domingo, março 16, 2008

Dia 6 - tarde

Fomos almoçar. É sempre a mesma coisa: frango picante, batata picante, arroz, vegetais e queijo picante. O momento ruim da viagem!!
Seguimos então para Rohet. É uma pequena vila bem pertinho de Jodhpur (40 Km). No hotel, Bruce Chatwin escreveu The Songlines e Willian Dabrymple começou City of Djims (e eu, meu diário de bordo! Hahaha).
Chegamos 17h30, uma hora depois do que consideram um horário bom pra fazer o Jeep Safári. Ok, nós fomos mesmo assim! RS550,00.
Partimos para o deserto. No caminho, cervos, pássaros, pavões, pessoas e poeira, muita poeira! Tiramos fotos e seguimos.
A primeira parada foi em um casebre de uma família de baixa casta. Uma família de Bishnois. Essa é uma vertente do hinduísmo cujos membros têm que seguir 29 regras ( Bishnoi é 29 no dialeto deles). Dentre elas, não comer carne, proteger a natureza e os homens vestirem-se de branco. São os únicos hinduístas que não são cremados uma vez que, para isso, precisa-se cortar árvores e eles não o podem fazer.
Não há energia, saneamento ou comércio por perto.
Nessa casa estavam o dono, a esposa, a filha e quatro netos. Todos com os olhos pintados – inclusive os meninos. Aliás, eita olhos expressivos e curiosos!
Despedimos-nos e depois fomos a uma pequena comunidade de 100 famílias de casta alta. Lá já havia eletricidade, mais motos e animais também.
Embora a casa em que entramos fosse muito simples, tudo tinha seu lugar e era bem limpa. A dona nos ofereceu Massala Tea; uma delícia! Tomamos, agradecemos e fomos para outra parte da vila onde fariam a Opium Cerimony para que víssemos como funcionava.
Na cerimônia, somente homens, em sua maioria idosos, participam. Tiram a seiva da flor e para cada parte de seiva colocam 2 partes de açúcar e 20 de água mineral. Fervem e filtram. Depois, pronunciam algumas coisas e tomam três goles; um para cada um dos três deuses principais do hinduísmo.
Também existe o Opium petrificado. Achei muuuito amargo! Por fim, o cigarro que só os mais velhos fumam frequentemente para lhes dar energia...Pegamos o caminho de volta e fomos agraciados com um pôr de sol maravilhoso! Chegamos, jantamos (tsc...tsc...) e fui tomar banho porque tinha brincado com terra. E quanta terra ! :P

terça-feira, março 11, 2008

Índia – Dia 6 Manhã



Não dormi bem. Se meu pé gela, não durmo mesmo! Às 4h da manhã acordei para colocar uma blusa enrolada nele e, só então, dormi.
Pedimos para nos acordarem às 7h e assim foi. Tomamos café e fizemos check out.
Partimos de Udaipur às 09h30min com destino a Ranakpur para conhecermos o Chaturmukha Jain Temple que, como o próprio nome já diz, é Jainista.
No percurso, 2h30 de poeira, chão batido, vilarejos, mulheres com seus saris coloridos, homens com seus bigodes ou turbantes, vacas, camelos, árvores, obras na rodovia, macacos e muita, muita buzina.
O lugar é bem remoto; fica no Vale do Arvallis. E o templo é bem grande, rodeado por montanhas... Sua arquitetura é linda e delicada porque por dentro é totalmente lapidada com inúmeros símbolos e imagens. Decididamente, uma obra de arte!
O templo é a realização de uma visão e dedicado a 4 grandes sirks : Acharya Somasundarsuriji, Dharanashah, Rana Kumbha e acima de todos, Depaor Depaka, o arquiteto que tornou o sonho possível. (1446)
Uma curiosidade: ele tem 1440 pilares e nenhum é igual ao outro! E é um dos maiores e mais importantes templos jain.
Todas essas informações eu recebi lá no templo...porém, elas não batem com as do Lonely Planet que diz ser um templo dedicado a Adinath e foi construído em 1439.
Só sei que gostei muito !






sexta-feira, março 07, 2008

Dia 5 - tarde

06/02/2008 - Tarde

Depois fomos almoçar em um restaurante chamado Aroma. Não gostei da comida e, por isso, me garanti na banana e na mexerica. Aliás, as frutas da Índia são uma atração a parte! São extremamente coloridas e saborosas!
Quando acabamos, Clá deu a idéia de passarmos em uma loja de instrumentos musicais para conhecermos um pouco o som dos instrumentos típicos; muitos dos quais tínhamos visto no museu. O dono da loja, que também era músico, se chamava Bhagwati Prasad ( http://www.soundsofindia.com/ - site em manutenção) Ele tocou vários deles pra gente. Tenho gravado em vídeo ...quem sabe um dia ainda posto aqui...
Saímos às 16h e fomos para o hotel porque ali terminava o serviço do táxi para o dia.
Já às 18h, fomos ao Museu Bagore – Ki- Haveli onde acontecia diariamente uma apresentação de dança típica. ( Rs60 + Rs50 se quisesse entrar com câmera). Ele fica exatamente em frente ao lago onde navegamos no dia anterior. E o bacana foi pegar um autorickshaw pra chegar lá! (Rs50).
Entramos e logo nos deparamos com um artista que , por ter conquistado o primeiro lugar em um concurso de pintura, teve o direito de expor sua arte no museu. Ele ficou conversando conosco e fez um elefante na minha unha. ( que ainda hoje, 07/03, está em meu polegar). O elefante, na cultura indiana, é sinal de sorte e prosperidade.
Fazia frio e a apresentação fora a céu aberto. Depois de um pouco de atraso o show começou com instrumentistas que usavam os instrumentos que vimos no templo que fomos de manhã. Confesso que achei tudo muito amador e cansativo... e meio para turista ver tb sabe ? Mas valeu o transporte e a experiência...
Chegamos, jantamos e fomos dormir. Levantaríamos às 7h da manhã para tomar banho, café, fazer check out e seguir viagem...

terça-feira, março 04, 2008

Dia 5 - manhã

06/02/2008 - Manhã

Hum...melhor dia de sono!
Saímos às 10h para nosso último dia de passeio em Udaipur. Começamos pelo templo Jagadish , o maior e mais “tradicionalmente festivo” de Udaipur. Simplesmente fantástico! Cada templo é para um dos três deuses principais: Brahma ( deus da criação), Vishnu ( deus da proteção) e Shiva (deus da destruição do mal). Ainda não sei porque não tem uma bebida chamada Vishnu ! ;P
Esse era para o deus Vishnu e tinha uma riqueza de detalhes impressionante. Na base representam o diabo; logo acima, os elefantes que simbolizam prosperidade; depois, representações de seus costumes ( pessoas rezando, dançando e, novamente, posições do Kamasutra).
Nesse templo são feitos três rituais diários porque acreditam que, como nós, os deuses precisam de café da manhã ( cerimônia realizada às 5h da manhã ), almoço (10h ou 11h) e jantar (17h). Nesse momento oferecem dinheiro, colares, flores e orações. Em seguida, os homens sentam e começam a cantar e tocar instrumentos basicamente de percussão.
As mulheres sentam mais atrás e acompanham tudo batendo palmas até chegar sua hora de cantar. Não resisto e sento com elas. Uma delas me entrega um pedaço de alguma coisa feita de leite... tipo uma massa de pão. Agradeço e guardo. As outras mulheres comem.
Ficamos ali por um bom tempo ouvindo as explicações dos rituais. Cada templo tem um sacerdote que, auxiliado por sua família, cuida de sua manutenção e dos rituais. Ele não corta o cabelo e, dentro do templo, não pode olhar para nenhuma mulher porque está apenas com um vestido branco sem nada por baixo. Embora tenha status e o respeito de todos, logo percebemos as inúmeras privações pelas quais ele passa.
Após a cerimônia, sua esposa trouxe a comida que fora oferecida ao deus que fica no centro do altar e ao lado de sua “esposa” e da deusa do amor – ambas bem menores. Em seguida, a comida é distribuída para mendigos ( os intocáveis) na porta do templo.
Após nos encantarmos com tudo, desde a cerimônia até a arquitetura, saímos e pudemos vê-los comendo. Intrigante como não me chocou.
Seguimos para as compras em lojinhas populares ali por perto. Comprei dois álbuns para minhas fotos (Rs700,00) e Clá, dois vestidos.

Uma hora depois deixamos o local com destino a Bhartiya Lok Kala Museum, um pequeno museu com quadros , bijuterias típicas, instrumentos musicais e um pocket show com fantoches. Arrisquei alguns passinhos mas vi que não levo jeito pra coisa...rsrsrs...


O diabo na base e os elefantes em cima ...


O almoço dos intocáveis....

rsrsrs

segunda-feira, março 03, 2008

Udaipur


domingo, março 02, 2008

4º Dia

05/02/2008

Após uma boa dormida até 1h da manhã, eu acordo e Clá também. Na verdade, um indiano que entrou em sei lá qual estação vai descer e me acorda para que eu feche a porta...
Fiquei enrolando e controlando fome e vontade de fazer xixi. Decididamente eu estava disposta a chegar a Udaipur sem ir ao banheiro!
Chegamos 07h30min da manhã. A cidade é um pouco menor. Tem um trânsito melhorzinho e é mais limpa também. Ela foi fundada em 1567 por Maharana Udai Singh da linhagem dos Sisodias of Mewar – os descendentes do Deus Sol. Ali ficamos sabendo que todas as cidades fundadas por hindus recebem o nome de seu fundador acrescido do sufixo PUR. Por isso, Udaipur.
Ela também é conhecida como a cidade mais romântica do Rajasthan...
Entrei no hotel louca para usar o banheiro mas nosso quarto estava sendo limpo. Fomos para o restaurante tomar café... Estava tudo bom e engraçado. Simplesmente tudo que falávamos era motivo de gargalhada e, consequentemente, olhares curiosos.
Quando fomos para o quarto pude, enfim, usar o banheiro, descansar e tomar um banho...
Saímos às 12h45 para almoçar no jardim do hotel. Ele tem uma arquitetura antiga e muito bonita. Fica em frente a um dos três lagos artificiais da cidade; o Lake Fateh Sagar. Quando o cardápio chegou, eu fiquei muito feliz de poder comer algo mais familiar: fish & chips. E um garlic naan para acompanhar. Estava encharcado de óleo mas, ainda assim, comi tudo! Eu estava com muita fome!
Às 14h começamos a conhecer a cidade. Primeira parada: City Palace (Rs75,00). É o maior palácio do Rajasthan com uma fachada de 244m por 30,4m de altura. Embora construído por vários Mahajaras em diferentes momentos, o palácio é bem uniforme. O 1º foi o Mahajara Udai Singh II, o fundador da cidade.
Ele é dividido entre a ala do rei e a da rainha, totalmente independentes. Esse último é de fácil reconhecimento por ter todas as janelas fechadas.
Visitamos todo o complexo que é muito bonito. Dentre várias curiosidades, um quarto todo espelhado que reflete as posições do Kamasutra desenhadas na parede.
Do lado de fora, podemos ver o Lago Pichola no qual fizemos um passeio de barco (Rs300,00). Ele é o principal lago da cidade e abriga duas ilhas: Jagniwas e Jagmandir. No passeio, paramos nessa 2ª onde há um grande e famoso restaurante. A Jagniwas Island abriga um grande palácio que hoje funciona como um hotel. Esse complexo foi cenário para o filme Octopussy do James Bond.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

