sábado, novembro 24, 2007

Menos de 24h depois venho postar novamente! Isso é inédito !
O estímulo foi um scrap recebido em meu orkut:


Guilherme:

As Linhas Aéreas Inteligentes separaram seu nome ao publicar sua carta na revista de Novembro...Saudadona!

Hahaha é verdade! Fiquei impressionada com a qualidade da revista mensal distribuída na GOL e enviei uma carta para elogiar. A viagem era para Bariloche. O mês era agosto. E não só começou bem como foi uma das melhores viagens que fiz!
Ok...ok... da próxima eu viro matéria!






O que reter ?

Paro para ler as notícias do dia...

* Continuam as buscas pelos culpados da insandice de colocar uma menina de 15 (20?) anos em uma cela com detentos do sexo masculino;
* Um deputado do PSOL levou um transformista para uma performance na Assembléia Legislativa de SP;
* O relógio da Central do Brasil não funciona. Inclusive um lado não erra como o outro; cada um marca um horário ;
* Na TV passa Jornal da Globo; a notícia é sobre Thiago Pereira, o voltaredondense da vez. Até aí, só orgulho. Eis que a matéria fala q dia 19 de outubro começou a Copa do Mundo de Natação na Africa do Sul e começa a mostrar cada cidade do circuito em um mapa. Sydney foi a 3ª cidade e simplesmente a colocaram na América do Norte;
* Beira-mar continuava a controlar o tráfego de dentro da cadeia; ( será q a menina preferiria ficar com ele?)
* A TV digital será inaugurada no Brasil em 02/12, no município de São Paulo, e anunciaram que o preço dos conversores mais baratos custam em torno de R$499,00.

Eu não sei não... mas acho que estão de sacanagem comigo...

domingo, novembro 18, 2007

Nessa semana li , no site BBC Brasil, uma reportagem sobre a crônica que saiu na revista The Economist onde a mesma dizia, ironicamente, que Deus parecia mesmo ser brasileiro. Tratava-se de um comentário sobre a nova descoberta de Petróleo que pode colocar o país em notoriedade inédita ( e assustadora).

“As florestas do Brasil são maiores do que as de qualquer outro. Seu solo é
tão fértil que algumas árvores chegam à plena maturidade mais rápido do que as
pessoas. Debaixo de seu solo há enormes depósitos minerais que são a matéria
prima para o crescimento chinês de dois dígitos. O Brasil já está no caminho
para se tornar uma superpotência da energia alternativa. (...) E como se
provasse o dito popular de que ‘Deus é brasileiro’, agora parece que há bilhões
de barris de petróleo a mais do que se pensava antes ,sob as águas profundas da
costa brasileira."

Na semana seguinte, a Petrobrás divulga seu resultado 22% inferior ao mesmo trimestre em 2006.

Notícias antagônicas. Não sei se de maneira providencial.

Já no jornal Argentino El Cronista Comercial, que também lembrou do compromisso com os EUA em relação ao biocombustível, cita a decisão do governo:

“Lula sabe que além de ter uma indústria pujante, uma demografia continental e
recursos naturais, também é necessário para ser uma potência mundial, ter poder
militar (...) Por isso, para 2008 haverá um notável aumento dos gastos
destinados a adquirir armamento. O Brasil planeja aumentar em 50% seus gastos
militares ao embarcar em projetos de renovação de submarinos, fabricar mísseis e
comprar aviões"


Tenho a impressão que, quando dizemos que Deus é brasileiro, realmente levamos em consideração o fato de que aqui temos muitas riquezas naturais e que nessa terra tudo que se planta, dá . Mas, além disso e muito mais, porque aqui não temos catástrofes ambientais, os povos convivem com as diferenças como em poucos lugares, porque fazemos festa com o pouco, vivemos em paz com o mundo e vemos a beleza que há no simples.
E fiquei pensando se Deus, sendo brasileiro, esperava essa decisão do governo e atenção do mundo ao colocar o ouro negro por aqui; se ele esperava isso que acontece lá no oriente há anos quando o colocou lá.

Nunca ouvi ninguém dizer que Deus é saudita nem russo . Estou començando a ficar preocupada.

quinta-feira, novembro 15, 2007

Procurando o Tom

Hoje é feriado. Milhares de pessoas lotam portos e aeroportos , rodovias e rodoviárias .
Eu estou em casa. Amanhã é uma sexta feira ainda que não seja a sexta feira feliz aqui já postada. Fui almoçar com a Fê (mais um desses presentes de Minas Gerais, uai!) e, depois, resolvi passar na locadora: chuva+ feriado em casa = filme.

