aqueles com renda até R$ 3.000,
foram necessários 183 dias de trabalho, terminados em 2 de julho.
Educação
concentra gasto maior. Segundo o IBPT, 74,39% da renda anual do brasileiro de
classe média vai para o pagamento de tributos e serviços. Entre estes últimos,
gastos com educação exigem a maior parcela (13,29%) e tomam 49 dias de trabalho.
Os brasileiros com renda mais alta trabalham 37 dias para gastar com educação e
aqueles com rendimento mais baixo necessitam de 21 dias para este tipo de
despesa.

Pelo mundo:
Levando-se em consideração apenas o pagamento
dos tributos, na média, o brasileiro trabalha 146 dias por ano para pagar
impostos. Nos Estados Unidos, por exemplo, são necessários 102 dias trabalhados
e, na Argentina, 97 dias.

Suécia: 185 dias
França: 149 dias
Brasil: 146 dias
Espanha: 137 dias
EUA: 102 dias
Argentina: 97
dias
Chile: 92 dias
México: 91 dias


Eu não tenho nenhum comentário pra fazer; se vc tiber, fique a vontade !

quinta-feira, setembro 06, 2007

domingo, setembro 02, 2007

Para quem diz...

... que eu adoro deixar nas entrelinhas, acho que tenho o apoio de Clarice Lispector ...

“Mas já que se há de escrever que ao menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas”

segunda-feira, agosto 27, 2007

Aconteceu! E foi no Rio...

Sábado. Agosto. Santa Tereza. Rio.
Já é sabido que esse cantinho do Rio é um achado. Eu só não tinha achado ainda que, naquele dia, teríamos nossa esperança no ser humano aumentada.
O bloco passava pelas ruas do bairro e a diversidade ia atrás; gente da zona Sul, da Zona Norte, gringos e amigos da Elis; poucos instrumentos, pouca melodia mas o suficiente para estimular fotografias.
O bloco passa e entramos no Bar do Mineiro. Um feijão amigo aqui, uma cerveja ali, papo vai , papo vem; se discute carreira profissional, 3 ações para a sustentabilidade do país e algumas coisas mais. Em um dado momento, porém, nossas atenções são requisitadas por duas crianças. Pés nus, roupas surradas mas um sorriso aconchegante no rosto. Uma vende bala. A outra, amendoim. Opta-se pela bala. Com uma nota de R$2,00 é possível comprar duas drops.
A criança pede que compre apenas uma; e que, com o troco, compre um amendoim. Após relutarmos, ela vence (sorrisos de crianças tem um poder!!! Quero aprender a rir como elas!!!) e nossa atenção se volta para a outra criança.
Como ninguém queria a "iguaria", apenas foi lhe dado o dinheiro. Porém, a esperta criança das balas interviu!
- Não! Você não pegou o amendoim!
- Sim, peguei!
- Não pegou não! Devolve o dinheiro irmã!
Não precisava... era pelo bate papo, pela descontração, pelo olhar... valiam mais que R$1,00. Mas não tinha quem fizesse o menino mudar de opinião. Vencidos por sua determinação, saímos do estabelecimento com a bala e o amendoim.
Na verdade, mais que isso. Saímos com a sensação de que cada criança que nasce, trás o recadinho subliminar de que Deus ainda acredita na gente. E que valores , raízes e asas , esses sim, são distribuídos democraticamente.
Aconteceu ! E foi aqui no Rio ...

quinta-feira, agosto 16, 2007

Mexendo....testando...tentando...

Resolvi brincar com meu blog.
Fazer novas tentativas de formatação, novos textos, novos recursos...
... mas antigas propostas.
É... ainda não proponho assiduidade e regularidade. Até mesmo mais profundidade é difícil de prometer ! Só prometo continuar aprendendo...mexendo...tentando...testando...
... ainda menos que no mundo real...

terça-feira, agosto 14, 2007

Das Utopias

Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!

