sábado, julho 23, 2011

"Eu te odeio" não deveria ser antônimo de "eu te amo" ?
Há quem empregue ambos para dizer a mesma coisa...

domingo, junho 19, 2011

Mas não posso amaldiçoar sua covardia. Serei apenas aquela que deveria ter sido. A proximidade que se distancia, o que se distanciou permanecendo perto. O mais que perfeito futuro do pretérito. Seu constrangimento mais alegre. Sua saudade que incomoda. Sua ferida, seu feriado. Seu teatro mágico.
Você foi covarde. A mais bela covardia de minha vida. A mais sincera. A mais dolorida.

sábado, junho 18, 2011

Suas fugas foram mais rápidas que sua boca. Sua nobreza de sempre sorrir, e só sorrir, quando ouvia elogios induzia a conclusões mais rápidas que sua habilidade de explicar. Você foi covarde. Cada um tem seus motivos, sua maneira de se convencer que fez o melhor que podia. Confiou que a vida logo o entenderia. E cederia. Engoliu palavras e foi dormir. Com seu charme passivo, seu medo de tudo, sua polidez em ouvir...
... mas se calar.

sexta-feira, junho 03, 2011

Ana, Caio e o Mar

No dia em que chega o pedido de autorização para esse post sair na Agenda da Tribo 2012 , é momento de novamente fazer analogia de sentimentos com o mar. Dessa vez, porém, deixo para profissionais.
A gente se vê na Tribo.



Olha eu sei que o barco está furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer para não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também. Tá me entendendo? Eu sei que sim(...) Remar. Re-amar. Amar.


Caio F. de Abreu

domingo, abril 03, 2011

Março mal fechou, abril.

sexta-feira, abril 01, 2011

Os lugares que deixamos de frequentar...

Eu já não frequento a praça onde adorava subir no escorregador e cair de bunda na caixa de areia;
Eu já não frequento a matinê de domingo que me soou como o divisor de águas entre a vida social restrita aos eventos de família e as possibilidades do “resto do mundo”;
Eu já não freqüento o clube que a família era sócia e assim o foi por muito tempo;
Eu já não freqüento festas de 15 anos;
Eu já não freqüento a boate que fica longe de casa e que eu precisava de boas (e raras) oportunidades para ir;
Eu já não freqüento as casas dos amigos de colégio para fazer trabalhos em grupo ou jogar conversa fora;
Eu já não freqüento o grupo jovem que exigia pegar 2 ônibus em uma manhã de domingo;
Eu já não freqüento o shopping da cidade;
Eu já não freqüento a memória de muitos amigos antigos (embora freqüente suas redes sociais);
Eu já não freqüento a casa de parentes;
Eu já não freqüento este canto virtual.

Penso nisso freqüentemente.

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Depende da posição

Segundo estudos recentes,
parado, fortalece a coluna;
de cabeça baixa estimula a circulação do sangue;
de barriga para cima é mais prazeroso;
sozinho, é estimulante, mas egoísta;
em grupo, pode até ser divertido;
no banho pode ser arriscado;
no automóvel, é muito perigoso...
Com frequência,desenvolve a imaginação;
entre duas pessoas, enriquece o conhecimento;
de joelhos, o resultado pode ser doloroso...
Enfim, sobre a mesa ou no escritório,
antes de comer ou na sobremesa,
sobre a cama ou na rede,
nus
ou vestidos,
sobre o sofá
ou no tapete,
com música
ou em silêncio,
entre lençóis
ou no closet: sempre é um ato de amor e de enriquecimento.
Não importa a idade, nem a raça, nem a crença, nem o sexo, nem a posição socioeconômica...

...LER É SEMPRE UM PRAZER* !!!

* DEFINITIVAMENTE, O ATO DE LER LEVA VOCÊ A DESFRUTAR E DESENVOLVER A IMAGINAÇÃO...