3º dia

04/02/08

Acordamos antes do serviço de despertador. Tomamos banho, arrumamos as malas e fomos tomar café. Para mim, as únicas coisas comestíveis eram as bananas e as torradas. E nisso se resumiu meu café da manhã.
Às 10h começamos nosso tour por Delhi. A primeira parada foi na parte velha, na maior mesquita no país, construída em 1650: Jamma Mosque. No caminho vimos o Red Fort que foi construído pelo Shah Jehan, o mesmo que fez o Taj Mahal. Ele, porém, estava fechado por ser 2ª feira.
Em seguida fomos ao Raj Ghat. Parecia que tínhamos saído do caos urbano de buzinas constantes. Aliás, acho que indiano usa buzina para pedir licença, para dar licença, para não dar licença, para qualquer outro motivo e quando não tem motivo também.
Porém, chegamos onde o silêncio imperava. A entrada é cheia de árvores e, em volta, há um grande parque. Um oásis!
Na entrada, a exemplo do Jamma, tiramos nossos sapatos e, nesse caso, dávamos uma gorjeta de 20Rs. Entrando, pudemos ver onde Gandhi foi cremado. Há uma música instrumental de fundo...
Nas paredes, frases de Gandhi; no lugar, turistas, guias e estudantes...
Voltamos para a fervilhante rua e seguimos para Humayun´s Tomb, na New Delhi. É igual ao Taj, porém, feito de pedras vermelhas. Decididamente uma bela prévia do que veríamos em Agra.
Às 13h30 fomos almoçar. Comemos queijo qualho no espeto, vegetables mixed, garlic naan (um pãozinho bem gostoso) e arroz branco. Tudo excessivamente condimentado; a marca da Índia.
O prato das duas com refrigerante ficou em Rs780,00.
Seguimos e, do carro, pudemos ver o prédio do governo. Descemos uns 3 min para tirar foto. O Lula esteve ali há pouco tempo.
Enfim, o último ponto. E foi fantástico! Um templo hindu simplesmente lindo chamado Laxmi Narian !!!! Feito de uma arquitetura única que sequer sei definir se é nova ou antiga, não me atrevo a posicioná-lo no tempo. São vários ambientes, às vezes mais isolados, outrora conectados, onde vários deuses são representados e, por eles, reverenciados. Infelizmente não podia tirar foto lá dentro... fica na memória...
Novamente calçadas fomos sacar dinheiro.
O guia , então, resolve nos levar para fazer compras em um lugar que ele diz ser do governo. (oportuno não?) O vendedor que me atendeu não tinha traços típicos embora fosse descendente de indianos. Era muito bonito. Fiquei conversando com ele enquanto minha irmã olhava um monte de coisas... Ele gosta do futebol brasileiro e de nossas praias. Depois, começou a fazer propaganda da Kashimira, sua região de origem. Disse que é mto bonita e que, inclusive, eu pareço com as pessoas de lá. Acho que essa parte era kaô ! rsrsrs
Seguimos, então, para a estação de trem para pegarmos nosso Mewar Express com destino a Udaipur, no Rajasthan. Passaríamos toda à noite viajando...
Chegamos às 18h34, identificamos a plataforma (7) e seguimos em sua direção. No caminho, uma cena inusitada: presidiários sendo transportados. Era uma corda onde as algemas se prendiam e, atrás, homens armados com um tipo de espingarda!
(...)
Nosso nome estava na porta do trem. Dentro da cabine um sul coreano que viajava para Gota a trabalho. Como é para a construção de uma ponte, penso que ele seja engenheiro.
Estávamos na 1ª classe, mas as fotos falam melhor.... O banheiro sim, merece descrições: um tem o vaso como os nossos; sem papel e indo direto para o chão. O outro é turco, onde você agacha e relaxa!Serviu para me lembrar que estávamos na INCREDIBLE ÍNDIA !

Laxmi Narian

Trem



quarta-feira, fevereiro 27, 2008

2º Dia

03/02/2008

Depois de 10h de vôo, chegamos a Paris. Para variar não consegui pregar o olho.
Já na saída do avião, pudemos sentir o frio parisiense: -1ºC.
Tivemos que pegar um ônibus interno para seguir para o próximo terminal: 2E. Conhecemos então a Aline; uma brasileira de SP que viajava a trabalho por uma semana em Délhi. Passamos todas pela polícia federal e ficamos esperando para embarcar no vôo de 9h que nos levaria a capital indiana.
Nesse momento começamos a ter mais contato com a língua, roupas e características do país; roupas coloridas e diferentes para pessoas monocromáticas e iguais.
Embarcamos e aqui sim, consegui cochilar.
(...)
Chegamos em Délhi às 11 da noite e um cansaço só! Passamos pela polícia depois de esperar em uma fila imensa. É que a maioria dos vôos internacionais chega naquele horário para evitar o trânsito diário. Daí dá pra se ter uma prévia do que é a cidade com mais de 20 milhões de habitantes!
Fomos para a esteira e nada das malas aparecerem. Percebi então que estavam segregando algumas em um canto. Quando fui olhar, encontrei uma minha e a da Aline. Faltavam ainda as duas mochilas e ficamos esperando até a esteira parar.
Entramos na fila de reclamações de extravio de bagagem e, enquanto esperávamos, assistíamos um pocket show de 2 européias q tinham ficado sem uma das bagagens.
Resolvi voltar para a parte de “segregação de malas” perdidas e/ou abandonadas impressionada com a quantidade e eis que avisto a beirinha da mala da Clá dentro de um saco da Air France e um outro saco completamente fechado ao seu lado.
Olhei a identificação e era a minha. Simplesmente a “oferecedora de estadia no Rio” empacotara nossas malas sem nos avisar e eu só descobri porque a da Clá estava mal fechada!
Saímos do aeroporto e tinha um representante da operadora que contratamos nos esperando.( Recomenda-se que se chegue a Índia com a locomoção e hotel definidos para o primeiro dia. ) Era um sirk charmoso com seu turbante preto.
Trocamos USD 100,00 e fomos para o hotel em um confortável carro asiático. Ele ficava em uma rua sem asfalto e feia. Entramos e fomos tomar banho para dormir. O dia seguinte começaria às 8h30.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Dia 1

Rio, 02 de fevereiro de 2008

São pouco mais de 18h. Eu e Clá estamos no vôo 455 da Air France com destino a Paris. É só a primeira parte dessa grande viagem.
Partimos para a Índia e Nepal com as impressões diferentes de diferentes pessoas. Confesso que eu, particularmente, um pouco impressionada e incapaz de concluir coisa alguma. Ou seja, é ir pra ver, cheirar, viver e sentir.
Porém, já no aeroporto do Rio há o que se comentar.
Dirigimos-nos para o check in e a moça da cia. aérea nos pergunta se queremos viajar com mais moeda. Agradecemos e dissemos que não achando que ela queria vender dólares ou euros. Ela insiste dizendo que ainda ganharíamos uma diária no hotel do Rio e viajaríamos no outro dia. Desconverso e pergunto se há lugar no 2 º andar do avião. Ela diz que sim; para o dia seguinte. Respondo com um não mais convincente e ela desiste da proposta.
Confesso que não entendi de fato o que aconteceu. Suposição: Alguém estava muito disposto a pagar bem pelas nossas passagens.
Se o tempo e a programação permitissem... :P

Diário de Bordo

Vou começar a escrever sobre minha última viagem. Não tenho a menor pretensão de dar opiniões conclusivas sobre coisa alguma. Entendi porque as impressões das pessoas sobre a Índia eram tão desencontradas... aliás, até agora não me encontrei...
Tendo seus sentidos altamente requisitados desde uma reles travessia de rua até a vista do amanhecer no Taj Mahal faz com que você se perca nas impressões...
Ama-se , odeia-se, surpreende-se, indigna-se, aprende-se, ensina-se, troca-se!
É uma viagem única e transformadora...
... venha comigo !

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Fora do Ar...

Essa sensação é meio esquisita...
Voltar pra casa e , só agora, descobrir ...

... a escola de samba que ganhou...
... que a novela das 7 mudou...
... quem foi eliminado no Big Brother...
... que choveu o mês inteiro...
... e que amigos deixam o emprego...

domingo, fevereiro 10, 2008

India...

Ainda nao vou postar as maravilhas da India...
Tenho que unir fotos, sensacoes e sentimentos em um lugar onde a Internet seja um pouco mais rapida...
Porem jah digo que o pais eh fascinante e que vai ser tema de muitos posts por aqui!

Namaste!

sábado, fevereiro 02, 2008

De malas prontas...

... é hora de dizer até logo ao meu cantinho virtual.
Às pessoas que por aqui passeiam, um excelente carnaval !
Aproveitem no conceito mais pessoal possível. Com a certeza, ou pelo menos noção, das consequencias de suas escolhas...
Namastê !

terça-feira, janeiro 29, 2008

A próxima viagem...

Em 1500, uns portugueses se lançaram ao mar para chegar à Índia e acabaram aportando no Brasil. Depois de entrar no site da Air France e ver que a viagem para lá é tão longa quanto para a Austrália, percebi que nossos colonizadores , DEFINITIVAMENTE, não eram bons de bússola. Vai errar assim lá longe!

Decidi então, conferir o que eles tanto procuravam... se valia a pena ... e se ainda o vale. Num conceito mais pacifista e coadjuvante, claro.