Mario Quintana

domingo, agosto 12, 2007

Questionando Vinícius de Moraes ? Quanta pretensão !

"(...) fundamental é mesmo o Amor, é impossível ser feliz sozinho (...)"

Estaria Vinícius com razão ? Acredito que em partes.
Não tenho a intensão de fazer um discurso feminista ou "solteirista" até porque é bom ( e não é pouco não!) ter alguém para andar de mãos dadas, ficar entrelaçando os pés debaixo do cobertor, pedir e dar opinião, fazer e receber cafuné e dar aqueles beijos onde todo o resto fica irrelevante.
Só acho que, se esse é um estado de real vontade da pessoa, uma escolha do momento ( e não uma falta desta), acho possível sim.
Acredito, pra não dizer que vejo, que há muita gente por aí com namorado (a), ficante, noivo (a), esposo (a) que está tão ou mais sozinha que os sozinhos por escolha. Já passaram da excitação inicial. " Todos os dias são iguais e todos os abraços são banais ".
E algo me diz que isso é estar um pouquinho distante da felicidade. Ainda que felicidade seja um conceito tão particular.


sexta-feira, agosto 03, 2007

Lembranças mal lembradas

Depois de ler A Alma Imoral, resolvi ler crônicas . Escolhi Martha Medeiros por já ter lido algumas coisas dela no jornal o Globo e porque encontrei na prateleira de minha irmã! rs...
Questionada se eu estava gostando, respondi que alguns textos pareciam escritos por mim, outros para mim e ainda existiam os que poderiam ter sido escritos por qq um, menos eu ! Esses últimos não serão mais comentados, mas os outros dois tipos... :P
Esse aqui me fez pensar bastante. Acho que , de fato, damos uma dimensão tão distorcida e maximizada das coisas que qdo fazemos o simples exercício de tentar achar a essência dos fatos, não achamos. Simplesmente porque eram pequenos demais...

"A maioria dos nossos tormentos não vem de fora, está alojada na nossa mente, cravada na nossa memória. Nossa sanidade (ou insanidade) se deve basicamente à maneira como nossas lembranças são assimiladas. "As pessoas procuram tratamento psicanalítico porque o modo como estão lembrando não as libera para esquecer". Frase do psicanalista Adam Phillips, publicada no livro "O flerte". Como é que não pensamos nisso antes? O que nos impede de ir em frente é uma lembrança mal lembrada que nos acorrenta no passado, estanca o tempo, não permite avanço. A gente implora a Deus para que nos ajude a esquecer um amor, uma experiência ruim, uma frase que nos feriu, quando na verdade não é esquecer que precisamos: é lembrar corretamente. Aí, sim: lembrando como se deve, a ânsia por esquecimento poderá até ser dispensada, não precisaremos esquecer de mais nada. E, não precisando, vai ver até esqueceremos. Ah, se tudo fosse assim tão simples. De qualquer maneira, já é um alento entender as razões que nos deixam tão obcecados, tristes, inquietos. São as tais lembranças mal lembradas. Você fez 5 anos, sonhava ganhar a primeira bicicleta, seu pai foi viajar e esqueceu. Uma amiga íntima, que conhecia todos os seus segredos, roubou seu namorado. Sua mãe é fria, distante, e percebe-se que ela prefere disparadamente sua irmã mais nova. E aquele amor? Quanta mágoa, quanta decepção, quanto tempo investido à toa, e você não esquece - passaram-se anos e você, droga, não esquece. Essas situações viram lembranças, e essas lembranças vão se infiltrando e ganhando forma, força e tamanho, e daqui a pouco nem sabemos mais se elas seguem condizentes com o fato ocorrido ou se evoluíram para algo completamente alheio à realidade. Nossa percepção nunca é 100% confiável. O menino de 5 anos superdimensionou uma ausência que foi emergencial, não proposital. Você nem gostava tanto assim daquele namorado que sua amiga surrupiou (aliás, eles estão casados até hoje, não foi um capricho dela). Sua mãe tratava as filhas de modo diferenciado porque cada filho é de um modo, cada um exige uma demanda de carinho e atenção diferente, o dia que você tiver filhos vai entender que isso não é desamor. E aquele cara perturba seu sono até hoje porque você segue idealizando o sujeito, recusa-se a acreditar que o amor vem e passa. Tudo parecia tão perfeito, ele era o tal príncipe do cavalo branco sem tirar nem pôr. Ajuste o foco: o coitado foi apenas o ser humano que cruzou sua vida quando você estava num momento de carência extrema. Libere-o desta fatura. São exemplos simplistas e inventados, não sou do ramo. Mas Adam Philips é, e me parece que ele tem razão. Nossas lembranças do passado precisam de eixo, correção de rota, dimensão exata, avaliação fria - pena que nada disso seja fácil. Costumamos lembrar com fúria, saudade, vergonha, lembramos com gosto pelo épico e pelo exagero. Sorte de quem lembra direito. " Martha Medeiros