- Vcs têm "Fabricando Tom Zé" ?
- Tom o quê ?
- Tom Zé.
- Isso é um filme ?
( alguém procura alguma coisa na locadora que não seja filme ? )
- ...
Saí da locadora com outro filme onde tentarei encontrar um outro tom...
As notícias não são boas. O sogro da Fê está no INCA e, ontem, foi operado para a remoção de um tumor. Hoje recebe-se a notícia de que ele não fora removido. Era grande demais e vão tratar com quimioterapia. Três dias internado, 8 horas de cirurgia e nada feito.
Fiquei pensando em várias coisas... Uma delas, a difícil tarefa do médico, já com a "mão na massa", ter que fazer a escolha de intervir ou não. E aqui não estou falando de planilhas em Excel onde um erro pode parar uma fábrica inteira. Estou falando de uma decisão de vida e sobrevida de uma pessoa e de todas que a rodeiam!
E meus pensamentos foram ficando meio Lya Luft:

"Somos autores de boa parte de nossas escolhas e omissões, audácia ou
acomodação, nossa esperança e fraternidade ou nossa desconfiança. Sobretudo,
devemos resolver como empregamos e saboreamos nosso tempo, que é afinal sempre o tempo presente.

Mas somos inocentes das fatalidades e dos acasos brutais que nos roubam amores, pessoas, saúde, emprego, segurança, ideais. (...)"


Concordo com ela. Ainda mais quando ela entitula a crônica : Procurando o Tom.
Porque hoje, decididamente, estou Procurando o Tom tb...

segunda-feira, novembro 12, 2007

quinta-feira, novembro 08, 2007

domingo, novembro 04, 2007

"No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento…"

Mário Quintana

terça-feira, outubro 30, 2007

Game Over-dose

O orkut me avisou que era aniversário de um amigo. Fui em seu profile e no "About me" estava escrito:

"Vídeo-games não influenciam crianças. Quer dizer, se o Pac-man tivesse influenciado a nossa geração, estaríamos todos correndo em salas escuras, mastigando pílulas mágicas e escutando músicas eletrônicas repetitivas."

Pedi permissão para discordar e ele, educadamente, me permitiu.
Se vídeo game influencia ou não as crianças, pequenas ou grandes, é um assunto para uma bela discussão. Mas que estamos nessa vida de Pac-man, ah eu acho que estamos sim!!!

Não estaria a nossa geração mastigando pírulas mágicas? Que nos fazem acreditar que somos deuses e vermos seres inusitados e psicodélicos ?
E as músicas eletrônicas repetitivas??? Como não ??? E isso durante horas, horas e horas ...

Ele respondeu com um " É verdade..."

Sim é verdade. E virou notícia um dia depois. Lá em Itaboraí.

Game over -dose .

domingo, outubro 28, 2007

Sobra tanta falta - C. Trevisan - O teatro Mágico

Falta tanta coisa na minha janela
Como uma praia
Falta tanta coisa na memória
Como o rosto dele
Falta tanto tempo no relógio
Quanto uma semana
Sobra tanta falta de paciência
Que me desespero
Sobram tantas meias-verdades
Que guardo pra mim mesmo
Sobram tantos medos
Que nem me protejo mais
Sobra tanto espaço
Dentro do abraço
Falta tanta coisa pra dizer
Que nunca consigo

Sei lá,
Se o que me deu foi dado
Sei lá,
Se o que me deu já é meu
Sei lá,
Se o que me deu foi dado ou se é seu

Sei lá...

segunda-feira, outubro 22, 2007

Cow Parade Rio

Desde o início do mês ( e até o dia 03/11) é possível ver, espalhadas por todos os cantos do Rio, as “cowriocas”! São cerca de 120 criativas vaquinhas que brincam com as marcas das empresas que patrocinaram o evento, divulgam a criatividade do artista brasileiro ou fazem uma crítica bem humorada sobre algum dos diversos temas que merecem a atenção dos grandes búfalos mas contam mesmo é com a passividade das vaquinhas de presépio ...

Seguem as vaquinhas que vi around the world ...



sexta-feira, outubro 19, 2007

Pessoas na Austrália


Como se não bastassem o visual das praias , a organização do sistema, as opções de lazer e a beleza de cada esquina, a Austrália ainda me brindou com pessoas muito especiais e queridas...
... de toda parte do mundo...

segunda-feira, outubro 15, 2007

Esconderijo conjugal *

* Não postei essa crônica porque concordo com ela. Eu , que sequer sei namorar , não ousaria ter uma opinião tão cheia de verdades. Postei apenas porque é um ponto de vista...
... ainda que um ponto de vista seja apenas a vista de um ponto...