Na verdade a idéia não partiu de mim. Mas estou embarcando nela...

Confesso que encontrei muita coisa chocante. Falta de higiene, tradições muito diferentes, cultura idem, gastronomia questionável...

A exemplo do mochilão na Oceania, muitos ( dessa vez a maioria) me chamaram de louca. Dois ou três se amarraram. Uns ainda viram no silêncio a melhor saída.

Mas sabem como é né? Nem sempre consigo me contentar só com a opinião e impressão dos outros...

Vou , pessoalmente, lá ver ...

Namastê !


domingo, janeiro 27, 2008

Guimarães Rosa... Rosa tem um delicioso aroma... mas espinhos tb...

"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim:
Esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa,
Sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."

(Guimarães Rosa)

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Curiosidade vinda lá da Ásia...

Tenho lido sobre a Índia e resolvi compartilhar um pouco do que aprendi.

Vou começar, não por acaso, pelo cumprimento - o primeiro contato em qualquer boa relação.

Os indianos, como outras nações ao sul da Ásia, se cumprimentam com a expressão : "Namastê" .

Embora seja utilizada com a frequência do nosso "oi" ou "tchau", seu significado é bastante diferente. Mais forte; mais profundo.

Uma boa tradução seria : "o deus que há em mim saúda o deus que há em ti."

Nessa saudação, junta-se as mãos e, olhando nos olhos do outro, se diz NAMASTÊ ; faz-se uma pequena flexão e, depois, abraça!




sábado, janeiro 19, 2008

Reflexões sabáticas...

Hoje estava lendo sobre lugares e culturas . Visitei alguns blogs de viagens e sites de Agências de Turismo. Pensei até em fazer um desses blogs - idéia temporariamente não retida devido à incapacidade de manter esse reles cantinho atualizado .
Há tanta coisa pra fazer, tanto lugar pra ir, tanta gente pra conhecer!
Foi então que uma auto análise foi inevitável. E, resumindo, depois de ter colocado o mochilão nas costas e viajado para a Itália, Austrália e Argentina além de França, Espanha, Chile e o próprio Brasil, notei ter rodinhas nos pés e entendi que minha meta - ou meu legado - seria viajar os mares, as terras e os ares...
Sem pressa, começo a organizar uma vida em que caibam os oceanos, amigos, livros, amores, mapas, músicas e planos...

domingo, janeiro 13, 2008

Um dia daqueles...

Sabe aquele dia em que te pegaram pra teste ? Pois é... o meu primeiro do ano foi ontem.
Era casamento do casal super bacana Felipe & Nádia . Sai de Resende umas 9h50 para pegar ônibus para Volta Redonda. Às 10h vem um Resendense que iria só até Barra Mansa. Perguntei ao motorista qdo tinha um para VR. Apenas 10h30. Fiquei quarenta minutos no ponto, com um calorzinho da porra.
Porém, um detalhe : passaram três Resendenses para Itatiaia e qdo deu 10h35, veio um ônibus da cia e eu entrei e entreguei meu vale achando que , enfim, chegara o de VR. O trocador disse : " - Não tenho troco." .
- Troco ? Que linha é essa?
- I-T-A-T-I-A-I-A. Pegou errado?
- Peguei...
- Motorista, encosta que a moça pegou errado.

Nisso ele já tinha andado uns 500m e queria me deixar nessa distância do ponto. Eu pedi que me deixasse no próximo porque , olhando na parte de trás do ônibus, dava pra ver o VR parado no sinal. Ele disse q não poderia e o motorista parou. Aí veio a cena que eu julgava ser a do dia : eu falando lá de trás para o motorista me deixar no próximo ponto porque eu perderia o ônibus caso tivesse que ir a pé. Um passageiro se comoveu com meu problema e engrossou o coro. Lógico né ??? Eu não agi de má fé !!! O motorista me atendeu e eu agradeci.
Subi no VR em seguida e um segundo passageiro me cutucou e disse: -Pegou o ônibus errado né ? Eu percebi...
Obrigada por perceber q eu estava subindo no ônibus errado e nem me avisar ... era o que pensava enquanto ria sem graça e acenava com a cabeça de forma afirmativa.
Cheguei em VR e a saída do ar condicionado para a temperatura local foi o grand finale da viagem.
(...)
À tarde, começa a chover como se o mundo fosse desabar! Meu Deus! O casamento! Mas , nada podendo fazer, fui ver TV.
Quando já passava das 18h, fui deitar uma pouco! Minha cabeça estava estourando ... de fato, o choque térmico teve consequências mais duradouras.
Acordei para tomar banho e minha mãe tinha saído com o carro. Não tinha mais como ir. Pensei no táxi mas só tinha R$15,00 . Achei que não daria.
Com tudo dando tão errado , resolvi não ir mais ao casamento.
Porém, Fê me ligou e propôs me levar. Como eu ainda não estava pronta, não daria porque ela já tinha saído de casa e com a boa intensão de chegar na hora certa(20h45). Então ela falou do taxi e disse que pagaria pra mim qdo chegasse lá. Na volta, me levaria em casa. Sem mais desculpas e lembrando que, em novembro, deixei de ir ao casamento da Jana por ter passado mal ( dessa vez cólica) e ter a impressão que, até hoje, ela não me desculpou muito bem por isso, resolvi ir.
A parte boa do dia vem agora... :P
Peguei um taxi 9h05. O nome do motorista era Washigton. A simpatia em pessoa. Fomos conversando e ele perguntando se poderia ir pelo Monte Castelo porque era mais perto, me explicando quais eram os bairros ( como eu disse q cheguei de Resende, acho que ele entendeu que eu não era de VR) , querendo saber qual tipo de música eu queria ouvir e etc.. Zero trânsito e chegamos bem rapidinho. R$9,70. Entreguei R$10,00 e já ia saindo do carro quando ele disse que não! Que ele foi tão rapidinho que a corrida ficaria por R$8,00. Agradeci orgulhosa e acreditando na raça humana...
Tudo estava escuro e a light "pendurada" no poste. A luz tinha acabado e o casamento atrasara sem perspectiva de início. Encontro Felipe na entrada e ele está calmo. Que bom! Sigo até a mesa ( tanto a cerimônia como a festa foram na Casa Verde), cumprimento todos os conhecidos e fico conversando com Fê e Carol. Tudo muito agradável e com um Menu que prometia! rs...
A luz volta e a cerimônia se inicia. Assistimos pelo telão e achamos tudo bem legal. Em seguida, começa o serviço de buffet. Salgadinhos, bebidas e comida chegam normalmente até que Carol e Fê pedem o frizante. A moça, com muita boa vontade e muitas garrafas em cima da bandeja começa a servir Carol e tira a garrafa da taça ainda com esta na mesma posição derramando bebida em meu vestido. Sem pedir desculpas, passa a servir o Márcio por trás da Carol e desequilibra a bandeja deixando cair uma garrafa em cima das costas da Carol. Acho que suas costas ficaram doces até o final da noite.
Depois dessas derrubadas, ainda uma terceira de uma convidada nas costas do Juliano e um desequilíbrio do garçon com o balde em cima da mesa...
Passada a sessão " vamos todos nos refrescar" , tudo fica agradabilíssimo. Fomos para a pista de dança e ficamos até cansar. Na verdade, um pouco depois de cansar. Como toda menina que não sabe se portar com salto, resolvo tirar o meu e ficar descalça. Minutos depois, o convidado da roda ao lado deixa cair seu copo feito de "vidro espalha em mil" e quem pisa no 1000º caco ? Quem, quem , quem ??? Euzinha aqui ! E meu dedo começa a sangrar...
Sento e Fê, como sempre prestativérrima, pega gelo e band aid com a organização do evento. Limpo, cubro e volto pra pista.
Um tempo depois, decidimos ir embora e Márcio vai até a mesa pegar todas as nossas coisas. Meu celular não está lá. Vou ver o que aconteceu e começo a procurá-lo com a ajuda de um garçon e depois dos amigos. Em vão. Peço pra falar com alguém que possa formalizar o ocorrido e me deixam de molho por uns 15 min, simplesmente porque não encontram o maître. Enquanto isso, o responsável pelos garçons vem falar comigo dizendo que os seus funcionários são bons, que é a primeira vez que isso acontece e etc...
Explico que não estou acusando ninguém do buffet ou da organização. Apenas queria formalizar o que aconteceu até mesmo para facilitar no caso de um BO e para eles tomarem ciência que esse tipo de coisa acontece. ( afinal, escutei de todos que foi a primeira ve que isso aconteceu; talvez a primeira vez com um sóbrio que se deu conta ainda na festa).
O maître chega, conto toda a história e ele só sabe repetir " Isso é mto complicado"... " Vc tem que entender que é muito complicado" ... Com uma educação louvável para a circunstância, digo que não é nada complicado redigir, de próprio punho, uma carta. Ele entra e some.
Enquanto isso vejo todos os meus amigos não se permitindo ir embora enquanto eu não resolvesse a questão. E Carol ainda iria para BM e Juliano trabalharia no outro dia. Resumo, eu estava sendo um incômodo impotente.
Vejo o chefe dos garçons e me dirijo a ele dizendo que aquela passividade e despespeito ( cadê o homem???) estavam me obrigando a envolver os noivos no circuito e eu não queria fazê-lo. Descubro então que a pessoa com quem ele conversa é irmão do dono do Buffet que acabara de chegar de outro evento.
Explico tudo novamente deixando claro que não espero que recuperem o celular naquele momento e sim que formalizem o ocorrido.
Aí sim esse escreve, pega meu telefone, deixa o dele e pede desculpas. Sobre o maître nada mais sei (isso é muito complicado).
Vou embora com o pé cortado, sem celular ( quem teria pego em uma festa de casamento onde todos são conhecidos dos noivos?) e com os amigos. Agradeci educadamente e acreditando EM PARTE da raça humana...



E como sempre digo: dia-a-dia exercitando meu humor opinião e poesia...

domingo, janeiro 06, 2008

É para o francisco. Mas poderia ser para muitos de nós...

O blog que acabo de descobri já é, de longe, o que mais me tocou...
Segundo Clara , do Vida no Rascunho (link aí no canto direito do cantinho central), um blog doído de se ler ...

http://www.parafrancisco.blogspot.com/

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Prestando contas...