terça-feira, julho 24, 2007

Muito mais perto de mim do que eu pensava ...

Todos sabem o que aconteceu. Todos lamentam o que aconteceu.
Hoje faz uma semana e a única decisão tomada foi a de parar as vendas de bilhetes aéreos para vôos com destino ou embarque em Congonhas e anunciar um provável aumento nos mesmos.
Tudo já estava enchendo muito o saco até que me deparo com um email :

Oi Anaclara! Que msg bonita a sua! Obrigado!
Veio num momento pontual... Meu melhor amigo morreu na terça no acidente daTAM.
Estamos com dificuldade de identificar o corpo. Se eu estou muito triste,
imagine a familia...
bjos e bom final de semana para vc.
Fabiano.

Simples. Forte. Bateu. Bateu forte.
Tudo isso está mais perto do que eu pensava. Há vinte e poucos dias, eu pegava um avião que aterrissou por lá; o melhor amigo do Fabiano morreu. E morreu o namorado da prima do André (meu querido amigo Dé) que está lá em Pernambuco e nem por isso indiferente ao ocorrido. Porque morreu o pai da Ana , o filho do João , a amiga da Maria e a esposa do José. Porque morreram centenas de pessoas que tinham outras tantas esperando por elas.
E, dessa vez, não temos o marginal pra acusar, não temos a epidemia pra controlar, não temos o submundo pagando o pato.
Temos apenas a classe média numa loteria. Há vinte dias poderia ter sido eu. Amanhã, pode ser você.




sexta-feira, julho 20, 2007

Preciso confessar ...

... eu simplesmente não entendo a propaganda da Ford que usa um bando de animais fantoches querendo comprar um carro !!! Alguém pode me explicar ???

domingo, julho 15, 2007

Voar, Voar ...Subir , Subir ...

Começando a falar do meu tour na Austrália por uma vontade de um tempão ...
... voar de balão !
É cedo, é quente , é delicioso , é ver canguru correndo na mata aberta, é você ouvir o sotaque caipira de um australiano de Mareeba , é... é.... é isso aí !

Mareeba !