Martha Medeiros
No livro Monogamia, do psicanalista Adam Philips, há um trecho em que ele diz que o esconderijo mais aconchegante é aquele em que conseguimos esquecer do que estamos nos escondendo.Mais: é aquele em que até esquecemos que estamos escondidos. E conclui: "formamos casais porque é impossível esconder-se sozinho".
O casamento como esconderijo. Eu nunca havia pensado nisso antes.
Uma pessoa avulsa é uma pessoa com sua solidão escancarada, é uma pessoa que necessita fazer contatos e explicar quem é, o que faz, do que gosta.Uma pessoa sozinha é visada, está exposta, julgam que ela tem mais tempo, está mais disponível, uma pessoa sozinha não tem onde esconder-se. Já duas pessoas juntas escondem-se das fantasias e do julgamento alheio, escondem-se de sua própria vulnerabilidade e dos seus próprios segredos, duas pessoas juntas protegem-se oficialmente, mesmo sem ter a consciência de que sua união também é isso, um esconderijo.
A sociedade costuma cobrar relações amorosas daqueles que escolheram viver sozinhos, ou estão sozinhos por contingência do destino. Os solitários, os ermitãos, os donos da própria vida são tratados como se estivessem à margem, mas são os casados os verdadeiros excluídos, porque, uma vez cumpridores de uma expectativa social, perdem seu potencial para surpreender, não chamam mais a atenção, passam a ser apenas fazedores de filhos e de dívidas, consumidores de imóveis de três dormitórios e carros utilitários, viram alvo apenas das corretoras de seguro e dos agentes de viagem.Dentro de um casamento, julga-se que há duas pessoas realizadas, completamente a salvo da angústia existencial, da carência afetiva, dos traumas de infância, da insanidade, do vício e dos ímpetos - imagine,ímpetos: casais jamais ousariam fazer algo sem pensar, sem conversar muitas vezes antes, durante e depois do jantar.
A solidão, que sempre pareceu nos proteger, na verdade nos coloca no centro das atenções, permite que coloquem o dedo nas nossas feridas. Já o casamento nos tira da prateleira, nos resguarda, nos esconde tão bem e tão sem alarde que a gente nem percebe que está escondido. Que ironia: o casamento é que é underground.

segunda-feira, outubro 08, 2007

O GRITO


Essa foto pode traduzir a sua sensação em algum momento da sua vida ?
Boa né ?
Posted by Picasa

quinta-feira, outubro 04, 2007

Soneto do Senador

O Sol da capital ofusca a vista
E o povo então escuta em tom irônico
O brado retumbante e lacônico
De um grande mentiroso e bom sofista

De inescrupulosos há uma lista
Que ronda pela pátria a causar pânico
Parece que o espírito satânico
Baixou lá em Brasília pela pista

E roubam a nação os bandalheiros
Até um senador, um tal Calheiros
Mais um que vai nas tetas a mamar

Então eu me pergunto quantos anos
Ainda vamos ver os quentes panos
Cobrir os crimes contra o nosso lar.

Krishna Govinda Simpson

quarta-feira, setembro 26, 2007

Voltando a falar da Austrália...

Sem seguir nenhuma cronologia, vou postar sobre algumas curiosidades , percepções, sentimentos, informações, surpresas , belezas e fatos sobre esse país continente...
Começo por... albergues ! É incrível a estrutura que esses têm ! Foge a qq pré - conceito sobre como os mesmos são.
Apesar da péssima ( hj engraçada) experiência em albergue na Itália - mais precisamente Florença porque o de Roma era bem bacaninha - resolvi encarar, na viagem pela costa leste da Austrália, esse esquema "economiza-aqui-pra-gastar-ali". Feliz decisão ! Mochileiros de toda parte do mundo interagindo num clima super bacana, limpo e organizado ! Destaque para os da rede YHA em Noosa Heads ( q showzinhos legais! ) e Sydney !
Se vc está pensando em ir pra ficar em albergues e ainda tem dúvidas... DESENCANA !
Seguem as fotos q podem dizer mais q mil palavras...



segunda-feira, setembro 24, 2007

Não é o que vc queria ler...

... e tão pouco o que eu desejava postar. Mas vale a leitura; desperta
sentimentos que vão da passividade a indignação...

20/9/2007 16:54:03

A privatização do setor elétrico está (sorrateiramente) de volta?