Prometi algumas coisas no início do ano passado e chegou a hora de prestar contas comigo mesma...
Achei que a grande sacada era prometer algumas coisas fáceis, umas poucas medianas e quase nada difícil. O critério usado? Algo que eu chamaria de conceito coletivo.
Começa a lista...
Voltar a fazer inglês ....OK
( firme e forte em 2008 tb!)
Passar protetor solar todos os dias ...OK
( isso está ficando caro...rsrsrs...)
Caminhar 3X por semana ... NÃO OK
( prometer ou não prometer para 2008 ? Eis a questão!)
Conhecer as Prateleiras ali em Itatiaia ... NÃO OK
( essa deu vergonha...)
Passar a comer alguma verdura ou legume que eu não comia...OK
(mas continuo achando nada saboroso)
...
Vamos pular para as médias...
Fazer uma viagem ecoturística ...OK
(A Chapada dos Guimarães é mesmo linda !!!)
Ler sobre ações e arriscar um pouco mais... OK
(poderia ter ido além ... foi o ano do espetáculo do crescimento! rs...)
Estacionar em uma vaga apertada na principal da Amaral Peixoto... NÃO OK
( ah, nem tive essa situação! rsrsrs)
...
Viajar para a Austrália ! OK OK OK
(orgulhosa de mim mesma apesar de ainda estar pagando! hahaha)
Começar aula de algum instrumento musical de percussão... NÃO OK
( inércia total!)
Fazer aula de dança de Salão...OK
( fiz uma mas qto nove horas do professor! Desisti....)
Prestar atenção nas conversas cujo assunto não me interessa... NÃO OK
( essa promessa é a looooooongo prazo)
Usar mais saias...OK
( uso, pelo menos, uma vez por mês !)

A lista 2008 está em fase de finalização. Alguma sugestão ?

terça-feira, dezembro 25, 2007

Um fim de semana pra guardar na memória...




AMEI encontrar amigos que havia muito tempo que eu não via...


AMEI ver pessoas vindo de longe...


AMEI encontrar amigos que vejo quase todos os dias...


AMEI saber das novidades e escutar sobre os novos sonhos...


AMEI ter a oportunidade de dizer o quanto amo cada um de vocês...


AMEI muito tudo isso !




quinta-feira, dezembro 20, 2007

Feliz Natal !

É chegada a hora de desejar Feliz Natal. E enquanto pensava no que escrever, recordava os natais passados.
Foi então que lembrei de um ano onde escrevi , em uma cartolina verde musgo tamanho A1, uma poesia cujo título era "A Árvore dos Amigos" e pedi que meus amigos escrevessem recadinhos e colocassem suas assinaturas. Ah, como eu gostava de ler e reler mil vezes aquelas frases de bons desejos e declarações de amizades !
Apelei então para o Google e cá está, uns 10 anos depois. O engraçado é que as assinaturas poderão aparecer novamente. Dessa vez, de maneira virtual.
Uma coisa é certa: amarei lê-las e relê-las umas mil vezes...



A Árvore dos Amigos

Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzados nossos caminhos.
Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro.
A todas elas chamamos de amigos. Há muitas tipos de amigos, talvez cada folha de uma
árvore caracterize um deles.
O primeiro que nasce de um broto é o amigo pai e a amiga mãe. Mostram o que é ter vida.
Depois, em o amigo irmão,com quem dividimos o nossos espaços, para que ele floreça como nós.
Passamos a conhecer toda a família de folhas, a qual respeitamos e desejamos o bem.
Mas o destino nos apresenta outros amigos, aos quais não sabíamos que ia cruzar o nosso
caminho.
Muitos desses denominados amigos do peito, do coração, são sinceros
verdadeiros, sabem quando não estamos bem, sabe nos fazer feliz...
Às vezes um desses amigos do peito estala o nosso coração e é chamado de amigo
namorado.
Ele dá brilho aos nossos olhos, músicas aos nossos lábios, pulos aos nossos pés.
Mas também há aquele amigo por um tempo, talvez por umas férias ou
mesmo um dia ou uma hora.
Esses costumam colocar muitos sorrisos na face, durante o tempo em que estão por perto.
Falando em perto, não podemos esquecer dos amigos distantes, aqueles que ficam nas pontas dos galhos, mas quando o vento sopra sempre aparecem novamente entre uma folha e outra.
Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por
muitas estações, mas o que nos deixam mais felizes é que as que cairam continuam
por perto, alimentando a nossa raiz com alegria.
Lembranças de momentos maravilhosos, enquanto cruzaram o nosso caminho.
Desejo a você, folha da minha árvore paz,amor, saúde, sucesso,prosperidade, hoje e
sempre.
Simplesmente porque cada pessoa que passa em nossa vida é única, sempre deixa um
pouco de si e leva um pouco de nós.
Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada.


Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova
evidente de que duas almas não se encontraram por acaso ...




terça-feira, dezembro 18, 2007

Enquanto pesquiso sobre minha próxima viagem...

... leio a frase anônima:

A vida não é medida pelo número de vezes que respiramos, mas pelos lugares
e momentos capazes de tirar nosso fôlego.


Se isso for verdade, quero ter bem mais que meus vinte e poucos anos...


domingo, dezembro 09, 2007

Dessa vez, fibromialgia. Põe na conta!

A Veja da semana passada (semana em que estive com o ombro durinho, durinho e doendo pra kct) trouxe uma matéria sobre o distúrbio da somatização com alguns números.


A palavra somatização hoje é usada especificamente para as doenças
identificáveis por meio de exames, desencadeadas por sobrecarga
emocional. Certas doenças têm um componente fortemente somático. É o
caso de asma, úlceras, fibromialgia, gastrite e alergias , principalmente. ( Revista Veja)


Entre esses números, o que dizia q essas doenças de fundo emocional surgem em 20% das pessoas e o que dizia a idade média desses "sortudos": 42,3 anos.

Odeio certas "precocidades"!


* Atenção especial para a legenda da foto. Aff! *


Comportamentos histriônicos ou contidos demais favorecem as doenças psicossomáticas. Entender e expressar as emoções é a melhor forma de se proteger.

quarta-feira, dezembro 05, 2007


Ontem postei sobre o isolamento dos Estados Unidos em relação ao Protocolo de Kyoto. À noite, vi na Tv a reportagem sobre o mico Bush em relação às armas nucleares no Irã que simplesmente não existem. Agora, mais uma informação intrigante sobre o país segue na reportagem abaixo .
Acho que Tio Sam está caducando...

4/12/2007 10:49:12

Crise leva brasileiros ao êxodo dos EUA

Por Redação, com NY Times - de Nova York

Um número cada vez maior de brasileiros têm deixado os Estados Unidos e desistido de viver ilegalmente no país, para voltar aos seus lugares de origem, muitos após mais de uma década, afirmou reportagem publicada na terça-feira pelo diário norte-americano The New York Times, em reportagem da jornalista Nina Bernstein e Elizabeth Dwoskin. Segundo a matéria, intitulada “Brasileiros desistem de seu sonho (norte-)americano”, os brasileiros que deixam o país explicam sua decisão “apontando para um medocrescente de deportação e uma economia norte-americana em queda”.
“Muitos citam a expiração das carteiras de motorista que não podem mais ser renovadas, de acordo com as regras mais duras, ao lado de uma forte queda no valor do dólar em relação à moeda do Brasil, onde a economia melhorou”,diz o jornal. O NY Times atribui a informação de que cada vez mais imigrantes brasileiros estão retornando ao Brasil a “funcionários consulares, agências de turismo inundadas por reservas de passagens somente de ida e líderes comunitários em bairros que os imigrantes brasileiros transformaram, de Boston a Pompano Beach, na Flórida”.
Crise da hipoteca
Citado pelo jornal, o líder comunitário Fausto Rocha, fundador do Centro doImigrante Brasileiro em Boston, diz que “seus compatriotas – muitos ilegais– estão deixando o país aos milhares, alguns após perderem suas casas na crise das hipotecas de alto risco”.
“Em Nova York e Nova Jersey, agências de viagem e outros que vendem passagens aéreas dizem que as reservas para vôos somente de ida para oBrasil mais do que dobraram desde o ano passado, para cerca de 150 diárias a partir do aeroporto internacional J.F. Kennedy”, diz a reportagem.
O diário diz ainda que um levantamento feito pelo consulado do Brasil em Miami “confirmou o que já supunham”. “Mais brasileiros estão deixando a região do que chegando – numa reversão de uma curva ascendente que parecia impossível de ser contida tão recentemente quanto 2005, quando brasileiros incapazes de atender aos duros requisitos para visto estavam se infiltrando pela fronteira Estados Unidos-México em números recordes”, diz o texto.
Para o jornal, “ainda é cedo para dizer se a migração reversa dos brasileiros os coloca na vanguarda de uma onda mais ampla entre os imigrantes ou ressalta sua diferença”. A reportagem comenta que “eles geralmente vêm de classes mais urbanas e educadas do que outros grandes grupos de imigrantes ilegais da América Latina, segundo mostram estudos”.“Muitos que voltam agora vinham investindo seus ganhos americanos em imóveis no Brasil”, diz o New York Times.

terça-feira, dezembro 04, 2007

Para esse lindo país que está sob o buraco da camada de ozônio e teve 20 cm de mar avançando em seu litoral com a vinda do Tsunami, uma decisão mais que sensata ...



(Foto tirada em Cairns ...onde todos os dias são assim!!!)


3/12/2007 13:34:16



Austrália assina Tratado de Kioto e isola os EUA

Por Redação, com agências internacionais - de Sydney

Kevin Rudd tem posições progressistas. Novo primeiro-ministro da Austrália, o trabalhista Kevin Rudd assinou, nesta segunda-feira, a documentação que levará à ratificação do Protocolo de Kyoto.

Com a ratificação australiana, os Estados Unidos agora serão o único grande país industrializado a não assinar o tratado sobre mudança climática.

A medida tomada por Kevin Rudd significa uma grande mudança em relação ao governo anterior, de John Howard, aliado dos Estados Unidos e que se opunha ao tratado há uma década.

Foi o primeiro ato oficial de Rudd como primeiro-ministro da Austrália, no dia em que ele tomou posse do cargo.

– Este é o primeiro ato oficial do novo governo australiano – disse.