Autor desconhecido

quinta-feira, janeiro 20, 2011

O risco de se tornar leve.

Mais leve Ana .... leve Ana...
Levi...ana ... Leviana...

domingo, dezembro 05, 2010

Ela não se preocupa em levantar para verificar se trancou a porta;
Dá-se bem com a solidão, a noite adormece seu medo.
Ela encontra paz no escuro, sente-se segura sendo vulgar em segredo.

quinta-feira, novembro 11, 2010


Ainda que o momento seja das urgências, nossas escolhas nos pedem, a todo momento, para esperar.
Espere 10 anos, espere 4 meses, espere mais 3; o ano ainda não acabou.
Espere juntar dinheiro, espere o governo mudar, espere que um dia o amor chegará.
(...)

Agora, se pedirem para esperar mudanças começando de fora, sexo bom a toda hora, que o arroz fique pronto com água morna e, que se você se joga, não esfola...
.
.
.
... pode sentar !

domingo, novembro 07, 2010

Língua Portuguesa - Parte IV

Transparência é indecência ?
Empresas indecentes, por favor.


Transparência é indecência ?
Políticos indecentes, por favor.


Transparência é indecência ?
Um amor transparente, por favor.

domingo, outubro 31, 2010

Um brinde a três !

Peça em bronze As Três Sombras (1902-1904) - Museu Rodin, Paris



Há momentos em que queremos um amor para somarmos dois;
Há outros em que a soma desses dois, dá três.

Há momentos em que se ter três opções é ter opção nenhuma,
Há outros em que se quer ter uma terceira opção.

Há momentos em que queremos sequer ouvir uma palavra,
Há outros em que o que mais queríamos ouvir eram aquelas três...

Há momentos em que três é muito;
Há outros em que se não há três, falta.

segunda-feira, outubro 18, 2010



Será que ainda temos idade pra brincar de esconde-esconde ?

quinta-feira, outubro 14, 2010

Minha quarta feira de cinzas

Ontem dei adeus a uma fantasia de carnaval.
Era linda, cheia de apetrechos e trazia boas recordações. Foi um desfile na Sapucaí que durou até o sol raiar!
Mas, de repente, me vi com vontade de descartá-la.
Chega o momento em que temos que nos desfazer de algumas fantasias de outros carnavais.

quinta-feira, outubro 07, 2010

Segundo Turno

Só elegi deputada estadual. Em mais um quesito não sou maioria.
A maioria escreve com a mão direita;
Se seu nome é Ana, a maioria tem o próximo nome separado;
A maioria quis Dilma ou Serra para a presidência ... não quis ver o PV nem no Senado.
Bom... daí que essa história ainda não acabou e terei que fazer novas escolhas.
E, dessa vez? Cambalear para o que hoje é maioria ou novamente pensar como uma minoria ?
O melhor para a maioria é o que a maioria quer ou o melhor para a maioria só uma minoria está conseguindo ver ?
Será que até o dia 31/10 eu vou saber ?

segunda-feira, setembro 27, 2010

Ana e o Mar


Estava pensando quantas vezes já abandonei o barco nessa vida; o momento era sempre o de ter que sair da calmaria da baía e enfrentar o além mar.
Julgava-me inexperiente demais para me guiar pelas estrelas, fraca demais para remar contra a maré, inconstante demais para passar muito tempo nessa longa travessia...
... sempre optei por voltar para a terra firme.
Sã e salva, novamente me pego navegando e o mar, sempre ele, se aproxima. Está chegando a hora de escolher de novo e estou assustada. Muito assustada.
E dessa vez não é porque temo os segredos e incertezas que se escondem no grande mar...
... e sim porque estou muito curiosa e inclinada a saber o que há do lado de lá...

terça-feira, setembro 21, 2010

Língua Portuguesa - Parte III

Falta bom senso ou um bom Censo?