Por Frei Betto - Adital - de São Paulo

Não há dúvida de que, no governo Lula, a malha de transmissão de
energia elétrica cresceu muito mais do que em qualquer outro. "Nunca na
história deste pais" se investiu tanto no setor. Isso é positivo e garante
o fornecimento de energia elétrica às diversas regiões do país.

O consumidor, hoje, ganha. Ganhará sempre?

O governo federal promove, via ANEEL, leilões para expandir o sistema de transmissão elétrica do país. Nos cinco leilões entre 2000 e 2002 (eraFHC), o deságio baixíssimo assegurou altos rendimentos às empresas privadas. Em média, lucravam 20% sobre o valor do investimento. E não se permitia que empresas estatais, como Furnas, participassem dos leilões. O governo impediu Furnas de participar dos leilões das linhas de transmissão Ouro Preto-Vitória, Norte-Sul2, Itumbiara-Marimbondo etc... Quando Furnas obteve permissão de participar foi porque não houve interesse do capital privado. E a estatal saiu no lucro.

Agora, no governo Lula, os ágios dos seis leilões subiram de 30 a 50%,esfriando a farra dos elevados ganhos do setor privado. As empresas arremataram linhas a serem construídas por preços bem menores do que se fazia no passado, e muito abaixo do preço de referência da ANEEL.Bom para o consumidor brasileiro que, todo mês, paga na conta os custos de geração, transmissão e distribuição de energia, e mais os impostos embutidos. O que também favorece a competição entre as empresas do setor.

Entretanto, o filé mignon fica com as grandes empresas espanholas (Abengoa,Isolux, Elecnor, Cobra e Cymi), e a colombiana Isa. No setor de transmissão os riscos do investidor são pequenos. Em média, as grandes linhas de transmissão leiloadas são construídas em cerca de 20 meses. É rápido o retorno do capital investido. Já as hidrelétricas exigem anos de estudos, questões complexas de compensação ambiental, e tempo de construção de três anos, para as pequenas, e cinco para as médias; ou mais,para as gigantes, como a do Rio Madeira.

Este retorno financeiro, calculado, está embutido no lance do leilão. O ganhador, a curtíssimo prazo, já começa a receber seu capital de volta, em prestações mensais garantidas por 30 anos (antes corrigidas pelo IGPM e,agora, pelo IPCA). Daí a entrada maciça de empresas
estrangeiras. Essas empresas podem ser financiadas diretamente pelo BNDES (desde 2003 jácaptaram cerca de R$ 5,5 bilhões); contratar a si mesmas na execução das obras e negociar preços; refinanciar o capital próprio (equity) investindo no empreendimento (o BNDES financia cerca de 70%; a empresa entra com 30% -podendo obter financiamento
fora do Brasil); atuar em bloco (quem vai controlá-las?) e, se desejarem, não operar as linhas ganhas, negociando-as.

Já as empresas do setor elétrico estatal não têm liberdade para negociar com seus fornecedores de serviços e equipamentos, pois se regem pela lei delicitações, a Lei 8666. Tudo que fazem deve ser público e transparente. EFurnas, Eletronorte, Eletrosul e Chesf estão proibidas, pelo governo, deserem financiadas diretamente pelo BNDES.
Se quiserem obter financiamentodo BNDES, devem se associar a empresas privadas na proporção de 49% para asestatais e 51% para as privadas!É a desestatização anunciada, a prazo, mas certa, do setor detransmissão, a espinha dorsal do setor elétrico brasileiro. As linhas ficarão em mãos de empresas privadas ou mistas (sob controle do capital privado).Já as pequenas linhas estão ao alcance das estatais, que podem adquiri-las com capital próprio. Um fenômeno curioso: uma estatal federal pode se associar a uma estatal estadual - desde que esta detenha 51%. A Cemig,majoritária, e Furnas, minoritária, ganharam juntas a
pequena linha detransmissão (75 km) entre a usina de Furnas e a cidade de Pimenta (MG). É oque resta às estatais. Com capital próprio, Furnas controla apenas linhas de transmissão pequenas, como a de Campos-Macaé (92 km) e a TijucoPreto-Itapeti-Nordeste (50 km).A privatização soma-se à desnacionalização.

O que o consumidor gostaria de entender é por que as estatais federais são minoritárias nas grandes linhas? A resposta, simples, é de fazer corar quem esperava do PT um governo minimamente nacionalista: não se permite que sejam financiadas pelo
BNDES. E não podem captar dinheiro fora do país,como fazem as transnacionais. Assim, sobra às empresas federais apenas a possibilidade de, nos leilões, fazerem lances, com capital próprio, em linhas pequenas.