Rudd acrescentou que, ao assinar o chamado Instrumento de Ratificação, ele demonstrou o compromisso de seu governo para o controle das mudanças climáticas. O novo primeiro-ministro também promete iniciar uma nova era na diplomacia ambiental australiana, participando pessoalmente da Conferênciasobre Mudança Climática da ONU, em Bali. Com a ratificação, a Austrália deve se transformar em integrante efetivo do Protocolo de Kyoto a partir de março de 2008.

A medida também significa um importante rompimento com o governo de GeorgeW. Bush na questão da mudança climática.

sábado, novembro 24, 2007

Menos de 24h depois venho postar novamente! Isso é inédito !
O estímulo foi um scrap recebido em meu orkut:


Guilherme:

As Linhas Aéreas Inteligentes separaram seu nome ao publicar sua carta na revista de Novembro...Saudadona!

Hahaha é verdade! Fiquei impressionada com a qualidade da revista mensal distribuída na GOL e enviei uma carta para elogiar. A viagem era para Bariloche. O mês era agosto. E não só começou bem como foi uma das melhores viagens que fiz!
Ok...ok... da próxima eu viro matéria!






O que reter ?

Paro para ler as notícias do dia...

* Continuam as buscas pelos culpados da insandice de colocar uma menina de 15 (20?) anos em uma cela com detentos do sexo masculino;
* Um deputado do PSOL levou um transformista para uma performance na Assembléia Legislativa de SP;
* O relógio da Central do Brasil não funciona. Inclusive um lado não erra como o outro; cada um marca um horário ;
* Na TV passa Jornal da Globo; a notícia é sobre Thiago Pereira, o voltaredondense da vez. Até aí, só orgulho. Eis que a matéria fala q dia 19 de outubro começou a Copa do Mundo de Natação na Africa do Sul e começa a mostrar cada cidade do circuito em um mapa. Sydney foi a 3ª cidade e simplesmente a colocaram na América do Norte;
* Beira-mar continuava a controlar o tráfego de dentro da cadeia; ( será q a menina preferiria ficar com ele?)
* A TV digital será inaugurada no Brasil em 02/12, no município de São Paulo, e anunciaram que o preço dos conversores mais baratos custam em torno de R$499,00.

Eu não sei não... mas acho que estão de sacanagem comigo...

domingo, novembro 18, 2007

Nessa semana li , no site BBC Brasil, uma reportagem sobre a crônica que saiu na revista The Economist onde a mesma dizia, ironicamente, que Deus parecia mesmo ser brasileiro. Tratava-se de um comentário sobre a nova descoberta de Petróleo que pode colocar o país em notoriedade inédita ( e assustadora).

“As florestas do Brasil são maiores do que as de qualquer outro. Seu solo é
tão fértil que algumas árvores chegam à plena maturidade mais rápido do que as
pessoas. Debaixo de seu solo há enormes depósitos minerais que são a matéria
prima para o crescimento chinês de dois dígitos. O Brasil já está no caminho
para se tornar uma superpotência da energia alternativa. (...) E como se
provasse o dito popular de que ‘Deus é brasileiro’, agora parece que há bilhões
de barris de petróleo a mais do que se pensava antes ,sob as águas profundas da
costa brasileira."

Na semana seguinte, a Petrobrás divulga seu resultado 22% inferior ao mesmo trimestre em 2006.

Notícias antagônicas. Não sei se de maneira providencial.

Já no jornal Argentino El Cronista Comercial, que também lembrou do compromisso com os EUA em relação ao biocombustível, cita a decisão do governo:

“Lula sabe que além de ter uma indústria pujante, uma demografia continental e
recursos naturais, também é necessário para ser uma potência mundial, ter poder
militar (...) Por isso, para 2008 haverá um notável aumento dos gastos
destinados a adquirir armamento. O Brasil planeja aumentar em 50% seus gastos
militares ao embarcar em projetos de renovação de submarinos, fabricar mísseis e
comprar aviões"


Tenho a impressão que, quando dizemos que Deus é brasileiro, realmente levamos em consideração o fato de que aqui temos muitas riquezas naturais e que nessa terra tudo que se planta, dá . Mas, além disso e muito mais, porque aqui não temos catástrofes ambientais, os povos convivem com as diferenças como em poucos lugares, porque fazemos festa com o pouco, vivemos em paz com o mundo e vemos a beleza que há no simples.
E fiquei pensando se Deus, sendo brasileiro, esperava essa decisão do governo e atenção do mundo ao colocar o ouro negro por aqui; se ele esperava isso que acontece lá no oriente há anos quando o colocou lá.

Nunca ouvi ninguém dizer que Deus é saudita nem russo . Estou començando a ficar preocupada.

quinta-feira, novembro 15, 2007

Procurando o Tom

Hoje é feriado. Milhares de pessoas lotam portos e aeroportos , rodovias e rodoviárias .
Eu estou em casa. Amanhã é uma sexta feira ainda que não seja a sexta feira feliz aqui já postada. Fui almoçar com a Fê (mais um desses presentes de Minas Gerais, uai!) e, depois, resolvi passar na locadora: chuva+ feriado em casa = filme.

- Vcs têm "Fabricando Tom Zé" ?
- Tom o quê ?
- Tom Zé.
- Isso é um filme ?
( alguém procura alguma coisa na locadora que não seja filme ? )
- ...
Saí da locadora com outro filme onde tentarei encontrar um outro tom...
As notícias não são boas. O sogro da Fê está no INCA e, ontem, foi operado para a remoção de um tumor. Hoje recebe-se a notícia de que ele não fora removido. Era grande demais e vão tratar com quimioterapia. Três dias internado, 8 horas de cirurgia e nada feito.
Fiquei pensando em várias coisas... Uma delas, a difícil tarefa do médico, já com a "mão na massa", ter que fazer a escolha de intervir ou não. E aqui não estou falando de planilhas em Excel onde um erro pode parar uma fábrica inteira. Estou falando de uma decisão de vida e sobrevida de uma pessoa e de todas que a rodeiam!
E meus pensamentos foram ficando meio Lya Luft:

"Somos autores de boa parte de nossas escolhas e omissões, audácia ou
acomodação, nossa esperança e fraternidade ou nossa desconfiança. Sobretudo,
devemos resolver como empregamos e saboreamos nosso tempo, que é afinal sempre o tempo presente.

Mas somos inocentes das fatalidades e dos acasos brutais que nos roubam amores, pessoas, saúde, emprego, segurança, ideais. (...)"


Concordo com ela. Ainda mais quando ela entitula a crônica : Procurando o Tom.
Porque hoje, decididamente, estou Procurando o Tom tb...

segunda-feira, novembro 12, 2007

quinta-feira, novembro 08, 2007

domingo, novembro 04, 2007

"No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento…"

Mário Quintana

terça-feira, outubro 30, 2007

Game Over-dose

O orkut me avisou que era aniversário de um amigo. Fui em seu profile e no "About me" estava escrito:

"Vídeo-games não influenciam crianças. Quer dizer, se o Pac-man tivesse influenciado a nossa geração, estaríamos todos correndo em salas escuras, mastigando pílulas mágicas e escutando músicas eletrônicas repetitivas."

Pedi permissão para discordar e ele, educadamente, me permitiu.
Se vídeo game influencia ou não as crianças, pequenas ou grandes, é um assunto para uma bela discussão. Mas que estamos nessa vida de Pac-man, ah eu acho que estamos sim!!!

Não estaria a nossa geração mastigando pírulas mágicas? Que nos fazem acreditar que somos deuses e vermos seres inusitados e psicodélicos ?
E as músicas eletrônicas repetitivas??? Como não ??? E isso durante horas, horas e horas ...

Ele respondeu com um " É verdade..."

Sim é verdade. E virou notícia um dia depois. Lá em Itaboraí.

Game over -dose .

domingo, outubro 28, 2007

Sobra tanta falta - C. Trevisan - O teatro Mágico

Falta tanta coisa na minha janela
Como uma praia
Falta tanta coisa na memória
Como o rosto dele
Falta tanto tempo no relógio
Quanto uma semana
Sobra tanta falta de paciência
Que me desespero
Sobram tantas meias-verdades
Que guardo pra mim mesmo
Sobram tantos medos
Que nem me protejo mais
Sobra tanto espaço
Dentro do abraço
Falta tanta coisa pra dizer
Que nunca consigo

Sei lá,
Se o que me deu foi dado
Sei lá,
Se o que me deu já é meu
Sei lá,
Se o que me deu foi dado ou se é seu

Sei lá...

segunda-feira, outubro 22, 2007

Cow Parade Rio

Desde o início do mês ( e até o dia 03/11) é possível ver, espalhadas por todos os cantos do Rio, as “cowriocas”! São cerca de 120 criativas vaquinhas que brincam com as marcas das empresas que patrocinaram o evento, divulgam a criatividade do artista brasileiro ou fazem uma crítica bem humorada sobre algum dos diversos temas que merecem a atenção dos grandes búfalos mas contam mesmo é com a passividade das vaquinhas de presépio ...

Seguem as vaquinhas que vi around the world ...



sexta-feira, outubro 19, 2007

Pessoas na Austrália


Como se não bastassem o visual das praias , a organização do sistema, as opções de lazer e a beleza de cada esquina, a Austrália ainda me brindou com pessoas muito especiais e queridas...
... de toda parte do mundo...

segunda-feira, outubro 15, 2007

Esconderijo conjugal *

* Não postei essa crônica porque concordo com ela. Eu , que sequer sei namorar , não ousaria ter uma opinião tão cheia de verdades. Postei apenas porque é um ponto de vista...
... ainda que um ponto de vista seja apenas a vista de um ponto...