quarta-feira, agosto 18, 2010

Língua Portuguesa - Parte II

Se você está sentindo e tira o "n" ele vai pro passado, já está sentido.
A paixão traz o ardor, mas como te tira o ar, pode deixar a dor.
Mas da próxima vez que me retribuirem com palmas, tentarei jogar o "p" fora e buscar o resto da palavra.
Algumas palavras ficam bem maiores quando se tira uma letra.

segunda-feira, julho 26, 2010

Reflexões "des"úteis

A língua portuguesa é uma dama temperamental. Graciosa e cheia de vontades próprias que contrariam nosso vício do raciocínio lógico. Ela nos deixa tão desorientados que, às vezes, até radicalizamos. Tiramos seu acento e colocamos na mesma grafia o presente (ele pode) e o passado (ontem ele pode). Só de vingança.
Mas esse é o extremo. Na regra é ela a nos pregar peças com exceções muito faceiras.
Se você faz e se arrepende, desfaz.
Se cansa, logo quer descansar.
Se a situação aperta, faz-se de tudo para desapertar
Porém, chega o momento e a situação em que ser blasé não adianta e o negócio é se envolver. Mas... isso exclui a possibilidade de se desenvolver ?
Irônica você, Sra. LP !

domingo, julho 18, 2010

Proteja-se: vem aí a próxima geração a entrar no mercado

Li e resolvi postar...
texto original : Revista Época!


11:20 | seg , 14/6/2010 daniella cornachione


Será possível imaginar como vai lidar com trabalho, daqui a alguns anos, a geração das pessoas que estão agora apenas chegando à faculdade? Alguns especialistas em recursos humanos acham que vale a pena fazer esse exercício mezzo sociológico, mezzo futurológico. E o retrato que vem aparecendo é de deixar qualquer chefe de departamento de cabelo em pé.

Os profissionais jovens de agora, que têm até 30 anos e formam a geração Y, já têm recebido críticas — só que as características que moldaram esse pessoal parecem ter se radicalizando na turma seguinte, apelidada de geração Z. Se o Y é questionador, o Z é rebelde sem causa. Se o Y foi mimado pelos pais, imagine a vida mansa que o Z está levando. O Y, na adolescência, já usava muito o computador, mas dividia o tempo com outras atividades. O Z, por sua vez, passa 80% do tempo livre (fora da escola e/ou trabalho) na internet. Essas impressões foram colhidas pela consultoria Dasein, de Minas Gerais. Adriana Prates, presidente da empresa, estuda o tema há alguns anos. “Essa geração tem atividade intelectual e multifuncional fortes, mas também é individualista e superficial”, diz. “Temos de tomar cuidado para não produzir uma geração de pessoas antissociais”.

Os Zs, de acordo com o recorte da Dasein, têm hoje até 17 anos. Ou seja, são crianças e adolescentes, ocupando no máximo cargos de aprendizes e auxiliares, o que dificultaria a avaliação. Adriana leva isso em conta. Não dá para afirmar com certeza que haverá entre os Zs uma parcela anormalmente grande de profissionais displiscentes e mimados, mas a forma como estão sendo educados preocupa. Tempo demais no computador, pouca interação “olho no olho”, falta de limites e expectativa de receber tudo muito facilmente formam uma péssima combinação, segundo a consultora.

A análise da Dasein traz também alguns pontos a favor da nova geração. A intimidade dos Zs com a tecnologia e as redes sociais os torna transgressores na forma de utilizá-las e hábeis para fazer mobilizações virtuais. “Eles são dominados pelas mídias sociais, mas também as influenciam. Estão liderando grandes movimentos na internet”, afirma.

(Adriana acrescenta um detalhe não tem nada a ver com trabalho: eles têm sexualidade livre, espontânea e fluida. “Os Zs se autointitulam bissexuais”, diz.).

Será que veremos, daqui a alguns anos, o pessoal da geração Y reclamando da moçada mais nova que entra no mercado sem conhecer limites, sem paciência e sem humildade?