segunda-feira, julho 09, 2007

Flip

Transformei meu blog em uma fraude. Prometo uma trilogia sobre Volta Redonda e paro no segundo texto ; um resumo sobre minha viagem por alguns países da Europa e nem chego a Itália. Agora, recém chegada da melhor viagem da minha vida - Austrália - posto sobre o fim de semana...
Mais uma vez peço licença para escrever sobre o que habita em minha mente nesse momento. E isso é fruto dessa última viagem.
Flip. Feira Literária Internacional de Parati. Há dois anos tento participar do evento e não consigo. Se por falta de companhia, grana ou inércia eu, sinceramente, não sei. Agora deu. Consegui comprar, ainda em maio, convites para a mesa 19 - Sobre meninos e Lobos :
"O que une o serra-leonês Ismael Beah – de 26 anos, o caçula da V FLIP – e o carioca Paulo Lins é usar a violência como matéria-prima do trabalho literário. Beah acaba de lançar no Brasil seu primeiro livro, o aclamado Muito longe de casa, em que narra a estarrecedora experiência como menino-soldado, no começo da década passada, durante a guerra civil que devastou seu país. Lins escreveu o marcante Cidade de Deus, publicado há dez anos, um painel da evolução da violência no conjunto habitacional onde cresceu. Reunidos em uma mesa da V FLIP, com mediação do jornalista e escritor Fernando Molica, os dois falaram sobre suas experiências de vida e de literatura."
Se você que lê esse post quiser me dar um presente, aí está uma boa pedida!rs... Simpatizei com o autor. Simples e forte...como naturalmente esperava ser...
Mas outros momentos me marcaram também... a palestrinha do Gabriel, O pensador para as crianças; escritores infantis falando sobre os livros que marcaram suas vidas, o Palavra Cantada ...
Muito bom evento. Recomendo a todos.
Para terminar , uma coisa muito legal que ouvi : para ver um filme vou à Locadora e pego o DVD. Chegando em casa, tenho que me certificar se o aparelho está funcionando. Depois, se o cabo está ligado na TV. Em seguida, pego o controle que, espero, esteja com pilhas. Se o DVD estiver arranhado ou com defeito tenho que pegar o carro e voltar à Locadora. Se já estiver tarde, espero o outro dia, SEM ASSISTIR O FILME, para tentar trocá-lo.
Quero fazer uma ligação ? Compro um celular. Coloco-o para carregar para que possa usá-lo. Carregado, tenho que verificar a existência de sinal. Em havendo, necessito de crédito no mesmo e, só então, posso ligar e, ainda assim, não garanto que vou falar com a outra pessoa.
Porém, haverá um dia em que o homem com toda a sua inteligência inventará o livro ! Não precisará de energia, nem controle ou grandes tecnologias! Bastará abrí-lo e lê-lo. E, se por acaso você perder alguma coisa no meio do caminho, é só voltar algumas páginas e se encontrar novamente... Poderá levá-lo para qualquer canto ! Será "wireless" !
Sim! O homem e tão inteligente !! Um dia ainda inventa o livro !



quarta-feira, junho 27, 2007

Tantas fotos...tantos fatos...

Gente, jah estou nostalgica! Hoje parto para Sydney... meus 'ultimos dias ...meu ultimo destino. Eu, realmente, estou amando esse lugar! A Australia eh linda como o nosso paisl e organizada e segura como o Brasil deveria ser! Tantas fotos e tantos fatos...
Colocarei tudo em ordem e pouco a pouco contarei algumas historias por aqui!
Ateh !

domingo, maio 27, 2007

Fazendo as malas...

Se meu visto chegar, sexta embarco para a Austrália. Mais precisamente, Cairns.
Algumas pessoas que sabem disso têm me perguntado porque lá se é tão longe e tem tantas coisas legais pra conhecer aqui por perto. Outros, sabendo que eu me inscrevi em um curso de inglês , lembram do sotaque bem particular do país e me sugerem o Canadá.
Deixa eu explicar uma coisa : quando tinha 14 anos e todas as meninas de minha idade sonhavam em ir pra Disney, eu sonhava em ir pra Austrália. Em meu coração, A Opera House substituia a Magic Kingdom ,
The Great Barrier Reef a Epcot e os cangurus e koalas tomavam a vez dos fofos Mickey e Minnie.
Devido às condições da época, acabei não indo nem pra um, nem pra outro. Meu destino foi Beto Carreiro Would!
Dez anos depois, me vi tirando férias e tendo que decidir entre descansar ou estudar, viajar ou comprar um carro, fazer tudo ou não fazer nada.
Já de início tinha um primeiro desafio - o tempo. Caso eu decidisse fazer um curso, eu tinha simplesmente quatro dias para ver tudo e escolher destino e escola. Os outros poderiam esperar um pouco mais. Optando por essa primeira possibilidade, várias agências começaram a me desencorajar por esses e outros motivos ( passagem cara, visto, vacina de febre amarela...)
Foi então que nesse exato momento um filme passou por minha cabeça e percebi que poderia ser a minha grande opotunidade de realizar um sonho de infância. Mais do que isso; me convencer, de uma vez por todas, que minha capacidade de realização pode ser maior que a passividade e correria diária que tentam me convencer do conrário. E que, decididamente, sonhos não envelhecem.
Mensurar sonhos ainda não posso. Talvez um dia eu consiga e esses valores serão suficientes para que todas as pessoas entendam algumas de nossas decisões.
Às pessoas que me apoiaram e acharam um máximo, - essas em número infinitamente maior - meu agradecimento e afeto. Voltarei com histórias e fotos . E possivelmente, uma pessoa melhor.