Martha Medeiros
No livro Monogamia, do psicanalista Adam Philips, há um trecho em que ele diz que o esconderijo mais aconchegante é aquele em que conseguimos esquecer do que estamos nos escondendo.Mais: é aquele em que até esquecemos que estamos escondidos. E conclui: "formamos casais porque é impossível esconder-se sozinho".
O casamento como esconderijo. Eu nunca havia pensado nisso antes.
Uma pessoa avulsa é uma pessoa com sua solidão escancarada, é uma pessoa que necessita fazer contatos e explicar quem é, o que faz, do que gosta.Uma pessoa sozinha é visada, está exposta, julgam que ela tem mais tempo, está mais disponível, uma pessoa sozinha não tem onde esconder-se. Já duas pessoas juntas escondem-se das fantasias e do julgamento alheio, escondem-se de sua própria vulnerabilidade e dos seus próprios segredos, duas pessoas juntas protegem-se oficialmente, mesmo sem ter a consciência de que sua união também é isso, um esconderijo.
A sociedade costuma cobrar relações amorosas daqueles que escolheram viver sozinhos, ou estão sozinhos por contingência do destino. Os solitários, os ermitãos, os donos da própria vida são tratados como se estivessem à margem, mas são os casados os verdadeiros excluídos, porque, uma vez cumpridores de uma expectativa social, perdem seu potencial para surpreender, não chamam mais a atenção, passam a ser apenas fazedores de filhos e de dívidas, consumidores de imóveis de três dormitórios e carros utilitários, viram alvo apenas das corretoras de seguro e dos agentes de viagem.Dentro de um casamento, julga-se que há duas pessoas realizadas, completamente a salvo da angústia existencial, da carência afetiva, dos traumas de infância, da insanidade, do vício e dos ímpetos - imagine,ímpetos: casais jamais ousariam fazer algo sem pensar, sem conversar muitas vezes antes, durante e depois do jantar.
A solidão, que sempre pareceu nos proteger, na verdade nos coloca no centro das atenções, permite que coloquem o dedo nas nossas feridas. Já o casamento nos tira da prateleira, nos resguarda, nos esconde tão bem e tão sem alarde que a gente nem percebe que está escondido. Que ironia: o casamento é que é underground.

segunda-feira, outubro 08, 2007

O GRITO


Essa foto pode traduzir a sua sensação em algum momento da sua vida ?
Boa né ?
Posted by Picasa

quinta-feira, outubro 04, 2007

Soneto do Senador

O Sol da capital ofusca a vista
E o povo então escuta em tom irônico
O brado retumbante e lacônico
De um grande mentiroso e bom sofista

De inescrupulosos há uma lista
Que ronda pela pátria a causar pânico
Parece que o espírito satânico
Baixou lá em Brasília pela pista

E roubam a nação os bandalheiros
Até um senador, um tal Calheiros
Mais um que vai nas tetas a mamar

Então eu me pergunto quantos anos
Ainda vamos ver os quentes panos
Cobrir os crimes contra o nosso lar.

Krishna Govinda Simpson

quarta-feira, setembro 26, 2007

Voltando a falar da Austrália...

Sem seguir nenhuma cronologia, vou postar sobre algumas curiosidades , percepções, sentimentos, informações, surpresas , belezas e fatos sobre esse país continente...
Começo por... albergues ! É incrível a estrutura que esses têm ! Foge a qq pré - conceito sobre como os mesmos são.
Apesar da péssima ( hj engraçada) experiência em albergue na Itália - mais precisamente Florença porque o de Roma era bem bacaninha - resolvi encarar, na viagem pela costa leste da Austrália, esse esquema "economiza-aqui-pra-gastar-ali". Feliz decisão ! Mochileiros de toda parte do mundo interagindo num clima super bacana, limpo e organizado ! Destaque para os da rede YHA em Noosa Heads ( q showzinhos legais! ) e Sydney !
Se vc está pensando em ir pra ficar em albergues e ainda tem dúvidas... DESENCANA !
Seguem as fotos q podem dizer mais q mil palavras...



segunda-feira, setembro 24, 2007

Não é o que vc queria ler...

... e tão pouco o que eu desejava postar. Mas vale a leitura; desperta
sentimentos que vão da passividade a indignação...

20/9/2007 16:54:03

A privatização do setor elétrico está (sorrateiramente) de volta?

Por Frei Betto - Adital - de São Paulo

Não há dúvida de que, no governo Lula, a malha de transmissão de
energia elétrica cresceu muito mais do que em qualquer outro. "Nunca na
história deste pais" se investiu tanto no setor. Isso é positivo e garante
o fornecimento de energia elétrica às diversas regiões do país.

O consumidor, hoje, ganha. Ganhará sempre?

O governo federal promove, via ANEEL, leilões para expandir o sistema de transmissão elétrica do país. Nos cinco leilões entre 2000 e 2002 (eraFHC), o deságio baixíssimo assegurou altos rendimentos às empresas privadas. Em média, lucravam 20% sobre o valor do investimento. E não se permitia que empresas estatais, como Furnas, participassem dos leilões. O governo impediu Furnas de participar dos leilões das linhas de transmissão Ouro Preto-Vitória, Norte-Sul2, Itumbiara-Marimbondo etc... Quando Furnas obteve permissão de participar foi porque não houve interesse do capital privado. E a estatal saiu no lucro.

Agora, no governo Lula, os ágios dos seis leilões subiram de 30 a 50%,esfriando a farra dos elevados ganhos do setor privado. As empresas arremataram linhas a serem construídas por preços bem menores do que se fazia no passado, e muito abaixo do preço de referência da ANEEL.Bom para o consumidor brasileiro que, todo mês, paga na conta os custos de geração, transmissão e distribuição de energia, e mais os impostos embutidos. O que também favorece a competição entre as empresas do setor.

Entretanto, o filé mignon fica com as grandes empresas espanholas (Abengoa,Isolux, Elecnor, Cobra e Cymi), e a colombiana Isa. No setor de transmissão os riscos do investidor são pequenos. Em média, as grandes linhas de transmissão leiloadas são construídas em cerca de 20 meses. É rápido o retorno do capital investido. Já as hidrelétricas exigem anos de estudos, questões complexas de compensação ambiental, e tempo de construção de três anos, para as pequenas, e cinco para as médias; ou mais,para as gigantes, como a do Rio Madeira.

Este retorno financeiro, calculado, está embutido no lance do leilão. O ganhador, a curtíssimo prazo, já começa a receber seu capital de volta, em prestações mensais garantidas por 30 anos (antes corrigidas pelo IGPM e,agora, pelo IPCA). Daí a entrada maciça de empresas
estrangeiras. Essas empresas podem ser financiadas diretamente pelo BNDES (desde 2003 jácaptaram cerca de R$ 5,5 bilhões); contratar a si mesmas na execução das obras e negociar preços; refinanciar o capital próprio (equity) investindo no empreendimento (o BNDES financia cerca de 70%; a empresa entra com 30% -podendo obter financiamento
fora do Brasil); atuar em bloco (quem vai controlá-las?) e, se desejarem, não operar as linhas ganhas, negociando-as.

Já as empresas do setor elétrico estatal não têm liberdade para negociar com seus fornecedores de serviços e equipamentos, pois se regem pela lei delicitações, a Lei 8666. Tudo que fazem deve ser público e transparente. EFurnas, Eletronorte, Eletrosul e Chesf estão proibidas, pelo governo, deserem financiadas diretamente pelo BNDES.
Se quiserem obter financiamentodo BNDES, devem se associar a empresas privadas na proporção de 49% para asestatais e 51% para as privadas!É a desestatização anunciada, a prazo, mas certa, do setor detransmissão, a espinha dorsal do setor elétrico brasileiro. As linhas ficarão em mãos de empresas privadas ou mistas (sob controle do capital privado).Já as pequenas linhas estão ao alcance das estatais, que podem adquiri-las com capital próprio. Um fenômeno curioso: uma estatal federal pode se associar a uma estatal estadual - desde que esta detenha 51%. A Cemig,majoritária, e Furnas, minoritária, ganharam juntas a
pequena linha detransmissão (75 km) entre a usina de Furnas e a cidade de Pimenta (MG). É oque resta às estatais. Com capital próprio, Furnas controla apenas linhas de transmissão pequenas, como a de Campos-Macaé (92 km) e a TijucoPreto-Itapeti-Nordeste (50 km).A privatização soma-se à desnacionalização.

O que o consumidor gostaria de entender é por que as estatais federais são minoritárias nas grandes linhas? A resposta, simples, é de fazer corar quem esperava do PT um governo minimamente nacionalista: não se permite que sejam financiadas pelo
BNDES. E não podem captar dinheiro fora do país,como fazem as transnacionais. Assim, sobra às empresas federais apenas a possibilidade de, nos leilões, fazerem lances, com capital próprio, em linhas pequenas.

Entre 2000 e 2002, foram realizados investimentos no setor de transmissãoda ordem de R$ 3,8 bilhões, com deságios mínimos. À época, empresas estrangeiras obtiveram 49% das linhas leiloadas; as empresas privadas brasileiras, 36%; as parcerias estatais/privadas, 15%. As estatais,sozinhas, abocanharam apenas 13,5% dos
trechos leiloados. Já entre 2003 e 2006, quando os investimentos
totalizaram cerca de R$ 9,5bilhões, as empresas estrangeiras avançaram para 65% dos trechos leiloados. As associações de empresas estatais e privadas (estas sempre majoritárias) alcançaram 25% das linhas. As estatais recuaram e as empresas nacionais não agüentaram a concorrência.Uma análise dos leilões de 2006, onde os investimentos foram de R$ 1,8bilhão, mostra que as empresas estrangeiras
conseguiram vencer em 84% dostrechos de linhas de transmissão
leiloados.Ora, graças às estatais, o Brasil construiu, com absoluto sucesso,
um dos maiores sistemas de produção, transmissão e distribuição de
energia elétrica do mundo. A concorrência, como está agora, é desigual. As estatais concorrem com as empresas privadas sem igualdade de condições.
Estão perdendo terreno. Tudo indica que, a prazo, as estrangeiras dominarão o setor. O reflexo disso aparecerá no bolso do consumidor e na soberania do país: energia mais cara, e mais riqueza produzida aqui levada para o exterior pelas transnacionais.

terça-feira, setembro 18, 2007

Itatiaia...