Entre 2000 e 2002, foram realizados investimentos no setor de transmissãoda ordem de R$ 3,8 bilhões, com deságios mínimos. À época, empresas estrangeiras obtiveram 49% das linhas leiloadas; as empresas privadas brasileiras, 36%; as parcerias estatais/privadas, 15%. As estatais,sozinhas, abocanharam apenas 13,5% dos
trechos leiloados. Já entre 2003 e 2006, quando os investimentos
totalizaram cerca de R$ 9,5bilhões, as empresas estrangeiras avançaram para 65% dos trechos leiloados. As associações de empresas estatais e privadas (estas sempre majoritárias) alcançaram 25% das linhas. As estatais recuaram e as empresas nacionais não agüentaram a concorrência.Uma análise dos leilões de 2006, onde os investimentos foram de R$ 1,8bilhão, mostra que as empresas estrangeiras
conseguiram vencer em 84% dostrechos de linhas de transmissão
leiloados.Ora, graças às estatais, o Brasil construiu, com absoluto sucesso,
um dos maiores sistemas de produção, transmissão e distribuição de
energia elétrica do mundo. A concorrência, como está agora, é desigual. As estatais concorrem com as empresas privadas sem igualdade de condições.
Estão perdendo terreno. Tudo indica que, a prazo, as estrangeiras dominarão o setor. O reflexo disso aparecerá no bolso do consumidor e na soberania do país: energia mais cara, e mais riqueza produzida aqui levada para o exterior pelas transnacionais.

terça-feira, setembro 18, 2007

Itatiaia...


... o belo logo ali ...

domingo, setembro 16, 2007

Três irmãos de Sangue

Ir ao cinema quase sempre é bom. Porém, há momentos em que é ótimo.
Três irmãos de Sangue foi um filme que proporcionou um desses momentos.
Um amigo muito querido definiu essa sensação; ele dizia que, ao contrário de filmes hollywoodianos, dos quais saimos pesados de tanto empanturramo-nos com pipoca, Três irmãos de Sangue faz a maioria das pessoas sair leve e pensante. Se pesadas, são em detrimento de suas consciências.
Henfil, sempre de bom humor e boas palavras, fazia de suas tirinhas sua arma; Chico Mário, tímido e comedido, externalizava seus sentimentos e inquietude interna em belas canções; por fim, Betinho, um amante da vida e exemplo de intensidade e perdão (tendo a pátria lhe dado as costas, a abraçou novamente, de peito aberto e ainda com uma enorme vontade de fazer diferença).
A hemofilia não os abateu. Pelo contrário. Os fez perceber que não havia tempo a perder. Intensos e serenos... como é muito difícil ser.
De fato não há como sair da sala de projeção da mesma maneira que se entrou; se sai de coração desarmado e acreditando em super heróis. Ainda que de carne e osso.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Classe média trabalha até fim de setembro para pagar impostos e serviços

Por: Patricia Alves
12/09/07 - 18h07
InfoMoney
SÃO PAULO - Brasileiros com rendimento
mensal entre R$ 3.000 e R$ 10.000 são os que mais trabalham para pagar impostos
e, também, para arcar com os gastos de despesas básicas, como plano de saúde e
educação.De acordo com o IBPT - Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, para
honrar com todos esses gastos, são necessários 272 dias de esforço, ou seja,
todo o trabalho desde o início do ano até 29 de setembro terá um único objetivo:
pagar contas. Para os brasileiros com renda mensal acima de R$ 10.000, o esforço
termina em 26 de setembro (269 dias) e, para aqueles com renda até R$ 3.000,
foram necessários 183 dias de trabalho, terminados em 2 de julho.
Educação
concentra gasto maior. Segundo o IBPT, 74,39% da renda anual do brasileiro de
classe média vai para o pagamento de tributos e serviços. Entre estes últimos,
gastos com educação exigem a maior parcela (13,29%) e tomam 49 dias de trabalho.
Os brasileiros com renda mais alta trabalham 37 dias para gastar com educação e
aqueles com rendimento mais baixo necessitam de 21 dias para este tipo de
despesa.

Pelo mundo:
Levando-se em consideração apenas o pagamento
dos tributos, na média, o brasileiro trabalha 146 dias por ano para pagar
impostos. Nos Estados Unidos, por exemplo, são necessários 102 dias trabalhados
e, na Argentina, 97 dias.

Suécia: 185 dias
França: 149 dias
Brasil: 146 dias
Espanha: 137 dias
EUA: 102 dias
Argentina: 97
dias
Chile: 92 dias
México: 91 dias


Eu não tenho nenhum comentário pra fazer; se vc tiber, fique a vontade !

quinta-feira, setembro 06, 2007