ps.: Não devo postar durante essa jornada... daqui a 45 dias, eu "julho' que volto.

terça-feira, maio 22, 2007

A Alma Imoral

Já postei por aqui sobre minha cidade natal. Agora, me encontro poucos Km´s distantes desta e , só agora, resolvi fazer o reconhecimento desse novo terreno que "escolhi" para passar meus vinte e poucos anos... Resende/ RJ. Há algumas semanas saí a noite pelas ruas do centro velho acompanhada apenas com minha câmera fotográfica . A iluminação da Matriz está (é) linda, a câmera municipal encantadora e a ponte velha preserva, de forma ímpar, lindas teias de aranha em cada uma de suas luminárias vermelhas que, de fato, são muto aconchegantes e acolhedoras. Ontem , caprichosamente, Resende me mostrou mais uma de suas agradáveis facetas; o teatro! Desde o dia 18/05 e até o dia 26/05 acontece o VII Festival de Teatro de Resende onde, por apenas 1 real, você pode assistir uma das dezenas de peças que constam na programação. Quando fiquei sabendo que "A Alma Imoral" estaria no Cine Vitória, na segunda-feira, vi que, de fato, era um evento especial. Para quem não sabe, essa peça foi muito bem aceita pela crítica. Ela começou despretensiosamente no SESC Copacabana e , com seu texto de rara profundidade e ainda assim leve e com pitadas certeiras de humor (em grande parte graças ao talento da atriz ) logo passou para o Teatro Leblon - sempre com lotação máxima. Ela é uma adaptação da atriz Clarice Niskier do livro , de mesmo nome, escrito pelo rabino Nilton Bonder. Confesso que nunca li nada dele mas tenho a impressão que isso mudará em breve! A série de reflexões é quase pagã e pode causar alguma perplexidade, mas autor e atriz conseguem iluminar o delicado equilíbrio entre a moral que nos contém e a imoral que nos impele e nos torna humanos. A peça defende que nossa alma precisa de um espaço escuro onde a luz das suas idéias e transformações lançam a única luz vestindo-nos de sentido. A atriz , após breve conversa com o público, que é convidado a deixar de lado sua análise racional demais mas ao mesmo tempo que não o faça 100% para que não se torne leviano, se despe totalmente. Mais uma confissão : ainda que já precavida de tal acontecimento, fiquei impressionada e não assimilei as primeiras duas ou três frases do monólogo. Mas, estranhamente, me vi confortável e envolvida pelo contexto e logo me voltei aos textos de temáticas polêmicas e inquietantes; traição e tradição, preservação e evolução, corpo e alma... que, pouco a pouco, transformavam conceitos de certo e errado imutáveis ...dando-os flexibilidade e fluidez assustadoras ... Ao final, além de sairmos com nossas idéias borbulhando, ficamos com a impressão de que o teatro precisa de muito pouco para acontecer de forma transformadora e ,que esse pouco , é muito.