... o belo logo ali ...

domingo, setembro 16, 2007

Três irmãos de Sangue

Ir ao cinema quase sempre é bom. Porém, há momentos em que é ótimo.
Três irmãos de Sangue foi um filme que proporcionou um desses momentos.
Um amigo muito querido definiu essa sensação; ele dizia que, ao contrário de filmes hollywoodianos, dos quais saimos pesados de tanto empanturramo-nos com pipoca, Três irmãos de Sangue faz a maioria das pessoas sair leve e pensante. Se pesadas, são em detrimento de suas consciências.
Henfil, sempre de bom humor e boas palavras, fazia de suas tirinhas sua arma; Chico Mário, tímido e comedido, externalizava seus sentimentos e inquietude interna em belas canções; por fim, Betinho, um amante da vida e exemplo de intensidade e perdão (tendo a pátria lhe dado as costas, a abraçou novamente, de peito aberto e ainda com uma enorme vontade de fazer diferença).
A hemofilia não os abateu. Pelo contrário. Os fez perceber que não havia tempo a perder. Intensos e serenos... como é muito difícil ser.
De fato não há como sair da sala de projeção da mesma maneira que se entrou; se sai de coração desarmado e acreditando em super heróis. Ainda que de carne e osso.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Classe média trabalha até fim de setembro para pagar impostos e serviços

Por: Patricia Alves
12/09/07 - 18h07
InfoMoney
SÃO PAULO - Brasileiros com rendimento
mensal entre R$ 3.000 e R$ 10.000 são os que mais trabalham para pagar impostos
e, também, para arcar com os gastos de despesas básicas, como plano de saúde e
educação.De acordo com o IBPT - Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, para
honrar com todos esses gastos, são necessários 272 dias de esforço, ou seja,
todo o trabalho desde o início do ano até 29 de setembro terá um único objetivo:
pagar contas. Para os brasileiros com renda mensal acima de R$ 10.000, o esforço
termina em 26 de setembro (269 dias) e, para aqueles com renda até R$ 3.000,
foram necessários 183 dias de trabalho, terminados em 2 de julho.
Educação
concentra gasto maior. Segundo o IBPT, 74,39% da renda anual do brasileiro de
classe média vai para o pagamento de tributos e serviços. Entre estes últimos,
gastos com educação exigem a maior parcela (13,29%) e tomam 49 dias de trabalho.
Os brasileiros com renda mais alta trabalham 37 dias para gastar com educação e
aqueles com rendimento mais baixo necessitam de 21 dias para este tipo de
despesa.

Pelo mundo:
Levando-se em consideração apenas o pagamento
dos tributos, na média, o brasileiro trabalha 146 dias por ano para pagar
impostos. Nos Estados Unidos, por exemplo, são necessários 102 dias trabalhados
e, na Argentina, 97 dias.

Suécia: 185 dias
França: 149 dias
Brasil: 146 dias
Espanha: 137 dias
EUA: 102 dias
Argentina: 97
dias
Chile: 92 dias
México: 91 dias


Eu não tenho nenhum comentário pra fazer; se vc tiber, fique a vontade !

quinta-feira, setembro 06, 2007

domingo, setembro 02, 2007

Para quem diz...

... que eu adoro deixar nas entrelinhas, acho que tenho o apoio de Clarice Lispector ...

“Mas já que se há de escrever que ao menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas”

segunda-feira, agosto 27, 2007

Aconteceu! E foi no Rio...

Sábado. Agosto. Santa Tereza. Rio.
Já é sabido que esse cantinho do Rio é um achado. Eu só não tinha achado ainda que, naquele dia, teríamos nossa esperança no ser humano aumentada.
O bloco passava pelas ruas do bairro e a diversidade ia atrás; gente da zona Sul, da Zona Norte, gringos e amigos da Elis; poucos instrumentos, pouca melodia mas o suficiente para estimular fotografias.
O bloco passa e entramos no Bar do Mineiro. Um feijão amigo aqui, uma cerveja ali, papo vai , papo vem; se discute carreira profissional, 3 ações para a sustentabilidade do país e algumas coisas mais. Em um dado momento, porém, nossas atenções são requisitadas por duas crianças. Pés nus, roupas surradas mas um sorriso aconchegante no rosto. Uma vende bala. A outra, amendoim. Opta-se pela bala. Com uma nota de R$2,00 é possível comprar duas drops.
A criança pede que compre apenas uma; e que, com o troco, compre um amendoim. Após relutarmos, ela vence (sorrisos de crianças tem um poder!!! Quero aprender a rir como elas!!!) e nossa atenção se volta para a outra criança.
Como ninguém queria a "iguaria", apenas foi lhe dado o dinheiro. Porém, a esperta criança das balas interviu!
- Não! Você não pegou o amendoim!
- Sim, peguei!
- Não pegou não! Devolve o dinheiro irmã!
Não precisava... era pelo bate papo, pela descontração, pelo olhar... valiam mais que R$1,00. Mas não tinha quem fizesse o menino mudar de opinião. Vencidos por sua determinação, saímos do estabelecimento com a bala e o amendoim.
Na verdade, mais que isso. Saímos com a sensação de que cada criança que nasce, trás o recadinho subliminar de que Deus ainda acredita na gente. E que valores , raízes e asas , esses sim, são distribuídos democraticamente.
Aconteceu ! E foi aqui no Rio ...

quinta-feira, agosto 16, 2007

Mexendo....testando...tentando...

Resolvi brincar com meu blog.
Fazer novas tentativas de formatação, novos textos, novos recursos...
... mas antigas propostas.
É... ainda não proponho assiduidade e regularidade. Até mesmo mais profundidade é difícil de prometer ! Só prometo continuar aprendendo...mexendo...tentando...testando...
... ainda menos que no mundo real...

terça-feira, agosto 14, 2007

Das Utopias

Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!

Mario Quintana

domingo, agosto 12, 2007

Questionando Vinícius de Moraes ? Quanta pretensão !

"(...) fundamental é mesmo o Amor, é impossível ser feliz sozinho (...)"

Estaria Vinícius com razão ? Acredito que em partes.
Não tenho a intensão de fazer um discurso feminista ou "solteirista" até porque é bom ( e não é pouco não!) ter alguém para andar de mãos dadas, ficar entrelaçando os pés debaixo do cobertor, pedir e dar opinião, fazer e receber cafuné e dar aqueles beijos onde todo o resto fica irrelevante.
Só acho que, se esse é um estado de real vontade da pessoa, uma escolha do momento ( e não uma falta desta), acho possível sim.
Acredito, pra não dizer que vejo, que há muita gente por aí com namorado (a), ficante, noivo (a), esposo (a) que está tão ou mais sozinha que os sozinhos por escolha. Já passaram da excitação inicial. " Todos os dias são iguais e todos os abraços são banais ".
E algo me diz que isso é estar um pouquinho distante da felicidade. Ainda que felicidade seja um conceito tão particular.


sexta-feira, agosto 03, 2007

Lembranças mal lembradas

Depois de ler A Alma Imoral, resolvi ler crônicas . Escolhi Martha Medeiros por já ter lido algumas coisas dela no jornal o Globo e porque encontrei na prateleira de minha irmã! rs...
Questionada se eu estava gostando, respondi que alguns textos pareciam escritos por mim, outros para mim e ainda existiam os que poderiam ter sido escritos por qq um, menos eu ! Esses últimos não serão mais comentados, mas os outros dois tipos... :P
Esse aqui me fez pensar bastante. Acho que , de fato, damos uma dimensão tão distorcida e maximizada das coisas que qdo fazemos o simples exercício de tentar achar a essência dos fatos, não achamos. Simplesmente porque eram pequenos demais...

"A maioria dos nossos tormentos não vem de fora, está alojada na nossa mente, cravada na nossa memória. Nossa sanidade (ou insanidade) se deve basicamente à maneira como nossas lembranças são assimiladas. "As pessoas procuram tratamento psicanalítico porque o modo como estão lembrando não as libera para esquecer". Frase do psicanalista Adam Phillips, publicada no livro "O flerte". Como é que não pensamos nisso antes? O que nos impede de ir em frente é uma lembrança mal lembrada que nos acorrenta no passado, estanca o tempo, não permite avanço. A gente implora a Deus para que nos ajude a esquecer um amor, uma experiência ruim, uma frase que nos feriu, quando na verdade não é esquecer que precisamos: é lembrar corretamente. Aí, sim: lembrando como se deve, a ânsia por esquecimento poderá até ser dispensada, não precisaremos esquecer de mais nada. E, não precisando, vai ver até esqueceremos. Ah, se tudo fosse assim tão simples. De qualquer maneira, já é um alento entender as razões que nos deixam tão obcecados, tristes, inquietos. São as tais lembranças mal lembradas. Você fez 5 anos, sonhava ganhar a primeira bicicleta, seu pai foi viajar e esqueceu. Uma amiga íntima, que conhecia todos os seus segredos, roubou seu namorado. Sua mãe é fria, distante, e percebe-se que ela prefere disparadamente sua irmã mais nova. E aquele amor? Quanta mágoa, quanta decepção, quanto tempo investido à toa, e você não esquece - passaram-se anos e você, droga, não esquece. Essas situações viram lembranças, e essas lembranças vão se infiltrando e ganhando forma, força e tamanho, e daqui a pouco nem sabemos mais se elas seguem condizentes com o fato ocorrido ou se evoluíram para algo completamente alheio à realidade. Nossa percepção nunca é 100% confiável. O menino de 5 anos superdimensionou uma ausência que foi emergencial, não proposital. Você nem gostava tanto assim daquele namorado que sua amiga surrupiou (aliás, eles estão casados até hoje, não foi um capricho dela). Sua mãe tratava as filhas de modo diferenciado porque cada filho é de um modo, cada um exige uma demanda de carinho e atenção diferente, o dia que você tiver filhos vai entender que isso não é desamor. E aquele cara perturba seu sono até hoje porque você segue idealizando o sujeito, recusa-se a acreditar que o amor vem e passa. Tudo parecia tão perfeito, ele era o tal príncipe do cavalo branco sem tirar nem pôr. Ajuste o foco: o coitado foi apenas o ser humano que cruzou sua vida quando você estava num momento de carência extrema. Libere-o desta fatura. São exemplos simplistas e inventados, não sou do ramo. Mas Adam Philips é, e me parece que ele tem razão. Nossas lembranças do passado precisam de eixo, correção de rota, dimensão exata, avaliação fria - pena que nada disso seja fácil. Costumamos lembrar com fúria, saudade, vergonha, lembramos com gosto pelo épico e pelo exagero. Sorte de quem lembra direito. " Martha Medeiros

terça-feira, julho 24, 2007

Muito mais perto de mim do que eu pensava ...

Todos sabem o que aconteceu. Todos lamentam o que aconteceu.
Hoje faz uma semana e a única decisão tomada foi a de parar as vendas de bilhetes aéreos para vôos com destino ou embarque em Congonhas e anunciar um provável aumento nos mesmos.
Tudo já estava enchendo muito o saco até que me deparo com um email :

Oi Anaclara! Que msg bonita a sua! Obrigado!
Veio num momento pontual... Meu melhor amigo morreu na terça no acidente daTAM.
Estamos com dificuldade de identificar o corpo. Se eu estou muito triste,
imagine a familia...
bjos e bom final de semana para vc.
Fabiano.

Simples. Forte. Bateu. Bateu forte.
Tudo isso está mais perto do que eu pensava. Há vinte e poucos dias, eu pegava um avião que aterrissou por lá; o melhor amigo do Fabiano morreu. E morreu o namorado da prima do André (meu querido amigo Dé) que está lá em Pernambuco e nem por isso indiferente ao ocorrido. Porque morreu o pai da Ana , o filho do João , a amiga da Maria e a esposa do José. Porque morreram centenas de pessoas que tinham outras tantas esperando por elas.
E, dessa vez, não temos o marginal pra acusar, não temos a epidemia pra controlar, não temos o submundo pagando o pato.
Temos apenas a classe média numa loteria. Há vinte dias poderia ter sido eu. Amanhã, pode ser você.




sexta-feira, julho 20, 2007

Preciso confessar ...

... eu simplesmente não entendo a propaganda da Ford que usa um bando de animais fantoches querendo comprar um carro !!! Alguém pode me explicar ???

domingo, julho 15, 2007

Voar, Voar ...Subir , Subir ...

Começando a falar do meu tour na Austrália por uma vontade de um tempão ...
... voar de balão !
É cedo, é quente , é delicioso , é ver canguru correndo na mata aberta, é você ouvir o sotaque caipira de um australiano de Mareeba , é... é.... é isso aí !

Mareeba !






segunda-feira, julho 09, 2007

Flip

Transformei meu blog em uma fraude. Prometo uma trilogia sobre Volta Redonda e paro no segundo texto ; um resumo sobre minha viagem por alguns países da Europa e nem chego a Itália. Agora, recém chegada da melhor viagem da minha vida - Austrália - posto sobre o fim de semana...
Mais uma vez peço licença para escrever sobre o que habita em minha mente nesse momento. E isso é fruto dessa última viagem.
Flip. Feira Literária Internacional de Parati. Há dois anos tento participar do evento e não consigo. Se por falta de companhia, grana ou inércia eu, sinceramente, não sei. Agora deu. Consegui comprar, ainda em maio, convites para a mesa 19 - Sobre meninos e Lobos :
"O que une o serra-leonês Ismael Beah – de 26 anos, o caçula da V FLIP – e o carioca Paulo Lins é usar a violência como matéria-prima do trabalho literário. Beah acaba de lançar no Brasil seu primeiro livro, o aclamado Muito longe de casa, em que narra a estarrecedora experiência como menino-soldado, no começo da década passada, durante a guerra civil que devastou seu país. Lins escreveu o marcante Cidade de Deus, publicado há dez anos, um painel da evolução da violência no conjunto habitacional onde cresceu. Reunidos em uma mesa da V FLIP, com mediação do jornalista e escritor Fernando Molica, os dois falaram sobre suas experiências de vida e de literatura."
Se você que lê esse post quiser me dar um presente, aí está uma boa pedida!rs... Simpatizei com o autor. Simples e forte...como naturalmente esperava ser...
Mas outros momentos me marcaram também... a palestrinha do Gabriel, O pensador para as crianças; escritores infantis falando sobre os livros que marcaram suas vidas, o Palavra Cantada ...
Muito bom evento. Recomendo a todos.
Para terminar , uma coisa muito legal que ouvi : para ver um filme vou à Locadora e pego o DVD. Chegando em casa, tenho que me certificar se o aparelho está funcionando. Depois, se o cabo está ligado na TV. Em seguida, pego o controle que, espero, esteja com pilhas. Se o DVD estiver arranhado ou com defeito tenho que pegar o carro e voltar à Locadora. Se já estiver tarde, espero o outro dia, SEM ASSISTIR O FILME, para tentar trocá-lo.
Quero fazer uma ligação ? Compro um celular. Coloco-o para carregar para que possa usá-lo. Carregado, tenho que verificar a existência de sinal. Em havendo, necessito de crédito no mesmo e, só então, posso ligar e, ainda assim, não garanto que vou falar com a outra pessoa.
Porém, haverá um dia em que o homem com toda a sua inteligência inventará o livro ! Não precisará de energia, nem controle ou grandes tecnologias! Bastará abrí-lo e lê-lo. E, se por acaso você perder alguma coisa no meio do caminho, é só voltar algumas páginas e se encontrar novamente... Poderá levá-lo para qualquer canto ! Será "wireless" !
Sim! O homem e tão inteligente !! Um dia ainda inventa o livro !



quarta-feira, junho 27, 2007

Tantas fotos...tantos fatos...

Gente, jah estou nostalgica! Hoje parto para Sydney... meus 'ultimos dias ...meu ultimo destino. Eu, realmente, estou amando esse lugar! A Australia eh linda como o nosso paisl e organizada e segura como o Brasil deveria ser! Tantas fotos e tantos fatos...
Colocarei tudo em ordem e pouco a pouco contarei algumas historias por aqui!
Ateh !

domingo, maio 27, 2007

Fazendo as malas...

Se meu visto chegar, sexta embarco para a Austrália. Mais precisamente, Cairns.
Algumas pessoas que sabem disso têm me perguntado porque lá se é tão longe e tem tantas coisas legais pra conhecer aqui por perto. Outros, sabendo que eu me inscrevi em um curso de inglês , lembram do sotaque bem particular do país e me sugerem o Canadá.
Deixa eu explicar uma coisa : quando tinha 14 anos e todas as meninas de minha idade sonhavam em ir pra Disney, eu sonhava em ir pra Austrália. Em meu coração, A Opera House substituia a Magic Kingdom ,
The Great Barrier Reef a Epcot e os cangurus e koalas tomavam a vez dos fofos Mickey e Minnie.
Devido às condições da época, acabei não indo nem pra um, nem pra outro. Meu destino foi Beto Carreiro Would!
Dez anos depois, me vi tirando férias e tendo que decidir entre descansar ou estudar, viajar ou comprar um carro, fazer tudo ou não fazer nada.
Já de início tinha um primeiro desafio - o tempo. Caso eu decidisse fazer um curso, eu tinha simplesmente quatro dias para ver tudo e escolher destino e escola. Os outros poderiam esperar um pouco mais. Optando por essa primeira possibilidade, várias agências começaram a me desencorajar por esses e outros motivos ( passagem cara, visto, vacina de febre amarela...)
Foi então que nesse exato momento um filme passou por minha cabeça e percebi que poderia ser a minha grande opotunidade de realizar um sonho de infância. Mais do que isso; me convencer, de uma vez por todas, que minha capacidade de realização pode ser maior que a passividade e correria diária que tentam me convencer do conrário. E que, decididamente, sonhos não envelhecem.
Mensurar sonhos ainda não posso. Talvez um dia eu consiga e esses valores serão suficientes para que todas as pessoas entendam algumas de nossas decisões.
Às pessoas que me apoiaram e acharam um máximo, - essas em número infinitamente maior - meu agradecimento e afeto. Voltarei com histórias e fotos . E possivelmente, uma pessoa melhor.



ps.: Não devo postar durante essa jornada... daqui a 45 dias, eu "julho' que volto.

terça-feira, maio 22, 2007

A Alma Imoral

Já postei por aqui sobre minha cidade natal. Agora, me encontro poucos Km´s distantes desta e , só agora, resolvi fazer o reconhecimento desse novo terreno que "escolhi" para passar meus vinte e poucos anos... Resende/ RJ. Há algumas semanas saí a noite pelas ruas do centro velho acompanhada apenas com minha câmera fotográfica . A iluminação da Matriz está (é) linda, a câmera municipal encantadora e a ponte velha preserva, de forma ímpar, lindas teias de aranha em cada uma de suas luminárias vermelhas que, de fato, são muto aconchegantes e acolhedoras. Ontem , caprichosamente, Resende me mostrou mais uma de suas agradáveis facetas; o teatro! Desde o dia 18/05 e até o dia 26/05 acontece o VII Festival de Teatro de Resende onde, por apenas 1 real, você pode assistir uma das dezenas de peças que constam na programação. Quando fiquei sabendo que "A Alma Imoral" estaria no Cine Vitória, na segunda-feira, vi que, de fato, era um evento especial. Para quem não sabe, essa peça foi muito bem aceita pela crítica. Ela começou despretensiosamente no SESC Copacabana e , com seu texto de rara profundidade e ainda assim leve e com pitadas certeiras de humor (em grande parte graças ao talento da atriz ) logo passou para o Teatro Leblon - sempre com lotação máxima. Ela é uma adaptação da atriz Clarice Niskier do livro , de mesmo nome, escrito pelo rabino Nilton Bonder. Confesso que nunca li nada dele mas tenho a impressão que isso mudará em breve! A série de reflexões é quase pagã e pode causar alguma perplexidade, mas autor e atriz conseguem iluminar o delicado equilíbrio entre a moral que nos contém e a imoral que nos impele e nos torna humanos. A peça defende que nossa alma precisa de um espaço escuro onde a luz das suas idéias e transformações lançam a única luz vestindo-nos de sentido. A atriz , após breve conversa com o público, que é convidado a deixar de lado sua análise racional demais mas ao mesmo tempo que não o faça 100% para que não se torne leviano, se despe totalmente. Mais uma confissão : ainda que já precavida de tal acontecimento, fiquei impressionada e não assimilei as primeiras duas ou três frases do monólogo. Mas, estranhamente, me vi confortável e envolvida pelo contexto e logo me voltei aos textos de temáticas polêmicas e inquietantes; traição e tradição, preservação e evolução, corpo e alma... que, pouco a pouco, transformavam conceitos de certo e errado imutáveis ...dando-os flexibilidade e fluidez assustadoras ... Ao final, além de sairmos com nossas idéias borbulhando, ficamos com a impressão de que o teatro precisa de muito pouco para acontecer de forma transformadora e ,que esse pouco , é muito.

Vendo Beleza onde quase ninguém vê... Resende - RJ




Clarice Niskier



domingo, maio 20, 2007

Hoje estou ... Amyr Klink !

“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver” Amyr Klink

terça-feira, maio 08, 2007

Sonhos não envelhecem...

Preciso postar sobre isso mas amanhã tenho uma prova de Francês e...bem...chegou a hora de estudar (C´est la vie ...) ! Volto em breve pra divagar sobre esse sonho que se realizará em poucos dias...
ATÉ LÁ !
Bisos

sábado, maio 05, 2007

Para pensar ....

Esbarrei com Clarice e ela me disse isso aí ...

" Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual defeito sustenta o nosso edifício inteiro." (Clarice Lispector)

... será ?